





Sinopse: Dever. Sangue. Honra. Poder.
Saeris Fane não quer poder. A última coisa de que precisa é seu nome na boca de todos os membros da Corte de Sangue. Mas, agora que foi coroada, ela descobre que a vida de uma rainha vai muito além das próprias vontades, e um grande fardo pesa sobre seus ombros. Sua ala e seu irmão precisam dela em casa, mas as mudanças que a fortaleceram também trouxeram fraquezas. Nascida numa terra de sóis escaldantes, Saeris certamente morrerá se atravessar o mercúrio até Zilvaren, o que significa que, mais uma vez, precisará mandar alguém em seu lugar.
Kingfisher já derrotou exércitos e sobreviveu a incontáveis horrores, mas ir para Zilvaren com Carrion Swift pode ser o seu fim ― seu companheiro de viagem simplesmente não cala a boca! Perigos ocultos os aguardam nos becos da Cidade de Prata e, quando segredos são revelados, ameaças impossíveis surgem. Fisher precisa aturar o contrabandista e cumprir sua missão depressa se deseja ver sua amada outra vez.
Com uma sombra pairando sobre Yvelia, o reino e seus aliados estão em perigo. Juntos, Saeris e Fisher precisarão encarar fogo e enxofre para salvá-los.
Saeris Fane está começando a perceber o quanto sua vida mudou agora que tem novos e extraordinários poderes. Mas, se não descobrir como controlar sua magia antes que eles se tornem instáveis demais, ela poderá destruir tudo e todos que já amou.
Resenha:
Depois de ler Quicksilver no ano passado, resolvi reler a história para finalmente mergulhar em Brimstone. E valeu completamente a pena. Mesmo sendo um livro com quase 700 páginas, a leitura flui de um jeito impressionante e, quando a gente percebe, já está chegando ao fim.
A história começa exatamente de onde Quicksilver terminou. Depois da batalha final, Saeris passa por uma transformação que muda completamente sua vida e a coloca em uma posição que ela nunca desejou ocupar. Enquanto tenta lidar com sua nova realidade, Kingfisher faz de tudo para proteger seu reino, e os dois precisam encontrar uma forma de manter a paz entre mundos que vivem à beira de uma guerra.
Ao mesmo tempo, novos personagens ganham espaço, antigas revelações continuam tendo consequências e surge uma ameaça ainda mais assustadora: uma nova espécie de vampiros que não responde a ninguém, nem mesmo à sua rainha. Por onde passam, deixam um rastro de destruição e corrupção, tornando terras e pessoas praticamente irrecuperáveis. É uma ameaça que aumenta muito a sensação de urgência da narrativa.
O relacionamento entre Kingfisher e Saeris também evolui bastante. Os dois continuam sendo o coração da história, mas agora a confiança entre eles está muito mais sólida. A química do casal funciona, o vínculo convence e as amizades construídas ao longo da trama também deixam a leitura ainda mais envolvente.
Uma das coisas de que mais gostei foi que a autora consegue equilibrar ação, fantasia, romance e mistérios sem deixar a história cansativa. Sempre há alguma revelação, algum conflito ou uma nova peça sendo colocada no quebra-cabeça, fazendo com que seja difícil largar o livro.
E então chega o final.
Sem entregar spoilers, só posso dizer que a última revelação me deixou completamente surpresa. Li a frase final e fiquei alguns minutos simplesmente tentando processar o que tinha acabado de descobrir. É aquele tipo de encerramento que muda completamente a perspectiva da história e faz nascer uma necessidade imediata de pegar o próximo livro.
Brimstone conseguiu tudo o que eu esperava de uma continuação: expandiu o universo, desenvolveu ainda mais os personagens, apresentou novos conflitos e terminou com um gancho daqueles que deixam qualquer leitor ansioso pela sequência.
Uma fantasia envolvente, cheia de ação, personagens carismáticos e um final simplesmente de cair o queixo.




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