Inferno no Colégio Interno - Desventuras em Série, 5 - Lemony Snicket

12 de janeiro de 2019

Título: Inferno no Colégio Interno - Desventuras em Série, 5
Autor: Lemony Snicket
Páginas: 200
Ano: 2016
Editora: Seguinte
Gênero: Aventura, Infantojuvenil, Literatura Estrangeira
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:  
Sinopse:
Nada de aventuras emocionantes com final feliz: Violet, Klaus e Sunny Baudelaire são legais e inteligentes, mas a vida deles está repleta de má sorte e infelicidade. Em Inferno no colégio interno, os três irmãos enfrentam caranguejos, provas hiper-rigorosas e os castigos de um internato.O colégio se transformou em mais um desastroso episódio de suas vidas horríveis. Desta vez, eles precisam escapar de fungos gotejantes e assistir a recitais de violinos, além de entender o complicado sistema métrico e suportar os exercícios de D.O.R. Violet, Klaus e Sunny têm o poder de atrair desgraças. Quem gosta de histórias alegres não deve nem abrir este livro, avisa o autor, pois as histórias dos Baudelaire são sempre uma desventura pior do que a outra.
Este livro foi cedido pela Editora Seguinte, porém as opiniões são completamente sinceras. Não sofremos nenhum tipo de intervenção por parte da Editora. 

Leia as resenhas anteriores da série aqui.


Chegamos no quinto livro, amigos! Faltam palavras para descrever tantas sensações, mas lhes afirmo com propriedade: talvez as coisas aparentemente previsíveis não sejam suficientemente fortes para conduzir o leitor a uma nova aventura e por essa razão, estou presa, envolvida e motivada a chegar até o fim!

Como de costume, tudo o que o maldito Sr Poe diz, (mais uma vez me aventurando em usar o trejeito do narrador, aqui maldito significa sem sorte e azarento) acontece. No livro anterior mandou os jovens se comportarem e os preveniu que, caso não desse certo dessa vez, eles iriam para um colégio interno e foram!

Para ser sincera, acho que qualquer um criou expectativa para que a estadia no colégio interno fosse um pouco menos amarga e triste que tudo até então. Porém, voltemos a realidade, essa é a história dos Baudelaire e não cabe esperança, o autor avisa. Mas, estamos aqui. Não?

A Escola Preparatória Prufrock possui um lema um tanto horripilante e já não podíamos esperar nada bom. Entretanto, os irmãos são mestres na arte do recomeço e isso me envolve numa terrível compaixão por suas vidas e cria uma expectativa inevitável de futuro melhor em algum momento!

Já no inferno, digo, no colégio, as crianças percebem que as coisas não serão fáceis. Recebidos por Nero (e se você sabe que nero botou fogo em Roma, acredite que esse desagradável vice diretor tratará de fazer o fogo ser fichinha diante de suas inconveniências), são informados de suas regras, da obrigatoriedade de ouvi-lo arranhar o violino por horas, são mostrados a tudo que as outras crianças possuem e eles não possuirão (como um quarto decente). Razão? As crianças não têm pais para assinar autorizações.

Sem medo de me parecer repetitiva, as coisas pioram. E como a própria sinopse sugere, esse é um dos livros mais tensos, ainda que fatos marcantes e únicos tenham ocorrido no livro anterior.

Ainda assim, não só de tristeza esse livro foi marcado. Diferente dos demais, personagens secundários nos cativaram, os trigêmeos Quagmire. Os irmãos já não são três, pois o irmão Quigley morrera num acidente suspeito, restando apenas Duncan e Isadora, ainda assim os dois fazem questão de serem reconhecidos como trigêmeos. Juntos, essas 5 crianças dão uma lição der amizade ao leitor. - pera aí que tem um olho na minha lágrima.

Nessa edição as crianças sofrem por todos os lados, se não bastasse o Conde Olaf que sempre surge e os maltrata, em Inferno no Colégio Interno o adulto responsável por eles é na verdade um irresponsável, que além de super desagradável ainda faz chacota com eles (e de certa forma com suas perdas).

Nada foi atenuado e a sensação de desamparo foi ainda mais intensa, sofrem por serem “sozinhos”, sofrem por serem inteligentes, são ridicularizados, humilhados e levados à exaustão física e mental e como sempre, trataram de se reinventar e dessa vez com a ajuda dos trigêmeos.

Sendo ainda mais repetitiva, preciso dizer que o ânimo durou pouco, já que a amizade acabara de forma trágica, quando os jovens conseguem juntar pecinhas do quebra cabeça de suas vidas e se aproximam um pouco mais de uma possível compreensão sobre os planos, passado e próximo passo do Conde.

Foi o livro que mais me deixou triste e olha que terminei o livro dois com lágrimas nos olhos. Não posso dizer o contrário, não terminei esse com muitas esperanças, ainda que o otimismo/fé das crianças não tenha se esvaído de todo.

Como tenho citado em todas as leituras, desde que percebi, aqui o adulto que causou problemas (não sozinho) foi Nero. Com sua empáfia imaturidade, levou as crianças muito próximo do fim!

Confesso a vocês que a constância marcada no enredo não me incomoda. Sabemos que haverá recomeço, tramoia, tristeza e outro recomeço. Já imagino o que pode ocorrer, vocês também, mas a maneira como isso é narrada é singular e extasiante!

Chego ao fim do livro 5 movida por dó e aviso a quem ainda tem dúvidas: vocês precisam ler esse livro e além das observações acertadíssimas do narrador, fica a dica para atentarem aos diálogos maduros e cheios de emoção, que sempre ocorre, entre os irmãos. São cheios de lições!

Sendo assim, vamos ao próximo?

3 comentários

  1. Preciso ler mesmo essa saga. Estou namorando o box para comprar 💚
    Resenha linda 💚

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  2. Olá Jéssica,
    É engraçado como um livro que era para ser juvenil, se torna tão real para o leitor, a ponto de causar emoções.
    Eu não tive oportunidade de ler a série, e antes de acompanhar a resenha imaginei que seria só de aventuras sabe? Me surpreendi com a complexidade desse enredo.
    Realmente, essas crianças só sofrem...
    Quero ler, preciso ler, rs.
    Beijão

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  3. Olá! Eita que a vontade de ler essa série só aumenta, acho que vai ser bem engrandecedor poder acompanhar as desventuras dessas crianças e tirar grandes reflexões para nossa vida. Confesso que fiquei ainda mais apreensiva com essa resenha e claro que já estou preparada para as lágrimas que virão.

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