Lançamento do Livro Dois a Dois de Nicholas Sparks - RJ

  Ele veio!!!
  Nicholas Sparks esteve em terras brasileiras para o lançamento do seu mais novo livro “Dois a dois”, e eu como uma fã assumida de seus romances, estive em uma das suas lotadas tardes de autógrafos e prometo contar tudo para vocês. Acompanhem todas as minhas aventuras até o meu tão aguardado reencontro com o autor.


  Três cidades, três sessões de autógrafos, – uma em cada cidade – 500 senhas, um total de 1500 fãs! Haja mão para autografar tudo isso! Mas a quantidade de pessoas não assustou Nicholas, pois seu carisma e animação foram destaques nesses três dias de muita euforia para os fãs.

  O Rio de Janeiro foi sua última parada, e por isso a ansiedade tomava conta, e nós – fãs cariocas – vivíamos nos perguntando se seria mais tranquilo ou se haveria uma terceira guerra mundial, ou quão cedo deveríamos estar no shopping onde seria realizado a tarde de autógrafos... Eram tantos questionamentos, pois para os que não se lembram, ou não presenciaram a catastrófica situação, o autor Nicholas Sparks esteve na Bienal do Livro no ano de 2013 e simplesmente arrastou mais de mil pessoas para o local, com direito a muito choro, gritaria, e alvoroço. Eu, muito principiante em Bienal, estive nesse dia também com o sonho de autografar os meus livros, e passei um verdadeiro sufoco! Nesse fatídico dia, as senhas seriam entregues as 10hrs no estande da Editora Arqueiro, mas as 4hrs da manhã já tinham pessoas na fila, o equivalente a quantidade de senhas. Eu saí de casa as 7hrs e cheguei assim que os portões se abriram, e a cena desse momento foi como em um filme de guerra. Pessoas corriam desesperadas, perdendo seus pertences ao longo do caminho – calçados, bolsas, celulares espalhados pelo chão do Rio Centro – e eu corria também, só que segurando bem a minha bolsa para não perder nada, – não posso me dar ao luxo, né ;) – pois eu queria, tanto quanto todos ali, conhecer ao autor que me arrancou tantas lágrimas. Após atravessar os pavilhões, cheguei, junto com a minha amiga, ao estande e obviamente as senhas já tinham sido distribuídas e já tinham acabado. Uma onda de frustração tomava conta do lugar, pois eram 200 senhas para mais de mil pessoas que estavam lá. Tomada por um sentimento de inconformismo, fomos nos direcionando ao auditório que seria realizado um bate papo com o autor e lá permanecemos até receber um posicionamento da equipe organizadora. E esse posicionamento veio. Eles não tinham muito que fazer a não ser cancelar o bate papo e avisar a todos que o Nicholas autografaria a quantidade de pessoas que desse naquele dia. Sessões de autógrafos que seriam realizadas naquele local após a do Tio Nick foram cancelas ou transferidas, não sei dizer, pois ele praticamente parou a Bienal.


  Então foi assim a minha primeira Bienal do livro, aglomerada, em pé por 5 horas, com fome, sem poder ir ao banheiro – e isso eu estava com vontade desde que coloquei os pés no Rio Centro – sendo empurrada para todas as direções e sem direito de tirar o pé do lugar, pois eu não tinha garantia que conseguiria colocar no lugar de novo. Posso associar essa experiência a pegar o metrô de manhã, só que cinco vezes pior. Para ter noção da gravidade, minha amiga perdeu a unha do dedão! Foi uma verdadeira loucura, mas permanecemos. Eu sei o que vocês estão pensando: Como vocês são insistentes! E eu respondo caro leitor, que sim e não. Sim porque queríamos muito o autografo do Nicholas, mas não colocaríamos nossa vida em risco por isso. E não, porque eram tantas pessoas ao nosso redor que sair do lugar era impossível. Ou você ficava ou ficava.  E ficamos até o momento em que o Nicholas chegou ao auditório e a situação de aglomeração ficou pior, e sim, tinha como ficar pior. As pessoas se jogavam em direção a porta e os seguranças tiveram que intervir, tentando conter os fãs. Organizar uma fila não era a solução, pois tinham pessoas com senhas, que madrugaram para conseguir, que estavam no seu direito e que poderiam perder o lugar para quem não tinha senha. O único meio que os seguranças encontraram foi fazer um “cordão de isolamento” com eles mesmos e aos poucos, passar as pessoas por debaixo de seus braços. As pessoas foram entrando no auditório e foi assim que eu e minha amiga conseguimos entrar. Ao passar pela porta, uma sensação de alívio me atingiu, e uma luz branca me cegou, “Será que eu estava no céu?”, mas só estava na sala que me levaria a realizar o meu sonho. Após mais uns 40 minutos na fila, finalmente chego até ele e o encontro não dura 1 minuto, pois a pressa dos organizadores era tão grande que eu só consigo tirar um foto mais ou menos, autografar meu livro e dar um beijo na bochecha dele. Pelo menos, eu consegui! E saí viva e vitoriosa dessa guerra.
Sim eu sei! Eu estou muito diferente, mas eu tinha 15 anos!! Eu posso jurar que sou eu! hehe
Eu e minha amiga Heloisa com cara de bobas. :P

  Minhas esperanças eram que nessa sessão de autógrafos as coisas fossem mais calmas e para a minha surpresa, foram. Tiveram pessoas que dormiram na fila? Sim, mas não houve confusão e nem gente passando a frente. As senhas seriam distribuídas às 8hrs da manhã no shopping Leblon, e eu cheguei ao local às 6hrs e 30min. Fui a número 193 e depois de pegar a tão sonhada senha, aguardei juntamente com o meus amigos, o tão esperado momento de encontrar com um dos meus autores favoritos, o que só aconteceria as 17hrs. Nós tínhamos um longo dia pela frente.



  Após muitos momentos de nada – foi uma longa espera – finalmente chegou o momento, e eu não podia estar mais nervosa. A chegada do Nicholas parou a livraria Travessa, foi uma verdadeira gritaria! Ele foi muito carismático, acenando e cumprimentando a todos.



Essa imagem está tremida por motivos de: Ele deu tchau para mim!!!!


A primeira da fila.


  Tudo bem, ainda tinham mais 192 pessoas na minha frente. Eu não vou mentir, eu estava bem nervosa, ensaiei milhões de vezes o que eu iria dizer a ele, e quando finalmente chegou a minha vez, eu agi no automático, fiz o que eu já tinha em mente. O abracei e disse que tinha acordado muito cedo para estar ali – saí de casa as 4hrs da manhã! – mas que eu estava muito feliz em reencontra-lo, pedi para posarmos para um foto com ele beijando a minha bochecha e ele, muito fofo e atencioso,  disse “Claro”. Foi bem rápido, quando eu senti já tinha acabado, mas foi incrível! Só quem é fã de algo entende a emoção que é estar frente a frente à pessoa que transformou sua vida de alguma maneira. Os romances do Nicholas Sparks foram um dos primeiros livros que eu li, por isso ele foi muito importante para que eu me tornasse uma pessoa apaixonada por livros.






  Com guerra ou sem guerra, com choro ou gritaria (ou ambos), em lugares confortáveis ou não, com a unha do dedão ou sem (desculpa, Heloisa hehe), tudo valeu a pena no final. Olho todas as fotos e tento guardar cada detalhe desse dia, cada momento, para que se tornem inesquecíveis dentro de mim, para que eu possa ter certeza que fiz coisas que me orgulho. Anos se passarão e ainda me lembrarei desses dias com muito carinho.

A serenidade na face de quem por dentro está surtando muito.


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