Olá praticantes de Livroterapia!
Nossa Leitura Coletiva da semana é de uma história fantástica. O Feitiço dos Espinhos da autora Margaret Rogerson, publicado no Brasil pela Editora Literalize, é um belo espetáculo de edição e uma história que prende nossa atenção.
Como sempre a minha parceira de leitura é a Denise e ambas mergulhamos nesse universo encantador: livros com almas, feiticeiros, demônios e guardiões de bibliotecas!
Temos a resenha do livro já publicada e caso queiram conhecer um pouco mais da minha experiência de leitura, basta clicarem na imagem abaixo:
Denise:
"- Estou arruinando sua reputação, não estou? - disse Elisabeth
- Não se preocupe, eu tenho trabalhado duro tentando arruinar minha reputação há anos. Talvez depois disso, famílias influentes parem de tentar catapultar suas filhas solteiras sobre a minha cerca do jardim. O que realmente aconteceu uma vez"
Sinceramente eu não entendo, não mesmo, porque eu enrolo tanto para ler os livros que são lançados. Sério, se você for ver as minhas resenhas, elas sempre saem bem depois de o livro ser lançado! É alguma maneira de fazer exatamente o contrário do que é esperado, só pode. Mas olha, é sem querer, juro que eu sempre quero ler os livros assim que os tenho em mãos e quase nunca faço isso...
“Se eu falhar, morrerei. Pelo menos assim terei serventia. Podem me enterrar no jardim para alimentar os rabanetes.”
Mas então, deu para perceber que eu gostei bastante da leitura né?
Então, gostei e não gostei! Amei a história, que você já deve ter lido como é na resenha maravilhosa da Vivian. Esta coisa de os livros parecerem entidades vivas, eu achei muito legal, ver que temos os livros bonzinhos e os malvados. Livros enormes, agressivos, calminhos....enfim, achei incrível!
A personagem principal também me conquistou, assim como Nathaniel e Silas, claro, no final, o fato de ser livro único é perfeito, pois não precisamos ficar esperando mais e mais livros.
Mas algumas coisas me incomodaram bastante. Primeiro, eu gostei do livro no começo e no fim, mas achei o meio muito enrolado, páginas e páginas de nada! Demorou para desenvolver e penso que poderia ter até o mesmo número de páginas, mas com outros focos, algumas explicações a mais e menos enrolação.
Outra coisa que me incomodou, e não foi pouco foi o fato de os guardiões, que são os que tomam contas das bibliotecas e obviamente, dos livros, terem uma grande, grande mesmo aversão à magia e aos feiticeiros e seus demônios, bom, concordo que não gostem deles e tal, mas daí a condenar algo que eles convivem tão intimamente, não rolou pra mim. Os livros são criaturas vivas, pulsantes, falam e até caminham (dependendo do livro) e isso não é magia? Mas daí pode? Feiticeiros não? Me irritou esse ponto da história, mas enfim, vamos ver o que a Vivian vai achar disso!!!!
"...Pois as bibliotecas não continham livros comuns. Eram conhecimento vivo. Sabedoria com voz. Cantavam quando a luz das estrelas entrava pelas janelas. Sentiam dor e tristeza. Às vezes eram sinistros e grotescos... mas o mundo lá fora também. Isso não diminuía o valor de lutar pelo mundo porque, onde havia escuridão, havia também muita luz."
Mas de resto, amei este livro. Gostei pra caramba da escrita da autora e gente, vamos combinar que é um livro lindíssimo né?
“— A vida dela é diferente de qualquer outra que já conheci. Mesmo marcada por sombra, queima com tanto vigor que poderia me cegar.”
“— Desculpa, [...] Não sei o que me deu. Claro, me juntarei ao seu ato perigosíssimo de heroísmo com prazer, Scrivener. É só pedir.”




