Wind Weaver: A guardiã do vento - Reino dos Remanescentes, 1 - Julie Johnson

28 de janeiro de 2026

Título:
 Wind Weaver: A guardiã do vento  -Reino dos Remanescentes, 1
Autor: Julie Johnson
Nota:  
Sinopse: Nesta romantasia épica repleta de magia elemental e ação, uma jovem acenderá as brasas de uma profecia antiga, liberando uma tormenta que pode salvar o reino… ou levá-lo à ruína. Conheça Wind Weaver: a guardiã do vento é uma história envolvente de tirar o fôlego, perfeita para fãs de Sarah J. Maas e Avatar: o último mestre do ar. Todos os habitantes de Anwyvn têm pavor de magia, e um ser mágico como a halfling Rhya Fleetwood é condenado à morte assim que é descoberto. Prestes a ser executada, Rhya é surpreendida por uma pessoa improvável: o misterioso e mercenário Comandante Scythe, um homem muito mais perigoso do que qualquer assassino de halflings. Nas mãos desse novo inimigo, Rhya precisa lutar pela própria vida nos terrenos áridos das Terras do Norte. No entanto, quanto mais se distancia de casa, mais ela percebe que nada é o que parece — nem seu terrível captor, nem a praga que destrói o reino, e muito menos ela mesma. Porém, Rhya descobre que não é uma halfling comum. A estranha marca de nascença que carrega no peito e o poder de invocar ventos só pode significar uma coisa: ela é uma Remanescente, uma das quatro almas espalhadas por Anwyvn, destinada a restaurar o equilíbrio da magia… ou morrer tentando. Além de estar preocupada em manter-se viva e com a missão de dominar seu poder, Rhya sente nascer uma paixão avassaladora pelo Comandante, um homem que, quando enfim sua verdadeira identidade é revelada, ela não sabe se pode confiar e que age apenas em função dos próprios interesses. Em meio ao sentimento que queima de maneira tão intensa quanto a ventania que ruge dentro de si, ela precisará fazer uma escolha: apagar as chamas ou deixar que a consumam. Wind Weaver: A guardiã do vento é o primeiro volume da série Reino dos Remanescentes.


Resenha: 


Desde que coloquei os olhos na capa deste livro, sabia que mais cedo ou mais tarde mergulharia na história. 


A arte é lindíssima e já anuncia exatamente aquilo que me atrai: fantasia, magia e um mundo cheio de mistério. Quando finalmente comecei, a leitura me arrebatou! Li praticamente tudo em uma tarde. Só travei nos últimos 10%, não por desinteresse, mas por apego. Eu sabia que uma tragédia me esperava ali, e simplesmente não queria que acabasse. Ainda assim, depois de duas semanas, respirei fundo e terminei. E valeu cada página.


A trama começa com Rhya prestes a ser executada por ter magia, um crime mortal em um reino que caça qualquer pessoa ligada aos feéricos. No último instante, Penn, o implacável soldado do rei, interrompe a execução ao reconhecer nela a marca que buscava há anos. A partir daí, segue-se uma jornada longa, praticamente metade do livro, marcada por tensão constante e climas de desconfiança. Apesar de tê-la salvado, Penn a trata com uma crueldade difícil de ignorar: mantém as algemas de ferro que ferem feéricos por dias, a carrega como se fosse carga, age com arrogância, agressividade e uma oscilação emocional que confunde mais do que aproxima.


E é exatamente aqui que o livro me ganhou e me perdeu ao mesmo tempo. A história, o mundo, a maldição, o suspense e os outros personagens funcionam muito bem e as amizades que Rhya forma ao chegar ao vilarejo são deliciosas de acompanhar. Inclusive, o outro feérico poderoso que ela conhece depois, tão forte quanto Penn, entrega uma dinâmica muito mais saudável e promissora. São interações leves, reais, que enriquecem a jornada dela de forma natural.


O que não funciona é o romance. O livro tenta vender Penn como par romântico, mas a toxicidade dele pesa mais do que qualquer justificativa. “Não posso me aproximar”, “tenho medo de me apaixonar” ... nada disso explica nem apaga o tratamento que Rhya recebe ao longo do caminho. E, mesmo que exista uma possível redenção em volumes futuros, o que aconteceu aqui não desaparece com desculpas. Ainda assim, a leitura é envolvente, mágica e viciante ao ponto de eu recomendar sem hesitar. Só espero, sinceramente, que no próximo livro Rhya encontre alguém melhor ou que a narrativa encontre um caminho mais saudável para esse casal. De qualquer forma, seguirei para o segundo volume com expectativa alta.

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