Amante Consagrado - Irmandade da Adaga Negra, 6 - J.R Ward

30 de julho de 2019

Título: Amante Consagrado
Autor:  J.R Ward
Páginas: 552
Ano: 2011
Editora: Universo dos Livros
Gênero: Erótico, Fantasia, Ficção, Literatura Estrangeira, Romance
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:    
Sinopse: Nas sombras da noite de Caldwell, Nova York, desenvolve-se uma furiosa guerra entre os vampiros e os seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. E agora, um Irmão obediente deve escolher entre duas vidas...
Ferozmente leal à Irmandade da Adaga Negra, Phury se sacrificou pelo bem da raça, convertendo-se no macho responsável por manter a linhagem da Irmandade. Como o Primaz das Escolhidas, ele será o pai dos filhos e das filhas que assegurarão que sobrevivam as tradições da raça, e, que haja guerreiros para lutar contra os redutores. 
Como sua companheira, a Escolhida Cormia quer ganhar não só o corpo, mas também o coração de Phury para si... Ela vê o guerreiro emocionalmente deteriorado atrás de toda sua nobre responsabilidade. Mas enquanto a guerra com a Sociedade Redutora se torna mais severa, uma grande tragédia abate a mansão da Irmandade e Phury deve decidir entre o dever e o amor.


Resenha:


“Com o emblema de seu alto cargo balançando de um lado para o outro em sua mão fechada, Phury proclamou com uma voz firme e profunda:
 – Eu sou à força da raça. Eu sou o Primaz. E assim devo reinar!”

Voltando com a nossa sexta resenha da Irmandade Da Adaga Negra, da autora J.R Ward, publicado pela editora Universo dos Livros, e por se tratar de uma serie de livros, a resenha pode conter spoilers dos livros anteriores, que já foram resenhados aqui e caso queiram ler, basta clicar na imagem abaixo:


Em Amante Consagrado, temos a história de Phury, o irmão da adaga negra, conhecido por seu altruísmo, sua abnegação e comprometimento com a causa e principalmente com o seu irmão gêmeo Zsaddist.

A vida de Phury já foi mostrada em alguns momentos importantes no livro do seu irmão gêmeo, já que foi ele que dedicou sua vida a encontrar Z e o resgatar, e após conhecer e se apaixonar pela fêmea que veio a se tornar a shellan de seu gêmeo, Phury, acabou entrando em uma espiral de sofrimento, autopunição e distanciamento entre si e os irmãos. Então não foi uma surpresa quando no livro anterior diante da obrigação de Vishous para com a Virgem Escriba e o destino de se tornar o primaz da raça, Phury se levantou e se ofereceu em sacrifício no lugar de Vishous.

Para ele, que acreditava ter perdido seu grande amor, e acredita não ser merecedor de felicidade, ele simplesmente não via motivos de não tomar o lugar de outro e tomar para si a responsabilidade de salvar a raça.

Lembrando que o cargo de Primaz, é um dos mais importantes na hierarquia da sociedade vampiríca. A Virgem Escriba, deusa e criadora da espécie, criou o sistema de castas, e para gerar membros poderosos da raça para se tornarem guerreiros e lutarem contra a sociedade redutora, criou as leis, onde um macho de puro sangue, da irmandade se uniria as Escolhida, assim, se casando com todas e gerando a próxima geração de guerreiros e de Escolhida. Os machos seriam entregues para criação em certa idade, pela irmandade que os treinariam, e as fêmeas, viveriam no santuário se unindo ao dever sagrado de servir à virgem e raça.

Contudo, ao chegar ao santuário para a cerimônia e noite de núpcias, com a primeira companheira, Phury percebe, que Cormia, a escolhida para ser a sua shellan, e primeira companheira, está não somente em pânico, como não sabe nada sobre o que esperar desse relacionamento, obrigada pela antiga Directrix (a Escolhida, que comanda o santuário vindo logo abaixo da Virgem Escriba) a se unir ao primaz, ela está em prantos.

Então, mais uma vez provando que é definitivamente dos irmãos o mais cavalheiro de todos, ele a coloca sobre sua proteção e ambos deixam o santuário para voltar à mansão da irmandade.

Então é nesse contexto, que começa a história do sexto livro. Enquanto acompanhamos a jornada de Phury, para enfrentar seus próprios demônios pessoais, o desprezo e dor carrega dentro de si, sendo que ele nunca se perdoou por não ter sido ele o gêmeo seqüestrado, ou por não ter encontrado logo seu irmão, uma parte de si, criou vida própria e vive para atormentá-lo.

Tudo isso enquanto ele está conhecendo sua shellan, e precisando lidar com as conseqüências de suas decisões, agora afinal ele esta unido com outras 39 fêmeas que o esperam no santuário.

Não é fácil.

É claro, que se para ele não é fácil, para Cormia muito menos, pela primeira vez ela está no mundo real, um local que ela só via através de visões, e sem as regras e ordem do santuário, ela precisa aprender sobre si mesma, sobre seus sentimentos. E é claro, se apaixonar por seu hellren. Suas descobertas do mundo são fascinantes e acho adorável o modo como ela enxerga o Phury e tudo ao seu redor, ela está crescendo e descobrindo o que deseja para si de forma doce.

