Nota:






Sinopse: Livro de estreia de SenLinYu narra a história sombria de uma mulher sem memórias tentando sobreviver em um mundo dominado por necromancia e seres malignos. Helena Marino é uma prisioneira de guerra e também da própria mente. Outrora considerada uma alquimista de futuro promissor, ela viu o mundo ruir e seus poderes se esvaírem quando seus aliados foram brutalmente assassinados. Após um longo e violento conflito, Paladia tem uma nova classe dominante, formada por guildas corruptas e necromantes depravados. Suas criaturas vis e mortas-vivas foram essenciais para a vitória na guerra, e o uso da necromancia se tornou o modus operandi. Os novos governantes mantêm Helena em cativeiro. De acordo com os registros, ela era uma figura de pouca importância na hierarquia. Mas, quando seus carcereiros descobrem que a memória da prisioneira foi alterada, surge a dúvida se o papel dela na Resistência era tão irrelevante quanto se imaginava. Talvez o esquecimento esconda algo poderoso, o gatilho para uma ofensiva derradeira. Para revelar o que as profundezas sombrias de sua memória ocultam, a mulher é enviada ao comando de um dos mais implacáveis necromantes do novo mundo. Aprisionada em meio a ruínas, Helena luta para proteger seu passado perdido e preservar os últimos resquícios de quem foi um dia. Mas o martírio está apenas começando, pois sua prisão e seu captor têm os próprios segredos… E ela terá que desvendá-los. Custe o que custar.
Resenha:
Comecei essa leitura cheia de expectativa. Já tinha visto muita gente comentando que a primeira parte era mais lenta, mas que a segunda compensava tudo e que o final era incrível. Então fui insistindo. Só que a verdade é que já faz quase um mês, talvez até mais, que comecei o livro e simplesmente não consigo avançar.
Atualmente estou por volta de 46% da história, e a leitura continua travada.
O livro tem mais de mil páginas e, sinceramente, até agora a sensação que tenho é de que ele poderia ter facilmente umas 400 ou 500 páginas a menos. A narrativa é extremamente arrastada, repetitiva e cansativa. Em muitos momentos parece que a história simplesmente não anda. As cenas se prolongam além do necessário e acabam deixando a leitura pesada, não no sentido emocional, mas no sentido de ritmo mesmo.
Muita gente comenta sobre os gatilhos presentes na história, principalmente envolvendo abuso. Para mim, isso nunca foi um problema. Eu comecei o livro já sabendo que esses elementos existiam, então não foi uma surpresa. O ponto que realmente me incomoda não é a presença desses temas, mas a forma como eles são utilizados.
As cenas entre Helena e Kaine, principalmente na primeira parte, acabam se tornando excessivas e, muitas vezes, desnecessárias. A dinâmica entre os dois é marcada por uma rispidez constante, atitudes agressivas e situações que parecem existir apenas para reforçar um conflito que já ficou claro desde o início. Em vez de aprofundar os personagens ou enriquecer a narrativa, essas cenas acabam deixando tudo mais cansativo.
Na primeira parte acompanhamos Helena sem memória, tentando entender quem é e qual é a relação dela com Kaine. A premissa é interessante, mas a execução não me convenceu. A repetição das mesmas tensões e comportamentos torna tudo meio raso, como se os personagens girassem sempre em torno do mesmo ponto sem realmente evoluir.
Agora estou na segunda parte, que volta ao passado para explicar como os dois chegaram à situação atual. Talvez seja aqui que tudo faça mais sentido. Talvez seja aqui que o desenvolvimento dos personagens finalmente apareça e que as escolhas da história ganhem mais peso.
Mas, sendo muito sincera, até agora essa é uma leitura que não me conquistou.
Não estou envolvida com os personagens, não estou curiosa pelo que vem a seguir e não sinto aquela vontade de pegar o livro e continuar lendo. Pelo contrário: a leitura se tornou quase um esforço. E quando um livro chega nesse ponto, fica difícil ignorar a sensação de que algo na história simplesmente não funcionou.
Ainda não sei se vou terminar. Talvez eu continue mais um pouco para ver se essa segunda parte realmente muda o rumo da narrativa. Talvez eu descubra no final aquilo que tanta gente elogiou.
Mas, neste momento da leitura, a experiência está longe de ser positiva.
É um livro longo demais para o que entrega até agora, com um desenvolvimento que, para mim, ficou superficial e repetitivo e que transformou uma premissa interessante em uma leitura cansativa.




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