Autor: Harper L. Woods
Editora: Faro Editorial





Sinopse: Willow passou a vida acreditando que possuía liberdade, mas descobriu que, na realidade, era apenas uma marionete manobrada por mãos ocultas. Marcada pelo destino muito antes de nascer, sua existência entrelaçou-se a um plano arcano; tornar-se uma peça-chave nas mãos daqueles que despertam antigos terrores e ameaçam aniquilar o mundo conhecido. Depois de ser traída pelo homem em quem depositava seu amor, Willow percebe que foi um instrumento para a ruína do Coven, a erradicação dos seus membros e a liberação involuntária de demônios infernais. Apesar da intensa dor da traição que a consome, o vínculo com Grayson é inquebrável, um paradoxo entre paixão e perdição que desafia qualquer esforço de escape. Mas as bruxas sobreviventes clamam por justiça, e Willow tornou-se o foco de seus desejos vingativos, colocando todos ao seu redor em iminente perigo. Despojada do legado do Coven, Willow deve encarar uma jornada solitária na tentativa de consertar os fragmentos do passado, sendo Grayson, tanto o seu maior problema quanto sua única chave para a salvação. Armada com uma força misteriosa, a magia de Willow desponta como uma nova esperança num ambiente sombrio, capaz de confrontar não apenas os sentidos de seu amado, mas também abrir uma frente de combate contra as entidades malévolas, dando início a uma batalha pela redenção cujo preço só ela está disposta a pagar.
Mesmo não tendo gostado tanto de Coven (foi uma leitura ok pra mim), eu ainda fui para Marcada com aquela esperança de melhora. A base da história tinha potencial, então dava pra imaginar que a continuação poderia desenvolver melhor tudo aquilo.
E, de certa forma, até entrega… pelo menos na fantasia.
A história segue diretamente de onde o primeiro livro termina, aprofundando mais esse universo de bruxas e vampiros, que vivem numa relação estranha, quase de dependência mútua. A revelação sobre Grey e sua verdadeira identidade como Lucifer adiciona uma camada interessante à trama, e o enredo em si continua sendo um dos pontos fortes.
Mas o problema, de novo, está no romance.
A dinâmica entre Willow e Grey/Lucifer continua extremamente desconfortável, marcada por imposição e um jogo mal construído de “quer mas não quer” que não convence. Falta química, falta conexão… e sobra incômodo.
E o que já me incomodava em Coven aqui simplesmente sai do controle: o excesso de cenas sexuais. São muitas, repetitivas e, na maioria das vezes, desnecessárias. A linguagem usada também pesa bastante, o que acaba tirando completamente o foco da história e prejudicando a experiência.
Isso fez com que um enredo que tinha potencial se perdesse no meio do caminho.
No fim, foi uma leitura arrastada, que terminei mais por obrigação do que por envolvimento. Gostei da fantasia e da construção do mundo, mas detestei o romance, não consegui me conectar com o casal e isso impactou totalmente minha leitura.
Não pretendo continuar a série.
Uma pena… porque tinha tudo pra ser muito melhor.




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