Filme: O fim da rua

16 de outubro de 2026


Eu não sabia que O Fim da Rua se passava nos anos 80 quando assisti ao trailer, e talvez por isso tenha gostado ainda mais dessa escolha. A ambientação dá ao filme aquele clima de subúrbio americano, com ruas tranquilas, casas cercadas, vizinhos que se conhecem e uma família aparentemente comum vivendo sua rotina.

Denise (Anne Hathaway) e Greg (Ewan McGregor) são um casal em crise, tentando administrar a vida com os dois filhos adolescentes. Até que acontecimentos cada vez mais estranhos começam a surgir na vizinhança. Primeiro, coisas aparentemente inexplicáveis. Depois, fenômenos que fazem todos perceberem que há algo muito maior acontecendo.

E então o impossível acontece: a vizinhança inteira é transportada para um mundo pré-histórico, onde a família precisa lidar com dinossauros, animais gigantes, falta de energia, comida e, principalmente, com a necessidade de sobreviver em um lugar onde absolutamente nada é familiar.

A partir daí, o filme deixa de ser apenas uma aventura de ficção científica e passa a trabalhar também a relação daquela família. O que antes eram brigas, distanciamento e problemas do cotidiano acaba ficando pequeno diante de uma situação em que eles precisam uns dos outros para continuar vivos.

E eu gostei justamente disso. É uma história completamente absurda, daquelas que a gente sabe que jamais poderiam acontecer, mas que consegue nos prender porque queremos descobrir como aquela família vai sair daquela situação.

O filme tem aventura, suspense, criaturas pré-históricas e alguns momentos realmente tensos, mas sem transformar tudo em uma grande produção épica. Ele é mais contido e muito focado naquela família e na sobrevivência.

Confesso que o final me surpreendeu. Eu imaginava que eles conseguiriam resolver a situação de várias maneiras, mas não esperava que acontecesse exatamente como aconteceu. E agora que sei o final, fiquei até com vontade de assistir novamente para perceber melhor alguns detalhes que talvez tenham passado despercebidos na primeira vez.

Não acho que seja uma obra-prima — e, sinceramente, considero o filme bem abaixo do que Anne Hathaway é capaz de entregar. Mas isso não significa que eu não tenha gostado.

É um filme diferente, divertido, estranho na medida certa e, acima de tudo, um ótimo passatempo.


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