O Clube Dos Oito - Daniel Handler

12 de maio de 2018

Título: O Clube dos Oito
Autor: Daniel Handler
Páginas: 400
Ano: 2018
Editora: Seguinte
Gênero: Romance
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon | Americanas | Submarino | Saraiva
Nota:  
Sinopse: Como um grupo de jovens estudantes bem-educados acabou se envolvendo num escândalo que chocou um país? Por que tantos especialistas em comportamento juvenil têm algo a dizer quando o assunto é o Clube dos Oito? Até quando inúmeras manchetes de jornal e programas de TV sensacionalistas vão explorar o caso nos mínimos detalhes?
Para fazer com que a verdade venha à tona, Flannery Culp, a dita líder do Clube, decide tornar público o diário que manteve ao longo do seu desastroso último ano de ensino médio. Agora que está presa por cometer um assassinato, a garota tem tempo de editar o que escreveu e revisitar a rotina que levava ao lado de seus sete melhores amigos. A narrativa de Flan, permeada de professores da pior índole, um amor não correspondido, aulas complicadas e jantares pomposos, comprova que ela pode até ser uma adolescente criminosa — mas, pelo menos, é uma adolescente criminosa muito inteligente.

Resenha:

O Clube dos Oito vai contar a história de Flannery, uma garota que aparentemente vive uma vida normal,  mas que se tornou uma assassina. Logo de cara descobrimos isso (na primeira página e na sinopse) e o livro é o diário de Flannery contando sobre sua vida e os acontecimentos que antecederam o crime ocorrido.

A história é vendida como um romance e cumpre com sua proposta, ele não foca em uma história de casal, mas sim em Flannery e seus amigos, que se intitulam como “O Clube dos Oito” (claramente uma referência a “Clube dos Cinco”). E com isso veremos os altos e baixos que compõem uma amizade, e como é a cabeça de uma adolescente que passa por tanta coisa e ainda tem que lidar com tantas responsabilidades como qualquer outro adolescente.

O livro foi publicado em 1999 e sua temática adolescente poderia ser algo novo para a época, mas no nosso cenário atual, onde já vimos diversas outras histórias de uma forma que funcionou muito melhor, o livro certamente deixa a desejar. A narração em primeira pessoa nos limita a uma visão mais ampla dos acontecimentos, então somos jogados completamente na visão da protagonista. Flannery conduz o enredo de forma completamente instável, pois ela no decorrer do livro nos joga uma série de acontecimentos sem tempo nenhum para entender direito o que está acontecendo, o que acaba ocasionando uma confusão nas alternâncias entre as notas do presente e as do passado.

Contudo, nem só de pontos negativos o livro é constituído. Handler sabe muito bem construir um personagem, e em algumas cenas ele sabe imergir o leitor nas emoções que a personagem está retratando. O livro é muito fácil de ser lido, mesmo com 400 páginas a forma de leitura é bem rápida e fluida.

Outro aspecto importante a destacar do livro é a capa que a meu ver é muito atrativa, porém não traduz muito bem a mensagem que a história quer transmitir. O livro te apresenta a uma ideia de  romance com um toque sombrio, e você espera aquele thriller que fará você surtar com um plot twist supreendente, mas o final se tornou bem previsível. Entretanto, não podemos desmerecer a escrita tão peculiar do autor Daniel Handler, que torna o livro, apesar das críticas, uma leitura agradável.

Um grande beijo e boa livroterapia! 💙

9 comentários

  1. Eu acredito que este livro esteja dividindo opiniões até hoje, mesmo já tendo um tempinho desde seu lançamento.
    Tenho lido resenhas positivas demais e outras nem tanto. Mas nada diminui o talento do autor e mesmo com toda a previsibilidade da história, o livro tem seus encantos.
    Talvez o ponto "errado" tenha sido colocar o enredo sobre uma só visão. E não tentar expandir ela ao ponto de todos os personagens.
    Mas mesmo assim, pretendo ler a obra!
    Beijo

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  2. Oi, Cinthia.

    Mesmo o livro sendo muito óbvio, acho que no fundo, ele desperta nos leitores uma certa curiosidade em tentar entender a mente da Flannery através de suas lembranças, e em saber como tudo se iniciou e trucidou na morte do garoto.

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  3. Sempre quis saber se há um significado oculto nessa capa, ahaha. Eu li umas cinco resenhas sobre ele e todas apontaram a previsibilidade. Esse é um aspecto meio negativo pra mim. Eu estava realmente empolgada com ele, mas não sei se vale tanto a pena apesar dos pontos positivos. Por outro lado, amo uma escrita leve, ando precisando de leituras rápidas. Gosto bastante de livros que nos fazem sentir algo também, por isso, deixo uma possibilidade mínima de leitura.

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  4. Gostei da resenha!
    Mas preciso dizer que esse gênero não me agrada, essa questão de assassinato me assusta um pouco.
    E não consigo imaginar um romance nessa história.
    A capa é bonita, original.

    Beijos

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  5. Olá Cinthia!
    Li algumas resenhas sobre o livro até que positivas, fiquei curiosa pra conhecer a história e tbm conhecer a escrita do autor, não costumo mto ler livros do gênero já tem um tempinho, mas me pareceu interessante este.
    Bjs!

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  6. Olá, Cinthia
    O Clube dos Oito é um livro que ta dividindo opiniões. Eu ainda não tive a oportunidade de ler, mas eu acho que, o fato do livro ter sido escrito em 1999, talvez explique a forma "clichê" que alguns acontecimentos e personagens são narrados. Estou curiosa para ler a obra, espero brevemente ter uma opinião concreta sobre ele!

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  7. Oi Cinthia.
    Uma pena que o livro não foi uma leitura 100% para você, e eu entendo o seu ponto, já que o livro foi publicado em 1999 e de lá para cá muita mais muita coisa mudou, eu gosto da premissa, apesar desse não ser o tipo de livro que chamoa minha atenção logo de inicio, essa capa é interessante e eu particularmente gostei bastante.
    Bjs.

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  8. Oi Cinthia
    Apesar de o livro ter sido publicado há um bom tempo, confesso que não o conhecia. A sinopse até me chamou a atenção para conhecer essa história, pois gosto de tramas com personagens mais jovens. Mas depois de ler a resenha não senti aquela animação em ler. Acho que o fato de que foi publicado em 1999 me deixa um pouco desanimada, já que os temas adolescentes abordados são clichês para os dias atuais. Se tivesse lido alguns anos atrás, acredito que a leitura funcionaria para mim. Saber também, que a leitura não é muito surpreendente e com um desfecho bem previsível não me deixou com vontade de ler.
    Beijos

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  9. Oi Cinthia.
    eu estava esperando um thriller psicológico bem intrigante e viciante, mas parece que não é bem isso que temos.
    Realmente muita coisa mudou de 1999 para cá. Dramas adolescentes não é mais o tipo de leitura que eu faço.
    Beijos

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