Sobrevivência Mortal - Série Mortal, 20 - J. D. Robb (Nora Roberts)

10 de outubro de 2021

Título:
Sobrevivência Mortal - Série Mortal, 20
Autor: J. D. Robb (Nora Roberts)
Páginas: 518
Ano: 2013
Editora: Bertrand
Gênero: Romance Policial
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:   
Sinopse: Outono de 2059.
A corajosa tenente Eve Dallas se vê diante de assassinos que agem de forma fria e meticulosa e usam recursos militares precisos e cruéis para exterminar uma família inteira. Contudo, uma menina de nove anos sobrevive ao massacre. A missão da equipe investigativa é proteger a sobrevivente e, ao mesmo tempo, descobrir quem são as pessoas que assassinaram a família e porque a consideram tão importante.


Resenha:

"...E quero o lugar isolado de tal forma que nem a porra de uma pulga conseguirá passar por baixo da porta. Quem fizer merda será enrabado no café da manhã. Acenou para Roarke, que se juntou a ela, acompanhando seu ritmo. 
— Adoro quando você rosna e faz ameaças, querida. Isso me excita demais!"

E assim começamos mais uma aventura....

Mas, antes de qualquer comentário, vou deixar abaixo o link das inúmeras resenhas anteriores. Para ler, basta clicar na imagem:


Sobrevivência Mortal começa com um crime horrível, que trará consequências diretas na vida de Eve e Roarke!

"Seguindo o instinto, ligou para o tele-link pessoal de Roarke, que logo apareceu na tela do painel. 
— Olá, tenente. 
— Qual a sua condição atual? — quis saber ela.
— Saudável, rico e inteligente. Qual é a sua? 
— Ha-ha! Cruel, ardilosa e grossa. A gargalhada de Roarke preencheu todo o veículo e a fez se sentir menos irritada. 
— É exatamente desse jeito que eu gosto — declarou ele."

Uma família inteira é assassinada, ou é o que parece em um primeiro momento, mas as coisas não são bem assim!

Uma família feliz, normal até onde se sabe foi morta à noite enquanto dormiam, provavelmente nem perceberam que estavam sendo massacrados. Assassinos invadiram a casa e mataram, enquanto dormiam o pai, a mãe e o filho mais velho, de apenas 12 anos. Pensaram ter matado também a filhinha deles, Nixie de apenas 9 anos, mas quem morreu no lugar dela foi uma amiguinha que havia ido passar a noite na casa da família.

Nixie havia desobedecido sua mãe e saiu da cama durante a madrugada a procura de um refri de laranja. isso a salvou. E a deixou sozinha no mundo para sempre!

Ao chegar na casa, Eve encontra a menina encolhida num canto, toda suja de sangue, ela viu a empregada ser assassinada e ligou para a polícia, acontece que ao chegar no quarto dos pais, viu coisa pior. Eles também se foram. Eve ao ver aquilo e percebendo que um engano havia acontecido e que Nixie deveria ter morrido e não sua amiga, leva a menina para a sua casa a fim de protegê-la, começa então uma corrida para descobrir o motivo que levou ao crime, já que era uma família normal, sem problemas de qualquer tipo e feliz!

"As pessoas não respeitam a sirene da polícia, esse é o problema. Ficam cantarolando ao volante e atrapalham a passagem da viatura. 
— O motorista do táxi da Cooperativa Rápido que você quase destruiu não estava cantarolando ao volante. Aquilo eram gritos de terror. 
— Sei. — Eve sorriu ao se lembrar da cena. — Já que é assim, ele deveria ter tirado a bunda do meu caminho. — Ergueu e abaixou os ombros duas vezes e completou: — Quer saber? Essa corrida me deixou energizada. Foi quase tão bom quanto café."

Junto à isso vemos Eve e Roarke tendo que lidar com uma criança traumatizada. Ela viu, viveu e perdeu muita coisa e apesar de estar sofrendo se mostra forte e não fica sofrendo pelo que aconteceu, ela levanta a cabeça e encara o que vem pela frente, gostei dela e ver o drama da Eve por não saber lidar com aquela criança foi ao mesmo tempo hilário e irritante!

Oras, é uma criança, a Eve meio que "fez fiasco". A menina não morde, pelo amor de deus! Ainda bem que tinha o Roarke e o Summerset para ajudar!

"— Olhe, vou dizer algumas palavras que nunca imaginei que iriam sair da minha boca e, se você repeti-las para alguém, juro que dou um nó na sua língua. Dou graças a Deus por termos Summerset."

