A Guerra que me Ensinou a Viver - Kimberly B. Bradley

5 de fevereiro de 2019

Título: A Guerra que Me Ensinou a Viver
Autor: Kimberly B. Bradley
Páginas: 280
Ano: 2018
Editora: Darkside Books
Gênero: Romance
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:  
Sinopse: Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço. Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade? Mais uma vez, Kimberly Brubaker Bradley conquista com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz. Discutindo assuntos delicados com ternura, a autora guia o leitor por uma jornada que mostra a beleza dos pequenos gestos. E, ao revelar as camadas de seus personagens, apresenta uma história sobre amadurecimento e aceitação — principalmente para Ada, que precisa aprender a acreditar. Acreditar em sua família e em si mesma. Na resiliência que vem da dor. Na superação que vem do medo. Na empatia, que reacende a humanidade. E no amor, é claro. Em sua forma mais pura e sincera. A Guerra Que Salvou a Minha Vida foi vencedor de diversos prêmios e adotado em escolas nos Estados Unidos. Agora, A Guerra Que Me Ensinou a Viver chega em uma edição capa dura e cheia de amor, como deve ser. A linha DarkLove ganhou mais um título que deixa marcado na memória que algumas heroínas salvam leitores pelo coração. Corajosa, justa e inteligente, Ada é realmente invencível.


Resenha: Este segundo livro inicia seguidamente aos fatos que conhecemos no primeiro livro. No final do primeiro livro Susan busca Ada e Jamie em Londres para ficarem com ela, pois tem conhecimento do descaso da mãe com eles e percebe que os ama demais para deixá-los à mercê desta pessoa. Retornando para a casa de Susan, se deparam com um cenário arruinado pela guerra, a casa de Susan foi completamente destruída , fato que faz com que mudem para um chalé na propriedade de Lady Thorton e lá comecem uma nova vida.
Ada ainda se mantém na defensiva em vários momentos, com medo deste amor que a nova família demonstra.

"O Jamie e eu também éramos náufragos, mas no fim das contas não tínhamos sido resgatados. Não tínhamos chegado a uma ilha. Ainda lutávamos para não nos afogarmos no mar abalado pela tormenta."

Descobrimos que Jamie tem 6 anos e Ada 11 (no primeiro livro, até mesmo as certidões de nascimento deles são escondidas pela Mãe), duas crianças pequenas com sua infância perdida nesse cenário em que são submetidos à guerra e à falta de amor de sua progenitora.

Em meio à cirurgia do pé torto e da mudança para a nova casa, Ada se consola na convivência com os cavalos, ajuda no estábulo e isso traz um novo alento emocional a ela. E então, somos apresentados a uma nova personagem, Ruth, uma garota que vem da Alemanha e que abala as estruturas emocionais da família, especialmente de Lady Thorton.

"Na manhã seguinte, Lorde Thorton apareceu em casa. Parou em frente ao nosso chalé num automóvel, de onde saiu uma garota um pouco mais velha do que eu. Tinha cabelos escuros, pele clara e uma expressão igual à do gato de Jamie: reservada e cautelosa. (...) "Inacreditável" Lady Thorton parecia escandalizada. "Não vou abrigar uma alemã nesta casa.""


É um segundo livro cheio de emoções, de crescimento destes personagens, muitas perdas por causa da guerra... mas é gratificante ver a evolução das crianças e as lições que elas nos ensinam dentro da sua inocência infantil, muitas vezes se mostrando mais maduras e coerentes que os adultos.

A duologia se tornou dos meus livros favoritos da vida... além da edição lindíssima (com o primor que a Darkside sempre tem nas suas publicações), é uma história de mulheres fortes, que nos mostra as nuances dos sentimentos envolvidos e nos mostra que, muitas vezes, o explícito é menos importante do que aqueles detalhes sutis apresentados em dose essencial.



Existem duas frases que definem perfeitamente o que senti lendo e vivenciando essa história e elas aparecem em períodos diferentes do enredo:

"É possível saber um monte de coisas e mesmo assim não acreditar em nenhuma delas."


E

"É possível saber um monte de coisas e um dia, enfim, acreditar em todas elas."



5 comentários

  1. Olá! Já ouvi falar e muito sobre o primeiro livro e saber que já temos a continuação só me deixa ainda mais empolgada para iniciar a leitura. Adoro esses tipos de livros que nos remetem ao passado e nos contam um pouco mais da nossa história, além claro, de trazer personagens tão marcantes, fortes e que passam por momentos de superação que vai deixar nosso coração apertadinho, mas ao mesmo tempo cheio de amor . A capa está realmente linda, Darkside sempre caprichando, e é sempre mais um incentivo para ter o exemplar na minha estante.

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    1. Oie... Darkside arrasa mesmo... a história é maravilhosa, cheia de superação e história envolvida. A autora abordou assuntos bem dolorosos com a dose certa de emoção. Depois que ler, comenta aqui o que achou!

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  2. Oi Fabi,
    Ah, que livro mais emocionante... Não imagina como desejo ele, a autora conseguiu retratar bem uma história real e tocante.
    A relação da mãe com ela é tão maldosa, de todos os comentários que li, essa parte foi a que mais me marcou, mesmo só lendo resenha já fico com raiva e não consigo de forma alguma justificar qualquer ato que ela tenha feito com a menina, é tudo muito triste, bom saber que ela encontra o carinho em outros ares...
    Edição linda não é? Desejo muito ter na estante.
    Beijos

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    1. OI Vitória, seja bem vinda!!!! Adorei seu comentário...
      A relação de Ada com a mãe é uma coisa tão dolorosa que ao ler precisei várias vezes parar e correr abraçar meus filhos, para sentir os dois pertinho de mim, sabe como? Mas a autora deu a ênfase necessária para ferir mas tbm mostrar que é possível a superação das dores.
      Quando você ler, não esqueça de me contar sua opinião sobre ele, ok?

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  3. Olá, o segundo livro parece manter toda a carga emociona, com certeza iria chorar muito lendo a história dessas crianças.

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