Resenha: O Último dos Canalhas - Loretta Chase

Autor: Loretta Chase
Páginas: 304
Ano: 2015
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance, Romance de Época
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon, Saraiva
Nota:   
Sinopse: O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insensatos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a derrota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.
Resenha:

Resenha do primeiro livro, O Príncipe dos Canalhas aqui

Sabem aqueles livros que tu lê várias resenhas antes de partir para a leitura? Fui eu com esse livro. Nossa quase desisti de lê-lo, mas graças a minha persistência não me deixei levar pelas várias críticas negativas que vi sobre ele. Coisas tipo, que ele era muito clichê e blá blá blá... E agora sei que de clichê ele não tem nada. 

Esse livro conta a historia de um homem boêmio, que se tornou Duque sem querer, e se apaixonou pela mulher mais improvável possível. Vere Mallory era um homem solteiro, 32 anos, com tudo que queria a seus pés. Mulheres, mordomia, dinheiro... uma vida despreocupada. Até que seu primo Charlie, o quinto Duque de Ainswood dera o suspiro final. E deixou para Vere a responsabilidade de ser o tutor de seus três filhos, duas moças e um garoto de 9 anos, que seria o próximo Duque, se não tivesse sido levado pela difteria :(

O homem simplesmente vivia enterrando seus parentes, coitado. Parecia que os Mallory’s não tinham vida longa. Vere, agora Duque, não pediu toda a responsabilidade que veio com o ducado e continuou sua vida de canalha. Noitadas e mais noitadas ao lado de “amigos” e prostitutas. Vivia sendo alvo de chacotas e escândalos, porém nada disso o importava, para ele se fosse seguir o destino dos seus predecessores não viveria muito, e tinha que aproveitar a vida o máximo que pudesse.

Um dia estava andando numa movimentada avenida e viu uma mulher quase atropelar um homem com um cabriolé, espécie de charrete muito usada na época. Claro que mulheres normais não conduziam tal meio de transporte, mas não estamos falando de uma mulher comum (rsrsrs). A tal mulher, ou melhor, demônio, se tratava da escrevinhadora Lydia Grenville, que Vere teve que entrar na frente e puxar o homem que ela quase matou atropelado e pior, que não teria visto nada, já que estava a perseguir uma aliciadora de mulheres inocentes. Já viram que a historia é cheia de nuances né?(Hahaha). Vere a perseguiu para inquirir sobre sua falta de atenção ao transito, mas ela mau olhou para trás na ansiedade para não perder suas presas de vista. E Foi assim que o duque de Ainswood conheceu aquela que o faria correr toda a Londres atrás dela e não daria a menor importância para quem ele era ou deixava de ser.

Vere era um homem lindo, tinha mais de 1,80 de altura, olhos azuis capazes de fazer qualquer mulher se derreter (e molhar a calcinha), um corpo todo trabalhado em músculos definidos, e não tinha o hábito de esbarrar com mulheres loiras, muito altas e olhos que o fazia se lembrar de górgonas de tão frios que eram. Ela o insultou em público, mas só por que ele não a deixou prender a mulher que obrigava moças inocentes a trabalharem pra ela. Lydia era uma defensora dos que não tinham como se defender de pessoas como essa mulher. Mas Vere não sabia, e o fato dela o ter feito passar vergonha em público causou nele uma vontade imensa de saber mais sobre ela.

E aí o livro fica muito interessante, ele sem perceber fica obcecado em perssegui-la. E aos poucos vai descobrindo quem ela é, o que gosta de fazer quando não está escrevendo em sua revista. E acaba a ajudando em várias missões secretas em prol dos pobres e indefesos. Os dois se apaixonam, mas não admitem um para o outro. Lydia tem 28 anos, acha que ninguém jamais vai querer uma solteirona velha, rsrs. Vere por ser orgulhoso não quer admitir antes dela. Lydia é independente, vem de uma família de passado duvidoso. Não tem ninguém por ela, nem mãe, pai ou irmãos. Aprendeu cedo a se virar sozinha, inclusive a ler e escrever. Isso tudo deixa Ainswood fascinado. E quando finalmente cria coragem e a pede em casamento, Lydia não facilita e o faz lutar pelo que quer. Ela não acreditava que um homem como Vere a queria, mas ele a provou seu amor e mesmo sob dificuldades conseguiu o impossível, a mão dela em casamento.

Gente eu vou confessar algo para vocês, eu nunca tinha rido com um livro como ri com esse. É cada coisa que acontece, mas os melhores são os apelidos que um dá para o outro, nada carinhoso, claro. Amei esse livro e mais uma vez venho aqui elogiar essa autora. Ela criou uma mocinha extremamente forte, com mente aberta e sem mimimi’s, e um mocinho caridoso, valente e fora do convencional. Aqui vemos humor, aventura, ação sagacidade, atração sexual intensa e personagens encantadores. Achei as partes picantes muito boas, pena que foram poucas (rsrs). Um dia o relerei e provavelmente vou emprestar esse livro para todas as minhas amigas, pois não sou obrigada a rir sozinha (kkkkkkk).



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