Até o último de nós - Freida McFadden

27 de janeiro de 2026

Título
: Até o último de nós
Autor: Freida McFadden
Nota: 
Sinopse:
Claire Matchett vive uma grave crise no casamento e está se sentindo totalmente sobrecarregada pela criação dos dois filhos.
Com a viagem de férias que se aproxima, ela vê uma chance de resgatar a cumplicidade com o marido e ter um respiro da rotina estressante. Junto com dois casais de amigos, eles vão passar uma semana em uma pousada de luxo isolada e cercada pela natureza.
A apenas três quilômetros do destino, em uma estrada de terra deserta, o carro de Claire morre. Como não há sinal de celular, os casais são obrigados a seguir a pé.
O problema é que no meio da mata não é tão fácil se localizar quanto achavam que seria. Depois de algumas horas, o grupo está perdido.
Enquanto entram cada vez mais na floresta, eles vão sendo abatidos misteriosamente, um por um. Será que estão sendo perseguidos por algum animal selvagem? Ou estão sendo caçados por alguém do próprio grupo?
Seja qual for a resposta, uma coisa logo fica clara: apenas um deles vai voltar vivo para casa.

Resenha:


Até o Último de Nós foi, sem dúvida, a melhor leitura que fiz da Freida McFadden até agora. Não porque seja o mais chocante de todos, mas porque é o mais bem amarrado, o que brinca melhor com o psicológico do leitor e com as nossas certezas.

A autora pega uma situação aparentemente simples, amigos em férias, um lugar isolado, um pequeno imprevisto, e transforma isso em um jogo de desconfiança constante. Nada ali é gratuito. Cada detalhe, cada lembrança do passado, cada conflito mal resolvido entre os personagens parece existir para te empurrar para uma conclusão… que muda o tempo todo.

O que mais me agradou foi justamente essa sensação de não poder confiar em ninguém. A narrativa te conduz com muita habilidade: quando você acha que entendeu tudo, surge uma nova informação que desmonta a teoria anterior. O clima de tensão cresce aos poucos, sem pressa, e a floresta deixa de ser apenas um cenário para se tornar quase um personagem — opressiva, confusa e cheia de sinais inquietantes.

Outro ponto forte é o lado psicológico. Os relacionamentos desgastados, os segredos escondidos, as culpas do passado e as pequenas falhas de caráter tornam os personagens extremamente humanos. Imperfeitos, falhos, e por isso mesmo convincentes.

Não é uma leitura que vai entrar para a lista de “favoritos da vida”, mas é uma leitura muito boa, envolvente e viciante. Daquelas que você lê rápido, desconfiando de todo mundo e virando páginas com aquela sensação de “tem algo errado aqui”.

Recomendo muito, especialmente para quem gosta de thrillers psicológicos com clima claustrofóbico e narrativas que gostam de brincar com a nossa percepção. Foi o livro que mais me agradou da autora até agora e, sinceramente, depois dele, dá vontade de continuar lendo tudo o que ela escreve.

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