





Sinopse:
Tudo que o assassino de aluguel Lachlan Kane quer é uma vida pacata em seu ateliê de artigos de couro, livre do passado traumático. Quando ele deixa o melhor cliente de seu chefe na mão, porém, fica claro que nunca conseguirá escapar do submundo.
Até que a cantora Lark Montague lhe propõe um trato: ela pode garantir a segurança dele, mas ele vai ter que se casar com ela para isso. Ainda que os dois não se suportem.
Lachlan acha que Lark é só uma filhinha de papai privilegiada, mas há muitos segredos nas sombras da aparente alegria dela. Com a família em colapso e a felicidade da melhor amiga em risco, Lark decide se tornar esposa do homem que está determinada a detestar, mesmo que ele seja uma tentação em forma de matador profissional.
Enquanto os dois circulam pelo mundo decadente que os une, o casamento parece cada vez mais real. Assim como os perigos, que não são apenas os que eles conhecem.
Há um vilão com muito mais sede de sangue à espreita.
Resenha:
Se em Cutelo e Corvo eu já tinha gostado da proposta, aqui gostei ainda mais. Para mim, Couro e Rouxinol conseguiu superar o primeiro livro da série.
Desta vez, os protagonistas são Lachlan, irmão de Rowan, e Lark, melhor amiga da Sloane.
Quando terminei o primeiro livro, fiquei com duas impressões. A primeira era de que existia alguma coisa muito errada com o Lachlan. Ele passava o tempo todo a sensação de esconder um segredo enorme, e eu estava certa. A segunda era que a Lark era apenas uma cantora que tinha acabado envolvida naquela história de assassinos. E aí eu me enganei completamente.
Neste livro descobrimos que Lachlan realmente é um assassino de aluguel, mas também conhecemos muito mais sobre a Lark e percebemos que ela está longe de ser apenas uma cantora. Sua família construiu um verdadeiro império de donuts... eliminando a concorrência. E sim, eliminando no sentido mais literal da palavra.
Quando pessoas ligadas à família começam a ser assassinadas, os pais da Lark acreditam que o responsável seja Lachlan. Ao mesmo tempo, a tia dela, já muito doente, propõe uma solução inesperada: um casamento entre os dois.
A ideia nunca foi criar um romance. O casamento serviria para proteger Lachlan e, consequentemente, Rowan e Sloane. Como a família da Lark coloca o casamento e a família acima de qualquer outra coisa, eles são obrigados a recuar antes de atacar aquele que acreditam ser o culpado e passam a procurar quem realmente está por trás das mortes.
E foi justamente essa mistura de investigação, casamento de mentira e romance que me conquistou.
Enquanto tentava descobrir quem estava eliminando as pessoas ligadas à família, eu também via dois personagens que mal se suportavam aprendendo a confiar um no outro. O relacionamento deles foi crescendo aos poucos e, para mim, aconteceu de uma forma muito mais natural do que no primeiro livro.
Também gostei bastante do mistério. Fiz várias teorias durante a leitura e errei muitas delas. Quando finalmente descobrimos quem era o verdadeiro assassino e quais eram suas motivações, achei que tudo se encaixou muito bem.
Uma coisa que continua me divertindo é que essa autora parece acreditar que existe um serial killer a cada esquina. 😂 A quantidade de assassinos, matadores de aluguel e pessoas completamente desequilibradas convivendo nesse universo continua sendo absurda. Ainda bem que é ficção, porque, se fosse real, ninguém sairia de casa.
Meu único problema continua sendo exatamente o mesmo do livro anterior: o excesso de cenas hot.
Neste livro achei que elas aparecem em menor quantidade do que em Cutelo e Corvo, e isso fez muita diferença para mim. Elas continuam sendo bastante explícitas, mas dão mais espaço para a trama acontecer, e foi justamente isso que fez este livro subir no meu conceito.
Não tenho problema com romances que tenham cenas quentes. O que não combina com o meu gosto é quando elas ocupam páginas demais e acabam interrompendo uma história que já funciona muito bem sozinha. Na minha opinião, a autora exagera um pouco nesse aspecto. Mas isso é uma preferência totalmente pessoal e não diminui a qualidade da construção da história.
Aliás, uma coisa que preciso reconhecer é que gostei muito da escrita dela mais uma vez. Ela cria personagens moralmente duvidosos, constrói mistérios que realmente despertam curiosidade e faz a gente querer descobrir o que vem na próxima página. É uma autora que provavelmente vou continuar lendo, mesmo sabendo que vou encontrar cenas hot além da conta, porque as histórias acabam compensando.
No fim das contas, Couro e Rouxinol entrou para o meu favorito da série até agora. Gostei mais do romance, gostei mais da investigação e gostei da forma como tudo foi sendo revelado aos poucos. Se tivesse um pouco menos de páginas dedicadas às cenas hot, teria sido praticamente uma leitura perfeita para mim.
Agora é continuar essa trilogia completamente caótica e descobrir quais outras loucuras essa autora ainda inventou. Porque uma coisa é certa: ela definitivamente tem uma imaginação fora do comum. E, para quem gosta de suspense, humor ácido e personagens completamente fora da curva, isso rende histórias muito difíceis de largar.




Nenhum comentário
Postar um comentário