A Sala dos Répteis - Desventuras em Série, 2 - Lemony Snicket

6 de dezembro de 2018

Título: A Sala dos Répteis - Desventuras em Série, 2
Autor: Lemony Snicket
Páginas: 184
Ano: 2001
Editora: Seguinte
Gênero: Ficção, Fantasia, Aventura
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:  
Sinopse: Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso - para que depois ninguém reclame - faz questão de avisar: 'Se você esperava encontrar uma história tranqüila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar...'

Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em 'Mau Começo' ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire - e aqui as coisas só pioram.

Este livro foi cedido pela Editora Seguinte, porém as opiniões são completamente sinceras. Não sofremos nenhum tipo de intervenção por parte da Editora. 

Resenha:

Mais um livro concluído e confesso, não esperava gostar tanto dessa série! Os pequenos Baudelaire me conquistaram de tal forma, que foi impossível abandoná-los!

Como vocês podem ver na resenha anterior ( Mau Começo, resenha aqui), o autor tem um jeito único de escrever. Acho que isso me fisgou mais do que a própria história algumas vezes, já que as explicações e visões pessoais do narrador estão sempre emaranhadas pelo texto.

Porém, tô suspeitando que nosso contador de história está mais envolvido no enredo do que parece. Mas ainda não tenho certeza e prometo que futuramente, caso esteja especulando bobagem, esclareço tudinho para vocês.

No segundo livro da série os pequenos irmãos órfãos parecem de fato ter encontrado a paz e o aconchego que tanto precisavam desde o terrível acidente que desgraçou suas vidas.

Encontraram um novo tutor, e o tio Montgomery é um cara pra lá de diferente, e leia diferente aqui como alguém positivamente fora dos padrões e muitíssimo agradável, não um “diferente” desagradável como o Conde Olafe.

Além de cientista, tio Mont é também um grande conhecedor de répteis e pesquisa a fundo espécimes raros de cobras lagartos e afins. Sendo assim, suas casa consegue ser um misto de conhecimento e aconchego.

Não teria lugar melhor para órfãos tão inteligentes e dedicados estarem, se não com um tio animado e dedicado que explora positivamente todo potencial deles.

Mas como diz o narrador “essa não é uma história com finais felizes e talvez seja mais interessante você fechar o livro e buscar algo menos triste para ler”, só que não dá! Simplesmente não dá para fechar o livro e buscar outra história!

Como tudo na vida desses jovens, essa experiência já começa fadada ao fim e tudo fica muito conturbado e assustador quando o novo assistente de tio Monty aparece para acompanhá-los em uma expedição ao Peru.

Tudo desanda e Violet, Klaus e Sunny precisam de novo correr contra o tempo, contra o autoritarismo e certeza incontestável dos adultos para conseguirem salvar suas próprias vidas e a de tio Monty.

Esse livro foi um pouquinho maior que o primeiro, li inevitavelmente rápido e ao final, não esperava, porém chorei com o desfecho e fiquei com meu coração apertadinho, torcendo em silêncio para mais alguns momentos bons na vida dos pequenos.

Os jovens órfãos ganharam meu coração como já disse, me fizeram torcer por um final feliz, ainda que o narrador sempre avise que isso é quase inalcançável na vida deles.

O que me encanta ainda mais nessa história, é a forma como o autor criou os personagens e como eles usam até mesmo o lado lúdico, além da inteligência, para conseguirem desviar dos desastrosos fatos que lhe ocorrem.

Sendo assim, o livro consegue falar muito mais do que mostra nas linhas e apesar de passar uma ideia aparentemente pessimista de “não há nada ruim que não possa piorar”, a mensagem atrelada a esse fato é que “apesar de” sempre podemos recomeçar. Essa capacidade de se reinventar que me faz amar todos os traços desse enredo pra lá de desastroso.

Vamos para o terceiro?

Bjs e boa leitura

6 comentários

  1. Legal que parece bem com a série, as coisas que falou e o que vi batem bem. E dá mesmo um troço na gente ao ver tudo dando errado quando estava tudo tão certo e bom pra eles. Mas essa série é uma desventura atrás da outra né. Só espero desgraça :S
    Isso do narrador e do envolvimento na trama é do que mais gostei e iria achar interessante ao ler. Essa vontade de entender tudo e as coisas que ele narra e etc. É dos grandes mistérios da série pra mim. Ahh como queria ler esses benditos. Parece ser tão bom! Fácil de ler e bem envolvente.

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  2. Olá! Acho que essa chamadinha de não ler se não quiser sofrer, só faz com que tenhamos ainda mais vontade para começar o livro (coisas de leitor). O livro já está na minha lista e a cada nova resenha que vejo sobre a série a vontade só aumenta para poder começar logo, já com os lencinhos em mãos.

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  3. Oi, Jéssica
    Ainda não li essa série, apesar de acontecer muitas coisas tristes com os irmãos Baudelaire parece um livro com uma trama que prende o leitor.
    E o autor ainda dá spoiler, kkk preciso conhecer essa série. Fiquei bem curiosa para ler, parece uma leitura fascinante.
    Beijos

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  4. Olá Jéssica!
    esses autores que alertam o leitor para não se iludir são os melhores, chegaria a ser cômico se não fosse trágico esse humor negro que eles têm. Eu nunca li a história, assisti apenas o filme e achei a trama excelente. Gostaria de explorar mais a história através dos livros pois sinto que há muito mais desventuras por aí e me recuso a acreditar que eles não terão um final feliz.
    Beijos

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  5. Oi, Jéssica!!
    Apesar de conhecer essa série, ainda não tive a oportunidade de fazer essa leitura dessa história dos irmãos Baudelaire. Acho interessante que a todo momento o narrador nos adiverte que essa não é uma história feliz mas acabamos não dando ouvidos e ficamos mas interessando em conhecer a um pouco mais sobre a Violet, o Klaus e Sunny. Espero ansiosa para ler a resenha do terceiro livro da série aqui no blog.
    Bjoss

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  6. Olá, estou rumando para o nono volume e A Sala dos Répteis continua sendo um dos melhores por conta da originalidade. Snicket só aumenta a empatia do leitor para com os órfãos Baudelare ao incluir mais tragédias em suas vidas, ainda que o final seja bastante repetitivo de obra em obra. Porém os próximos volumes são ainda melhores (ou piores, dependendo do ponto de vista kkkkkk). Beijos.

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