Tríptico - Will Trent, 1 - Karin Slaughter

25 de abril de 2026

Título:
Tríptico - Will Trent, 1
Autor: Karin Slaughter
Páginas: 389
Ano: 2012
Editora: Record
Gênero: Crime, Ficção, Literatura Estrangeira, Suspense e Mistério
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota: 
Sinopse:
Um assassino aterroriza Atlanta. Atacando adolescentes, seja nos subúrbios chiques ou nos conjuntos habitacionais, ele age de maneira cada vez mais fria cruel. Na investigação do caso estão o veterano detetive Michael Ormewood - cujo casamento está por um fio e cuja arrogância ameça sua carreira - e Angie Polaski, uma linda policial trabalhando disfarçada, que foi amante de Michael antes de se tornar sua maior inimiga. Além deles, há também o agente Will Trent, amigo de Angie de longa data, chamado para acompanhar a investigação. No entanto, para surpresa de todos, a chave para resolver o caso pode estar nas mãos de um ex-condenado, cujo caminho cruza com o rastro do assassino. Nesse thriller intrincado e arrebatador, nada é o que parece, e o culpado pode estar muito mais perto do que se imagina.

Resenha: Recentemente eu descobri que tem a série de TV desses livros, com o Will Trent e tudo! Eu já tinha lido a série, mas é claro que eu decidi reler né! E foi uma ótima ideia!


"E o que tem a ver com a minha garota de ontem à noite? Trent estreitou os olhos, como que se perguntando se Michael escutara uma palavra do que ele tinha dito. - As línguas, detetive. - O agente estadual empurrou as pastas de volta. - Todas tiveram as línguas arrancadas a dentadas."

Tríptico é o primeiro livro da série Will Trent, e já começamos com um assassinato, assim. De cara conhecemos um policial que parecia estar meio de mau com a vida, de mau com tudo e todos, nada agradava o cara, eu antipatizei com ele imediatamente!

Mas, não era o Will Trent. Que bom. Era só o Michael Ormewood.

Pois aí, no decorrer da investigação, conhecemos o famoso Will e caramba, ele é todo diferente do convencional, aliás, o livro é diferente! Para começo de conversa ele é órfão, foi criado em casas de adoção, isso quando não estava com uma família que o maltratava e ele, espancado e maltratado, voltava para o orfanato, onde vivia com outras crianças, e entre elas Angie Polaski, mais uma pessoa que eu antipatizei, só que, pelo jeito, vou ter que aturar a criatura, porque ela é um caso de grude eterno...

Voltando ao Will, ele tem todo um histórico de abuso infantil, que me parece que vai ter um peso grande nos livros à frente. Além de ser disléxico, não consegue ler direito, definir direita e esquerda...enfim...tem uma boa carga, que espero, seja bem legal daqui pra frente.

"Os Shelley, assim como a maioria dos casais afluentes, acreditavam que o dinheiro e os privilégios protegiam os filhos das drogas. O que eles não percebiam é que esses dois fatores ajudavam os filhos deles a conseguirem drogas melhores."

Quanto aos assassinatos, alguém está matando adolescentes, além de matá-las, arranca suas línguas. Acontece que foi descoberto um caso parecido muitos anos atrás. Numa cidade do interior, uma menina foi morta e sua língua cortada. O garoto encrenqueiro do bairro foi acusado e preso, sem chance de provar a inocência.  Ele cumpriu sua pena e foi solto, estava vivendo sua nova vida quando de repente, começaram os assassinatos novamente, tudo muito obvio né. Só que não!

O ex condenado, John, não confia em ninguém. Aprendeu desde muito cedo que tem que confiar apenas em si próprio, já que tirando sua mãe, ninguém jamais acreditou na sua inocência, então quando ele começa a ver padrões nos assassinatos do presente iguais ao do passado, que ele sabe quem cometeu, não vê outra possibilidade e passa a investigar os crimes por conta própria ao mesmo tempo que tem que se manter escondido, já que obviamente ele será o suspeito número um né...

"Faça de conta que nada é surpreendente e você nunca ficará surpreso."

Paralelo à isso, Will, que trabalha para o GBI (meio que o Criminal Minds dos livros), e tem um relacionamento conturbado com Angie, vai, junto com ela, investigar os assassinatos. Ele precisa se intrometer na investigação do Michael, já que este é apenas um investigador, e não um Agente...enfim, para descobrir o assassino, muita água vai rolar e se você percebeu que eu não falei muito, não pense que não foi de propósito!

A autora escreve de uma maneira bem peculiar, as tramas são tão entrelaçadas que da gosto de ler tentando adivinhar quem é o assassino, mesmo as vezes estando tão na cara que quando percebemos, fomos pegos de surpresa ao mesmo tempo que já esperávamos...

"Ele se virou e olhou para as pinturas sobre a lareira. Era tríptico, três telas unidas que juntas formavam uma imagem quando abertas e outra imagem quando fechadas."

Sua escrita rapidamente me conquistou e tirando a parte de will depender tão profundamente da Angie e ela se aproveitar tão descaradamente disso, eu gostei muito da história, tanto da do Will (que eu espero que se ligue e mande Angie passear) quanto dos crimes e da forma como nos são apresentados e depois, solucionados.

Vou ler o segundo agorinha mesmo!

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