“Aquele seu cabelo farto de diversas cores, os olhos amarelos, a voz aveludada e grave, ele era um macho espetacular no auge da fertilidade. Mas não era isso que a comovia. Ele era tudo que Cormia valorizava: sempre pensava nos outros, nunca em si mesmo. Na mesa de jantar, era ele quem fazia perguntas a todos, sobre ferimentos, problemas de estômago e ansiedades, pequenos ou grandes. Nunca pedia atenção para si. Nunca trazia a conversa para si mesmo. Oferecia apoio incondicional. Se havia um trabalho difícil, ele se voluntariava. Se havia uma tarefa, queria executá-la. Se Fritz ficava preso sob o peso de uma bandeja, o Primaz era o primeiro a levantar da cadeira para ajudar. Pelo que ela ouvia à mesa, Phury era um defensor da raça, ensinava os aprendizes e era um grande amigo de todos. Ele realmente era um ótimo exemplo das virtudes altruístas das Escolhidas, o perfeito Primaz. E em algum momento nos segundos, horas, dias e meses de sua estada ali, Cormia havia se desviado de sua trajetória de obrigações para adentrar a confusa floresta da escolha. Agora ela queria estar com ele. Não havia dever, obrigação, necessidade.”

A história de amor de Phury e Cormia, é muito bonita, ao contrário, dos demais relacionamentos dos irmãos visto nos livros anteriores, esse não surge com uma explosão de sentimentos. Rápido e destruindo tudo para reconstruir algo novo. O amor entre eles, é de uma delicadeza impar. Ambos estão perdidos em suas vidas, ambos precisam lidar com o passado e dores um do outro. Com a solidão que ambos carregam, contudo, sem sombras de duvidas, o casal cria para si, uma poderosa base para o amor deles.

Apesar de demorarem a perceber o que sentem um pelo outro... Meus caros... Quando eles se unem... São um casal poderoso.

Tem muitos momentos tristes nesse livro, outros fofos, um romance muito bonito, e sim, teremos as cenas hots, já marca registrada da autora.

“Às vezes, as palavras não iam longe o bastante, o veiculo das letras e o condutor da gramática não eram capazes de conter os sentimentos do coração.”

Agora, sobre Amante Consagrado, preciso dizer algo, além de ser um livro de romance, é um dos mais importantes da série da Irmandade da Adaga Negra, pois é um livro de mudanças, um livro que trás uma transição importante para toda a sociedade vampiríca. Phury ao tomar para si, o legado e posição do primaz, se tornar a força da raça, e o detentor de um poder para mudar tudo. E como um dos mais corretos vampiros, ele está disposto e revolucionar.



É isso: Revolução! É a palavra para definir este livro, nada será mais como costumava ser, e essas mudanças, vão dar força a outras que vamos acompanhar nos livros posteriores.

Então, se aventurem a ler os livros da IAN, sei que muitos olham para a quantidade de livros e pensam que talvez, seja tarde para começar a ler, porém, digo: não é! Vale muito à pena ler se você gosta de um romance apimentado e ação, as tramas vão evoluindo e a autora não escreve nada a toa, algo que agora podemos achar que não terá importância, no futuro veremos as reverberações dessas decisões em grande escala.

E como já ocorre nos demais livros, temos aqui em uma trama secundaria, personagens que vão ganhar o destaque e protagonizar o próximo livro, Rehvenge, o mafioso e poderoso irmão de Bella, e dono da boate, onde os personagens passam um tempo debatendo, bebendo e arrumando confusão. Apareceu em outros livros, e confesso que tem minha atenção desde o inicio, já surge aqui nesse livro mesmo trazendo umas das cenas que eu mais gosto na série toda, entre ele e Lassiter, outro personagem que surgiu e será essencial para a historia dos irmãos, Rehvenge é adorável e será dele o próximo livro, amante vingado, e nos vemos na próxima resenha.

“Com aquela linda voz, Lassiter murmurou:
– Você não tem nada com que se preocupar. Os corretos nem sempre fazem o certo, mas suas almas permanecem puras. Você é puro no âmago. Agora feche os olhos, imbecil, estou prestes a acender uma fogueira”

Notas

🎼Quem quiser ter uma experiência transcendental lendo esse livro, escute a opera de Puccini, Che Gélida Manina, ela é marcante para Phury e Z e, se eu antes já gostava dela, agora adoro... Recomendo a soberba interpretação de Pavarotti.

👱E preciso dizer que valorizo muito o talento da Cormia com ervilhas e palitos, tentei e não deu certo...

👿 Fiquem atentos para a cria do mal que já esta botando o terror nesse livro, e é definitivamente um dos vilões que mais odeio na série.


🔍 Curiosidade

A autora adaptou uma antiga superstição, na antiguidade em algumas culturas, nascimentos de gêmeos eram considerados nascimentos amaldiçoados, acreditavam que as partes boas e más de todo ser eram nesse caso divididas em duas crianças, sendo assim, uma o mal encarnado.

