Autor: Rebecca Robinson
Nota: 









Sinopse: Dominada por uma misteriosa magia das trevas que já vitimou sua mãe, Vaasa Kozár tem certeza de que sua morte está próxima. Seu implacável irmão, Dominik, pensa o mesmo. Então, em uma última estratégia política, ele manda Vaasa se casar com Reid de Mireh, um impiedoso governante estrangeiro, desejando usar a morte dela como desculpa para enfim dar início a uma guerra.
No entanto, ela quer desesperadamente continuar viva e tem toda a intenção de fugir do casamento. Para sua surpresa, Reid lhe oferece um acordo: se Vaasa o ajudar a angariar os votos para ser eleito o grande mestre de seu país, ele revelará a ela os segredos sobre a magia que corre em suas veias... e como controlá-la.
A oferta é boa demais para recusar, porém a inegável atração entre os dois ameaça romper as regras do acordo. Com o passar do tempo, essa união política parece cada vez mais um casamento de verdade, mas Vaasa não pode esquecer seu instinto de sobrevivência. Conforme os planos maquiavélicos de Dominik tomam forma, todos os caminhos são arriscados.
Resenha:
Foi assim que Vaasa acabou sendo entregue em casamento a Reid, como parte de uma negociação política. Só que, pouco depois de chegar ao reino dele, ela tenta matá-lo e foge.
Quando Reid a encontra e a leva de volta, Vaasa começa a descobrir que aquilo que sempre acreditou ser uma maldição talvez seja, na verdade, magia. É Melisina, mãe de Reid, e as outras bruxas do reino que começam a ensiná-la a compreender e controlar esse poder.
A partir daí, a história passa a girar em torno de alianças, conspirações, eleições, disputas entre reinos e jogos de poder. Vaasa e Reid precisam aprender a trabalhar juntos e fingir que aquele casamento funciona, enquanto tentam alcançar seus próprios objetivos.
E é justamente aí que minha relação com o livro ficou um pouco complicada.
Eu gostei da história. Gostei da Vaasa, gostei da construção da personagem e principalmente da maneira como ela vai deixando de ser uma peça nas mãos dos outros para começar a tomar as próprias decisões. Também gostei da relação dela com Melisina, mãe do Reid e da descoberta de que aquilo que ela carregava dentro de si não era uma maldição, mas algo que fazia parte dela.
A escrita da autora é muito boa e a leitura, apesar de tudo, é agradável. O problema, para mim, foi o excesso de política. São muitas alianças, conspirações, estratégias, disputas e jogos de poder acontecendo ao mesmo tempo. E, como eu não tenho muita paciência para histórias extremamente políticas, isso acabou deixando a leitura cansativa.
O começo, principalmente, achei bastante arrastado. Eu sentia que a história demorava para realmente engrenar e, mesmo quando as coisas começaram a ficar mais interessantes, ainda havia muita política no caminho.
O romance também não é o foco da história, e isso, por si só, não seria um problema para mim. Só que eu esperava que a relação entre Vaasa e Reid tivesse um desenvolvimento um pouco maior. Eles começam com uma relação bastante complicada, passam pela convivência forçada, depois pela parceria e pela amizade, e só mais para o final começamos a perceber que existe algo além disso entre os dois. Gostei da evolução, mas ela acontece muito lentamente.
E então chegamos ao final.
Quando finalmente parece que Vaasa encontrou um lugar que pode chamar de casa e que sua relação com Reid está se transformando em algo verdadeiro, tudo desmorona. Ela acaba envolvida em uma conspiração e é obrigada a tomar uma decisão que a coloca contra Reid, mesmo sem realmente querer traí-lo. E, quando a verdadeira ameaça começa a aparecer, descobrimos que existe alguém por trás de toda aquela trama. Alguém que pode estar relacionado até mesmo à morte dos pais de Vaasa.
O resultado é Vaasa novamente longe de Reid, longe do reino que começou a considerar seu lar e de volta ao lugar de onde sempre quis escapar.
E é justamente nesse ponto que o livro termina.
Eu poderia ter lido A Serpente e o Lobo em dois dias. Acabei levando quase duas semanas porque, apesar de ter gostado da história, o excesso de política e o ritmo mais lento fizeram com que eu precisasse insistir um pouco mais na leitura.
No fim, foi uma experiência positiva, mas não uma leitura que me deixou desesperada para continuar imediatamente. Tanto que o segundo livro já saiu, mas eu decidi esperar. Como ele ainda não é o desfecho da história, prefiro não começar agora e depois ficar novamente esperando pela continuação.
Uma boa história, uma protagonista interessante, uma escrita muito agradável e uma trama de fantasia que tem potencial. Para mim, só precisava de um pouco menos de política e um pouco mais de ritmo.
Mas isso é muito mais uma questão de gosto pessoal do que um defeito do livro. Se você gosta de fantasia com intrigas políticas, alianças, conspirações e jogos de poder, provavelmente vai aproveitar a leitura muito mais do que eu.




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