Luz, Câmera, Ação! - Resenha: O que vi... Orange Is The New Black

Criado por: Jenji Kohan
Baseado em: Livro Autobiográfico de Piper Kerman
Onde assistir: Netflix
Ano Início: 2013
Diretor ou produtor: Vários
Temporadas: 5 até Junho de 2017
Gênero: Comédia e Drama
Elenco: Vários
Nota:  
                        
Sinopse:

Piper Chapman (Taylor Schilling) é uma mulher por volta de seus 30 anos que é sentenciada a 15 meses de prisão após ter cometido crimes para sua ex-namorada, a traficante Alex (Laura Prepon) — que não vê há mais de uma década. Piper troca a sua vida confortável de Nova York, com o noivo Larry (Jason Biggs), pelo macacão laranja, e cumpre sua sentença na Penitenciária Feminina de Litchfield. Para sobreviver, ela precisa aprender a conviver com as outras detentas, como Red (Kate Mulgrew), Nicky (Natasha Lyonne), Taystee (Danielle Brooks) e Crazy Eyes (Uzo Aduba).




Resenha:

Cheguei ao final da quarta temporada de Orange Is The New Black e meu coração não poderia estar mais despedaçado. Garanto que até então, nenhum final de temporada (dessa série) foi tão intenso e tenso. Fiquei com nó na garganta e olhos ardidos, sim, chorei e estou na maior bad e adoraria ter começado esse texto de um outro jeito, mas não deu! Hahaha – Vou parar com o drama…

Comecei a assistir OITNB sem a menor expectativa de gostar ou não. O que eu sabia sobre a série era bem irrelevante: Inês Brasil muito cômica, vestindo macacão cor de abóbora, satirizando numa solitária, falando com uma tal de Piper. Essa foi uma chamada do Netflix para anunciar uma das temporadas, isso e alguns memes foi tudo o que vi antes de começar a maratona.


Todo ano o Netflix coloca alguma celebridade BR em confinamento, já teve video até Valesca

Como pode ser visto em qualquer pesquisa realizada simplesmente com o nome da série, diversos sites disponibilizam resenhas detalhadíssimas sobre os personagens, spoliers, curiosidades e diga-se de passagem que uma das pesquisas com menos spoliers que achei está aqui oh.

O que me prendeu na série foi algo além dos bons dramas polêmicos e romantizados, foi a construção e a individualidade de cada umas daquelas mulheres ali representadas. A autora emoldurou muito bem a personalidade e a individualidade de cada uma das detentas, bem como dos funcionários. Todos são fortes, marcantes, com trejeitos únicos e dotados de passado, presente e condutas questionáveis.

Dividir os personagens em mocinhos ou vilões é algo que não cabe nessa série, pois a humanidade está presente demais em todos eles. Ouso afirmar que TODOS os personagens podem ter suas condutas separadas em “aceitáveis” e “não aceitáveis”. Certas ou erradas, as detentas de Litchfield e os funcionários são especiais!

Acredito que Orange tenha uma mensagem pra nos passar. As abordagens e críticas ao sistema falho, corrupto e desumano são claras e diretas como um soco na cara. E ficaram os questionamentos: Quanto vale uma vida? Alguém se reabilita na cadeia? As presas estão de fato seguras ali dentro? Qual a diferença de estupro e sexo consensual? Corrupção é aceitável quando visa um bem maior? Ser considerado sã é algo permanente num ambiente tão hostil? A vida que se vive dentro da penitenciária é uma realidade paralela? O que difere o certo do errado? O que vale de verdade é a intenção? Todos os seres humanos são ruins, fingem-se de bons em razão de regras/lei de convivência e só mostram o que são de verdade quando colocados a própria sorte? Uma detenta tem que se sujeitar a tudo vindo dos agentes penitenciários, pois são criminosas e não tem direitos nem sob o próprio corpo?

Uou! Muita coisa, né? Arrisco garantir que, caso você não veja só o óbvio, as questões citadas martelarão em sua cabeça como martelaram na minha. E com toda certeza, fiquei me sentindo muito bem depois de me questionar. E isso não significa que encontrei a resposta, sim que posso tentar ser mais humana com a realidade de cada um. E ai, aquele "romancezinho lésbico", que muita gente assistiu pela pegação, fez com que eu conseguisse absorver algo bom e que teve, diretamente, um efeito positivo em mim. Então, se você ouviu falar mal, se ouviu falar bem, aconselho que assista e tire suas próprias conclusões.



Apesar da obra não possuir qualquer ligação obrigatória com a realidade, a série surgiu de um livro e esse livro foi baseado em fatos reais. E de fato, a Piper existiu, ela existe assim como boa parte dos personagens marcantes. Talvez, não tão maravilhosas quanto na adaptação, mas, é a origem! Né? Ali em cima tem o link para vocês espiarem esse livro que deve ser no mínimo inspirador.



Pra mim, OITNB foi além do óbvio e questiona a humanidade de quem assiste, superou expectativas, reproduziu clichê e depois deu um nó na minha cabeça, foi surpreendente, algumas vezes nojento, assim como também foi extremamente emocionante, triste, frio, calculista, caloroso, corajoso e cômico.

Além disso, senti raiva, indignação, tristeza, mais raiva, ri, gargalhei, chorei, chorei ainda mais na quarta temporada, senti pena, fiquei enfurecida, torci contra, torci a favor, desejei a morte de uns dois personagens e ainda tô manjado uns palavrões em espanhol e russo. Hahaha

Quer saber mais? Só assistindo pra saber! Bjs, volte sempre ;*

Abertura da série com rostos de detentas de verdade 

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