Para a mitologia da série, Ward, determinou que uma fraqueza da raça, seria a dificuldade na concepção, as vampiras além de só serem férteis por um período de tempo, chamado cio, que ocorre, de dez em dez anos, após a transição para a vida adulta, tem uma gravidez de dezoito meses, e muitas vezes acabam morrendo no parto, elas e as crias, então gêmeos são raros, ao mesmo tempo em que podem ser adorados, também acreditam que suas vidas são mais difíceis que a dos demais, por carregarem uma maldição para contrabalancear, a sorte de duas vidas nascerem ao mesmo tempo. E esse azar atingiria a todos ao redor deles.

O que acham? Legal? Sinistro?

“- Mas eu estava certo, não estava? Ambos os seus pais morreram cedo e na miséria, seu irmão gêmeo foi usado para o sexo, e você é louco. Eu estava certo, não estava, parceiro?”

8 comentários

  1. Cada vez que leio uma resenha de algum dos livros da série, olho para meu filho único ali na estante..rs
    Como só tenho o primeiro livro, ainda não me atrevi a ler o danado, pois sei que quando começar, será um caminho sem volta e a saga é enorme e o desemprego aqui anda gritando alto.
    Então enquanto não tiver mais livros, me recuso a sofrer..rs
    Amo muito tudo isso do amor construído pouco a pouco, principalmente quando há dores e passado de ambas as partes e pelo que li acima, o casal traz muito isso.
    Além do foco nos vampiros, na preservação dos amigos e na culpa carregada, há também esperança para que o futuro ao menos seja um pouco melhor e isso é maravilhoso!
    Ainda espero ler todos os livros da série!!!
    Beijo

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  2. Olá! Estou louca para continuar essa série, só me falta tempo mesmo (risos). É impressionante como a cada livro as histórias ficam ainda melhor e nos prendem de maneira única. Acreditem começar IAN é um caminho sem volta meus caros!!! Eu como gêmea, claro que tenho como preferidos esses dois neh, ahhh e em falar em gêmea, achei essas curiosidades bem sinistras para dizer o mínimo.

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    1. Olha uma gêmea! 😍
      Sinistro né? Mas, por outro lado, são abençoados com um melhor amigo para sempre!!!
      Espero que possa ler em breve os livros 😘

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  3. Olá Vivian!
    Gostei que a autora mudou um pouco o tom da trama, adoro reviravoltas e quando as coisas começam a tomar outro rumo na história. Esse casal é encantador, particularmente acho mais romântico quando o amor é construído aos poucos. Nessa série ada personagem tem seu sofrimento e peculiaridade, mais uma vez a autora consegue adaptar uma mitologia intrigante e transmitir sua essência para as páginas do livro.
    Beijos

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  4. Esse não foi um dos que mais gostei da saga, sei lá, de casal não me convenceu tanto. A graça que vi nele foi isso das mudanças, é verdade que muita coisa começa a mudar aí e isso foi o grande ponto do livro. Mais do que mostrar um casal se formando. Foi levar a sociedade deles à mudanças necessárias na forma de agir com seus membros. Essa história do que ele teria que fazer me deixou abobalhada e toda a ideia dessas fêmeas vivendo daquele jeito. É bizarro. Mas foi um livro importante por mudar o rumo de umas coisas e isso foi legal nele. Gostei das curiosidades, me fez lembrar de muito do que eles passam com essa coisa de gêmeos e toda aquela dificuldade de gerar crianças. E nem preciso falar da cria que surge aí né. Peste mesmo...

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  5. Olá Vivian!
    A cada volume dessa série vemos uma nítida evolução da mitologia envolvendo vampiros criada por J. R. Ward, que aqui assume um viés mais voltado para a concepção da espécie. Gosto do fato de que neste sequência a autora optou por trabalhar bem as personalidades individuais de Phury e Cormia para depois seguir com o romance entre os protagonistas, pois dessa forma a relação entre o casal consegue soar mais convincente para o leitor. E deu para perceber que nos próximos livros teremos um tom mais sombrio, considerando o final que já antecipa uma grande mudança.
    Beijos.

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  6. Eu já te contei anteriormente que abandonei a série depois do romance ridiculo do Butch com a Marisa, mas quando leio resenhas assim sobre os livros posteriores da série fico me coçando pra reler hahaha SOu só eu, por sinal, que fiquei morrendo de raiva da moça ter sido forçada e se vender sexualmente? Vontade de bater em todo mundo.

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  7. Oi Vivian ;)
    Que bom que você gostou dessa continuação, mas te confesso que esse foi um dos que menos gostei da série toda.
    Desde o livro anterior comecei a criar um ranço pelo Phury, que só aumentou nesse livro que é mais focado nele. Odiei o jeito que ele trata a Cormia, e uma cena es específico me deu nojo dele!
    Mas, como você disse, é um livro que trouxe muitas mudanças importantes para o rumo da história.
    Apesar dessa grande quantidade de páginas que os livros da série tem, amo como a Ward sempre pensa em tudo e não coloca páginas apenas para “encher o livro”.
    Bjos

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