Resenha: Querido Jaime - Eduardo Lages

Autor: Eduardo Lages
Páginas: 80
Ano: 2015
Editora: Independente
Gênero: Ficção Literatura Nacional
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon (e-book) ou entrar em contato com o autor para o físico.
Nota:         
Sinopse: Jaime é um homem solitário de 72 anos, que se sente oprimido pelo vazio de sua casa.
Infelizmente, ele também não gosta muito de sair e ver o mundo.
No dia em que é forçado a deixar seu lar, o inesperado acontece e o idoso é lançado em uma jornada de autoconhecimento, onde o palco é a selvagem cidade de São Paulo.


Resenha: Como você leu, o livro é sobre um idoso e como qualquer outro tem suas manias e autossuficiência. Jaime vive sozinho em uma casa aluga e algumas das manias dele são fazer café todos os dias cedo, ouvir noticiário no rádio, ter o mínimo do salário mínimo e mesmo assim dizer que tem tudo e que quando precisar fará reparos necessário, mas nem tudo é luz.

Um determinado dia ele lembra-se que precisa ir buscar sua aposentadoria e vai como sempre foi toda sua rotina, habitual. Sai cedo do lugar simples que mora, pega um ônibus e aí mostra uma das coisas corriqueiras que vemos muito aqui. Pregadores evangélicos nos ônibus. Tentando persuadir as pessoas que casos polêmicos, bem como gays, lésbicas entre outros assuntos e Jaime é um observador e faz de certa maneira uma crítica.

Ele chega ao lugar destinado e saca todo o dinheiro sai confiante, porém alguns jovens marginalizados vão sorrateiramente em sua direção o roubam e ele acaba sendo agredido na cabeça e fica com...? Sim, amnésia. Nesse ocorrido ele acaba perdendo a carteira e a memória. Ele sai cambaleando e encontra um mendigo e vemos outro caso. Como eles são invisíveis à nos e não os desprezamos. Não adianta negar!

O mendigo tenta ajudá-lo, mas não é possível.

Ele acaba pegando um outro ônibus e vai para outro bairro de São Paulo e por incrível que pareça ele começa a lembra-se coisas que a muito havia esquecido, como sua infância.

Outro caso bem diferente de ser mudado. Crianças simples, pobres e de certo modo revoltadas com suas vidas e provavelmente sem oportunidades futuras acabam assaltando um idoso aí é uma ponto para o que aconteceu com ele.

Entre outros ele lembra-se de sua memória no centro de São Paulo, nas escadas do Teatro Municipal, mas nem tudo são flores e o passado é mais tenso e preocupante que a vida ele tentava viver.

Você verá que os erros passados nunca saem de nós, mesmo a vida, o tempo passado. Ele é o que nós faz que somos, ou seja nos tornamos o que vivemos em nossa vida e às vezes, o perdão é muito tarde e não adianta em mais nada.

Gostei desse livro. Ele reflete muitas questões que muitos se questionam. Recomendo para ser reflexivo, apreciado em suas diversas histórias.

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