Autor: S.A Chakraborty
Nota: 







Sinopse: RETORNE A DAEVABAD NA FASCINANTE CONTINUAÇÃO DE A CIDADE DE BRONZEA vida de Nahri se transformou para sempre quando acidentalmente invocou Dara, um guerreiro djinn dividido entre um dever violento do qual nunca poderá escapar e uma paz que teme nunca merecer. Retirada de sua casa no Cairo e inserida na deslumbrante e traiçoeira corte de Daevabad, ela precisou de seus instintos mais primitivos para sobreviver. Agora, com a cidade impregnada com as consequências de uma devastadora batalha, Nahri deve aceitar os próprios poderes e a herança milenar que jamais sonhou possuir. Enquanto isso, Ali foi exilado por ousar desafiar seu pai. Caçado por assassinos e à deriva nas implacáveis areias de cobre de sua terra ancestral, ele é forçado a confiar em suas novas habilidades. Mas, ao fazer isso, ameaça descobrir um terrível segredo que sua família há muito mantém enterrado. Uma nova era se aproxima. Os djinns se reúnem dentro das paredes de bronze de Daevabad para comemorar, mas um poder invisível do desolado norte trará uma tempestade de fogo direto para os portões da cidade. Conseguirão sobreviver a esta ameaça sem precedentes?
Resenha:
“- Estou cansado de todos nesta cidade se alimentando de vingança…”
Nahri, é uma jovem que mora no Cairo, vive dando pequenos golpes, para poder juntar dinheiro e estudar medicina.
Ela possui um dom que não sabe explicar, de conseguir diagnosticar doenças e tem uma inclinação que a leva desejar curar as pessoas.
Mas também é uma golpista, que usa a fé das pessoas. Nuances de personalidades conflitantes? Sim, ela tem.

Em um dos seus golpes, onde finge fazer um ritual para tirar um Ifrit maligno dentro de uma jovem, algo dá errado!
Logo após o ritual ela é perseguida por uma entidade, que pasmem, era mesmo o Ifrit, usando uma língua que ela nunca soube qual era, mas da qual é fluente, em puro desespero, clama por ajuda e quem vem atender o seu chamado? Dara, um Daeva, que a salva e simplesmente joga no colo dela que ela não é humana… bom não totalmente!

Mestiça, fruto de um relacionamento entre um humano e um Daeva, possui ascendência mágica. E temos várias tribos de Daevas/Djins, porém, obviamente, por ser capaz de conjurar e trazer Dara de volta à vida, não é descendente de qualquer tribo, ela é uma Daeva, a tribo que toma para si o nome da espécie deles, uma tribo que era comandada por um conselho de Daevas ainda mais mágicos os Nahid, soberanos originais de Daevabad, com poderes extraordinários de cura.
Dara, insiste então que o único lugar seguro para Nahri, é na cidade de seus ancestrais.
Claro que nada pode ser simplesmente fácil é perfeito mais é mesmo.
Esse foi o começo da jornada de Nahri, que descobre sua ascendência para descobrir que seu povo vive sobre o controle de outra tribo Djin, os Geziris, que roubaram a cidade e poder de seus ancestrais e praticamente dizimou todos os Nahids, ela é a única viva!
Muita coisa aconteceu no primeiro livro, Nahri, conheceu pessoas que leu acolheram, outras que a odeiam, outras que querem a usar, etc
Aprendeu que Daevabad pode ser uma cidade maravilhosa, cheia de magia e cultura, mas que abriga não somente as cinco tribos Djins com todas as suas diferentes culturas e níveis de religiosidades, tribos que tem uma longa história brutal e sanguinolenta entre eles, tribos que se uniram contra a tribo de Nahri, os Daevas, lutando contra eles e o conselho Nahid, a princípio alegavam que estavam defendendo os shafits (os filhos mestiços de Djins e humanos, que pela lei Suleiman, o profeta deles nem deveriam existir!) que era escravos dos Daevas e sem direitos, mas na verdade… tinha muito outros motivos!
“- Uma ameaça a um ente querido é um método mais eficiente de controle do que semanas de tortura.”
E com o final bombástico do primeiro livro, temos então O Reino de Cobre, que se inicia com Nahri, obrigada a se casar com o herdeiro Geziri, Muntadhir, para proteger seu povo,
Sem Dara, ou Ali, os únicos que ela considerava seus amigos no primeiro livro, separados dela por alguns motivos que não falarei aqui…
Cinco anos se passaram e ela aprendeu a sobreviver em sua prisão, se dedica a aprender as artes curativas de seu povo, a tentar saber o casamento não ser insuportável, e a sonhar com a liberdade.
“ - Acho que me esqueci de que há situações nas quais a bondade é a arma mais poderosa.”
Assim como no primeiro livro temos três pontos de vista, Nahri, Dara e Ali.
Mas se em A Cidade de Bronze, fomos apresentados a rica cultura Daeva, aos vários círculos de influência de uma cidade mágica, que sofre nas mãos de um soberano tirano, onde as tribos sofrem e brigam entre si é uma rebelião se agitava.
Em O Reino de Cobre, temos o peso do resultado de uma rebelião que fracassou, os personagens, precisam lidar com as consequências de seus atos, alguns quebrados ou modificados para sempre, nem sequer sabem o que são.
É um livro mais rico na parte em que respostas são dadas. Afinal, sabemos que os Djins séculos atrás foram punidos por Suleiman por maltratarem os humanos, foram amaldiçoados aqueles que não aceitaram as regras de Suleiman, e transformados em escravos Djins, obrigados a aceitarem os desejos de seus mestres (aqui ficam os gênios das lâmpadas sem a parte das lâmpadas!), mas muita coisa sobre tudo isso era incerto, então temos RESPOSTAS nesse livro!
Foram o que eu esperava? Não! Foram ainda melhores! Chakraborty é dona de uma criatividade imensa, ela pega toda influência das lendas Árabes e da riquíssima cultura e as molda para nos entregar uma história com personagens complexos, com uma mitologia rica e cheia de segredos dentro de segredos!
“- Vou pagar de volta.— Não me insulte. Você não é a primeira tola de língua solta para quem comprei livros…”
Fantasias são meu gênero literário favorito, pelo potencial que os autores tem de criar mundos, universos e mitologias diversos. Normalmente vemos muito livros baseados na mitologia eurocêntrica, então sempre é uma alegria ver livros que saem desse padrão, ganhando destaque. Ainda mais quando são tão bem escritos.
O Reino de Cobre, me entregou tudo o que eu queria e um pouco mais, é um livro de ligação, então temos sempre uma entrega de muitas informações e nenhuma resolução normalmente nos livros, posso lhes dizer uma coisa: esqueçam isso! Chakraborty, teceu uma história tão intricada nesse livro, tanta coisa aconteceu que eu fiquei perplexa, muitos planos foram colocados em prática neste livro mesmo! Que teve uma hora que eu pensei: tem mesmo um terceiro livro? Mas graças a todos deuses Daevas, tem! Porque o final! O final… sério, pensei que não ia superar o que houve no final do primeiro, mas superou! Eu ia lendo, e não acreditava no que estava acontecendo! Nada me preparou para o final desse livro! Eu não consigo imaginar o que vai acontecer!
Preciso do próximo livro agora!









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