Além de tudo, Peabody ainda precisa se recuperar do ataque que sofreu no livro anterior e precisa lidar com uma Eve super protetora! Pois é, a mulher está realmente aprendendo a amar outras pessoas!

"Durante os quase dois anos que trabalhavam juntas, Eve já tinha visto Peabody revoltada, magoada, triste e pronta para reagir. Mas nunca a vira à beira da erupção, como naquele momento. Uma escolha precisava ser feita, e rápido. Atacar, recuar... Bem depressa, Eve se decidiu por uma terceira opção. Seus olhos ficaram firmes, a postura rígida, e ela disse: — Você é linda quando fica zangada. Peabody piscou uma vez... Depois, duas. 
— Dallas... 
— Quente, vibrante, lançando ódio pelos olhos. Se eu curtisse mulheres, pularia em você agora mesmo. O queixo de Peabody perdeu a firmeza e se transformou em um sorriso relutante...."

Foi uma pena Nixie ter ido embora eu queria que eles a adotassem, mas vendo suas reações e medos, percebi que não estão prontos para ter uma criança em suas vidas, talvez nunca estejam, vai saber!

"— Mas eu quero ter filhos com você, minha adorada Eve. Um dia... 
— Um dia beeem distante no futuro. Tipo, sei lá... daqui a uns dez anos, quando... Ei, espere um instante, filhos é plural!"

Este livro, mesmo tendo os assassinatos de crianças, não trouxe a carga dramática do anterior, e que bom, eu precisava de algo mais leve depois de tantos sustos e aposto que Eve e sua equipe também!

"Faça com que McNab pareça durão. Ele consegue bancar o tira mau? 
— Ele se sai muito bem em fantasias íntimas, quando eu sou a testemunha relutante. 
— Ah, merda! — Eve pressionou os dedos nos olhos e rezou para que nenhuma imagem se formasse em seu cérebro."

Falando na equipe, não tem jeito, foi se formando uma equipe ao longo dos livros e percebemos que eles estão cada vez mais unidos, trabalham bem juntos e confiam uns nos outros, até Roarke está totalmente integrado, trabalhando lado a lado com os policiais!

"Ela se debruçou para fora da janela e berrou para um mensageiro que quase atingiu a viatura com o skate a jato: — Isso é propriedade da polícia, seu babaca! Se tivesse tempo, eu iria perseguir você e usar esse skate para bater nos seus ovos até eles ficarem roxos. 
— Querida Eve, você sabe que esse tipo de palavreado me excita. Como poderei manter minha mente longe de imagens sexuais, agora? Eve tirou a cabeça da janela e olhou para a tela. 
— Pense em coisas puras..."

Enfim, mais uma para a lista de favoritados! Não tem jeito, até hoje não encontrei nenhum livro desta série que eu não tenha amado ler!

7 comentários

  1. Como é possível isso? A cada livro a história melhora... Eve é outra pessoa! Bem humorada, feliz, amiga e apaixonada!
    Tenho uma teoria sobre a menininha...

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  2. Eu fico boba de ler que a cada livro, a história invés de perder a mão, ganha um novo fôlego e o livro lido consegue ser melhor que os anteriores.
    Tá, é Nora. A gente já imagina que vai ser bom, mas precisava ser boa em todos?? rs
    Adorei isso da criança, do fato do não estarem preparados ainda,mas quem sabe nos livros seguintes né?
    A família, a sobrevivência. Tudo parece fazer muito sentido!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  3. Tadinha da Nixie!
    Para adotar ou criar uma criança não basta querer, precisa estar preparado.

    Danielle Medeiros de Souza
    danibsb030501@yahoo.com.br

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  4. Olá
    Achei o enredo desse livro bem pesado. É triste quando vemos assassinatos de crianças.
    Nora Roberts a cada livro sempre surpreendendo pela variedade de assuntos que ela traz. Vários crimes .acho que esse foi o que mais me deixou impactada .
    Bjs

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  5. Gente, quantas histórias legais a Eve vive ne? Eu sou muito fã das resenhas que vocês trazem dessa série. Acho que o gênero romance policial é um dos que me deixam maravilhada!

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  6. DENISE!
    Dá uma tristeza quando tem criança morta no livro, ainda mais uma que morreu sem ter nada haver.
    Queria ver Eve cuidando de uma criança...kkkk Ainda bem que Rourke estava lá para ajudar.
    cheirinhos
    Rudy

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  7. Olá! Eita, que bom que mesmo com uma história tão triste a leitura não se tornou pesada, precisamos mesmo disse. Não me surpreende que está ficando cada vez melhor, é bom ter a oportunidade de acompanhar o amadurecimento dos personagens, tantos livros depois, acabamos nos tornando uma grande família.

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