Autor: S. A. Chakraborty
Páginas: 608
Ano: 2018
Editora: Morro Branco
Gênero: Fantasia, Ficção, Jovem adulto, Literatura Estrangeira
Adicione: Skoob
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Nota:





Sinopse: Cuidado com o que você deseja. Nahri nunca acreditou em magia. Golpista de talento inigualável, sabe que a leitura de mãos, zars e curas são apenas truques, habilidades aprendidas para entreter nobres Otomanos e sobreviver nas ruas do Cairo.Mas quando acidentalmente convoca Dara, um poderoso guerreiro djinn, durante um de seus esquemas, precisa lidar com um mundo mágico que acreditava existir apenas em histórias: para além das areias quentes e rios repletos de criaturas de fogo e água, de ruínas de uma magnífica civilização e de montanhas onde os falcões não são o que parecem, esconde-se a lendária Cidade de Bronze, à qual Nahri está misteriosamente ligada.Atrás de seus muros imponentes e dos seis portões das tribos djinns, fervilham ressentimentos antigos. E quando Nahri decide adentrar este mundo, sua chegada ameaça recomeçar uma antiga guerra.Ignorando advertências sobre pessoas traiçoeiras que a cercam, Nahri embarca em uma amizade hesitante com Alizayd, um príncipe idealista que sonha em revolucionar o regime corrupto de seu pai. Cedo demais, ela aprende que o verdadeiro poder é feroz e brutal, que nem a magia poderá protegê-la da perigosa teia de intrigas da corte e que mesmo os esquemas mais inteligentes podem ter conseqüências mortais.
Resenha:
Por onde eu começo... Eu
amo fantasias, esse é provavelmente o meu estilo de literatura favorito, então
posso dizer que eu estava com altas expectativas desse livro!
As expectativas
estavam altíssimas, e todas foram atendidas! Tem tudo o que eu queria: magia,
tapetes voadores, cultura islâmica – com algumas adaptações, mas para quem
conhece a religião existe muitas referências. – e original do oriente médio,
personagens místicos e misteriosos. Amor, lealdade e ainda muito mais.
Normalmente os livros de fantasias
utilizam as influências da cultura eurocêntrica, mais ainda centralizada na
cultura celta e grega, alguns poucos adaptam os mitos nórdicos. E raramente
vejo o uso das demais mitologias que temos.
Por esse detalhe eu fiquei tão feliz de
saber que esse livro tem como mitologia básica o oriente médio.
Nahri,
Dara e Ali são os personagens principais do livro, porém apenas Nahri e Ali,
possuem capítulos com os seus pontos de vistas, é através dos dois que vamos
acompanhar a história, e conhecer todos os segredos enterrados nas areias
misteriosas do deserto dos Daevas e Djinns. Desde a sua criação ao mito do
gênio da lâmpada.
Nahri é uma órfã, que cresceu nas ruas
do Cairo, em pleno século XVIII, ela não confia nas pessoas e não acredita em
magia, mesmo que viva utilizando as crenças das pessoas para sobreviver, uma
golpista e ladra talentosa, ela vive enganando, realizando rituais
“sagrados”, e arrancando assim o dinheiro que necessita para realizar o seu
sonho: aprender medicina. Isso porque o seu grande dom é a cura.
“- Você é jovem – disse o farmacêutico, em voz baixa, – não tem experiência com o que acontece com pessoas como nós durante uma guerra. Pessoas que são diferentes. Deveria manter a cabeça baixa. Ou melhor ainda, partir.”
Então em um desses rituais, ela resolve
que seria bom cantar em uma língua que somente ela conhece, que acredita ser a
sua língua nativa. Veja bem, ela está em um ritual de exorcismo de um djinn,
que aparentemente está possuindo uma jovem.
Logo após o ritual enquanto ela vai
embora, a jovem que estava possuída surge no cemitério, e bom, ela realmente
estava possuída...
Muitas coisas acontecem, e para salvar
Nahri, surge um ser misterioso, poderoso e belíssimo. Dara a resgata e a leva
em uma jornada para a cidade de bronze. Daevabad.
Nessa jornada, Nahri descobre alguns dos
mistérios do seu passado e origem, e descobre principalmente que magia não
somente existe, faz parte do seu legado.
Dara é um Daeva, e está ligado à jovem,
enquanto ambos lutam por suas vidas, um elo entre eles é forjado.
No outro ponto de vista da historia
temos o jovem Ali, segundo filho do rei djinn, é através dele que conhecemos
como funciona o mundo dos djinns, sua política a luta de classe e os complexos
movimentos em busca de poder na cidade de bronze.
Quando as vidas de ambos se unem na
trama já na cidade de bronze que podemos apreciar o quão eles parecem terem
sido destinados a se encontrarem.
Existe muitos
segredos e para sobreviver na cidade que deveria ser o seu refugio Nahri deverá
descobrir quem ela é realmente, o que deseja para si e em quem confiar.
“- Achei que honestidade fosse uma virtude.– Nem sempre.”
Nahri, Dara e Ali, são personagens
complexos e cheios de magia, e representa lados diferentes de uma mesma
história, o que achei fascinante.
Esse é o primeiro livro da trilogia, e
por temos apenas a base da história, é uma
trama de fantasia muito bem escrita, onde temos um paralelo com a realidade
muito forte, não somente de perigos mágicos Nahri, precisa enfrentar e sim,
jogos sujos de políticos corruptos, preconceitos e racismo. Infelizmente tão
reais e tão conectados com a nossa realidade. A autora soube, desenvolver muito
bem uma trama complexa e rica.
“Era um puro-sangue. Seria preciso muito mais do que bronze líquido para feri-lo.”
Os acontecimentos são um intricado
quebra cabeça que leva para um clímax final que me deixou atordoada, eu não
esperava aqueles acontecimentos e revelações, apesar de que algumas
dicas terem sido dadas ao longo do livro, algumas que eu já estava imaginando
que seriam importantes, porém reunidas, criaram um final que me surpreendeu e me
deixou desejando continuar a leitura dos próximos...
Indico para todos que gostam fãs de
fantasia e de tramas elaboradas e políticas. Um livro repleto de mistérios, de
uma cultura riquíssimas, um livro que aborda temas tão importantes
como a luta por direitos iguais para todos.









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