




Sinopse: Quando tinha 11 anos, Nora Nierling nem imaginava que, enquanto fazia os deveres de casa no quarto, seu pai matava mulheres no porão.
Até o dia em que ela encontrou a porta destrancada e resolveu descobrir por que o pai passava tanto tempo lá.
Décadas depois, Aaron Nierling está atrás das grades – onde vai ficar para sempre – e Nora é uma cirurgiã bem-sucedida, que leva uma vida tranquila mas solitária. Ninguém sabe que ela é filha de um famoso serial killer. E ela pretende continuar assim.
Um dia, porém, Nora fica sabendo que uma de suas pacientes foi assassinada. E o mais chocante: do mesmo modo único e terrível que o pai dela usava com suas vítimas.
Alguém sabe quem Nora é e quer que ela pague por esse crime. Só que ela não é uma assassina como o pai. A polícia não tem como culpá-la por nada.
Desde que não entre em seu porão.
Resenha:
As Sete Chaves, da Freida McFadden, foi mais uma leitura que me prendeu do começo ao fim. Não foi o melhor livro da autora que eu li até agora, mas foi uma leitura muito boa e envolvente.
Aqui, a narrativa se divide entre passado e presente. No passado, acompanhamos a Nora aos 11 anos, vivendo com os pais, lidando com uma mãe carinhosa e amorosa, um pai aparentemente cuidadoso e um ambiente familiar que, aos poucos, vai se mostrando profundamente perturbador. Existe um porão naquela casa, e é nele que acontecem as piores atrocidades. O pai da Nora sequestrava e matava mulheres com um padrão muito específico, e tudo muda quando ela descobre o que realmente está acontecendo.
No presente, 26 anos depois, Nora é uma cirurgiã respeitada, o pai está preso e a mãe já não existe mais. Só que crimes muito semelhantes aos do passado começam a acontecer novamente. As vítimas seguem o mesmo perfil, detalhes demais para serem ignorados. E, como Nora é a única pessoa viva que conhece todos os detalhes daqueles assassinatos, a suspeita inevitavelmente cai sobre ela.
A narrativa brinca o tempo todo com a nossa percepção da personagem. Em alguns momentos, Nora parece uma vítima tentando sobreviver ao próprio passado. Em outros, suas atitudes fazem a gente questionar até onde ela pode ser inocente. Tudo fica ainda mais confuso com a reaparição de um antigo namorado e uma série de situações que parecem cuidadosamente armadas para incriminá-la.
O grande mérito do livro está justamente nessa dúvida constante. A autora consegue fazer a gente desconfiar de todo mundo, inclusive da protagonista, até as últimas páginas. É um suspense ágil, cheio de pistas, armadilhas e reviravoltas bem construídas.
Foi uma leitura rápida, daquelas de fim de semana, que flui fácil e mantém o mistério aceso o tempo todo. Gostei bastante da maior participação dos pais na trama, especialmente do impacto psicológico que isso traz para a história. Não é só sobre quem é o assassino, mas sobre herança emocional, trauma e o peso de crescer cercada pelo horror.
Uma leitura muito boa, tensa na medida certa e que confirma por que a Freida McFadden sabe exatamente como fisgar o leitor.




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