Lago das Sanguessugas (Desventuras em Série, 3) - Lemony Snicket

1 de janeiro de 2019

Título: Lago das Sanguessugas (Desventuras em Série, 3)
Autor: Lemony Snicket
Páginas: 192
Ano: 2016
Editora: Seguinte
Gênero: Aventura, Infantojuvenil, Literatura Estrangeira, Fantasia
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Americanas | Saraiva | Estante Virtual
Nota:   
Sinopse:
O misterioso autor das Desventuras em Série não só alcançou a lista de best-sellers infanto-juvenis do New York Times, como conseguiu entrar em todas as outras principais referências de vendagem americanas. Com sua estranha franqueza, na contracapa deste livro ele manda um recado a seus possíveis leitores: Caro leitor,Se você ainda não leu nada sobre os órfãos Baudelaire, é preciso que antes mesmo de começar a primeira frase deste livro fique sabendo o seguinte: Violet, Klaus e Sunny são legais e superinteligentes, mas a vida deles, lamento dizer, está repleta de má sorte e infelicidade. Todas as histórias sobre essas três crianças são uma tristeza e uma verdadeira desgraça, e a que você tem nas mãos talvez seja a pior de todas. Se você não tem estômago para engolir uma história que inclui um furacão, uma invenção para sinalizar pedidos de socorro, sanguessugas famintas, caldo frio de pepinos, um horrendo vilão e uma boneca chamada Perfeita Fortuna, é provável que se desespere ao ler este livro. Continuarei a registrar essas histórias trágicas, pois é o que sei fazer. Cabe a você, no entanto, decidir se verdadeiramente será capaz de suportar esta história de horrores.

Respeitosamente,
          Lemony Snicket.
.
Este livro foi cedido pela Editora Seguinte, porém as opiniões são completamente sinceras. Não sofremos nenhum tipo de intervenção por parte da Editora. 

Leia as resenhas da série aqui.

Resenha:
Não adianta ter esperanças, amigos. Cada passar de página uma lição, cada lição uma tristeza e cada tristeza um recomeço cheio de expectativas. O autor insiste em alertar que o negócio não melhora, mas o leitor não consegue NÃO DEVORAR as páginas seguintes.

Agora os jovens embarcam numa nova aventura a caminho de sua nova tutora, a tia Josephine, que para variar é uma parente muito muito distante. Como sempre, tudo parece que dará certo, me apropriando do jeitinho do narrador, tudo dará certo aqui significa apenas que torcemos que algo bom possa vir dessa experiência. Mas não se empolgue.

O tapado Sr Poe, o responsável pela fortuna dos pequenos, que nunca vê um palmo de verdade a frente de seu nariz (acho que a tosse não deixa ou ele é de fato o rei do pouco caso), embarca com as crianças para a casa de sua nova tutora.

Durante o percurso, Sr Poe faz diversas recomendações às crianças, e faz parecer que eles deixaram a desejar em seu comportamento nas experiências anteriores. Então, para não dar nada errado DESSA VEZ, eles deveriam se comportar. - claro que até então, o Sr Poe é um dos personagens que mais me irritam, pois nunca vê nada, mas prossigamos.

Após passarem pelo Lago Lacrimoso, os jovens chegam ao vilarejo e tomam um táxi até seu novo lar. A visão não é muito boa, pois além de distante da cidade, a casa de Tia Josephine parece que tombará no Lago Lacrimoso a qualquer momento, pois parte dela é apoiada e suspensa por vigas que se fixam dentro do Lago.

Ao chegarem, notam o extremo cuidado da tia com tudo a sua volta, aparentando um medo incomum e excessivo, instruindo-os com tantas recomendações que se tornam ilógicas.

Logo, apesar de atenciosa, percebemos o imenso desconforto que será a estada dos jovens naquele novo lar. Ainda que a tia pareça fazer tudo para agradá-los, ela simplesmente não os entende e infelizmente, por conta de seu medo, faz desse primeiro momento um tanto desagradável para as crianças.

Enquanto tia Josephine continua seu monólogo cheio de paixão e certa fixação por gramática, as crianças prestam atenção em cada detalhe para não falharem novamente e dão atenção, dentro do possível, a tudo o que ela diz. Até que a senhora revela que fora casada e relata como se deu a morte de seu marido.

Absorta em seu monólogo, explica que seu marido morreu no Lago Lacrimoso após ser atacado por sanguessugas mortais. Segundo tia Josephine, as sanguessugas têm a capacidade de perceber cheiro de comida em humanos que não dão o devido intervalo para nadarem após a refeição. - e eu fiquei rindo e adorei a narrativa, tendo em vista que quando criança já ouvi diversas lendas sobre não nadar após comer. Mas será que nesse enredo isso seria apenas uma lenda para assustar criancinhas?

Como esperávamos, o desocupado Conde Olaf reaparece e cria nova armadilha para se tornar tutor dos Baudelaire. Fazendo-se de galante, envolve tia Josephine e causa um evento suspeito e cheio de artimanhas.

Mais uma vez as crianças são levadas a colocarem em prática toda a sua coragem para desmascararem as maldades do vilão mais desastrado e caricato que nós já vimos em histórias.

Essa leitura foi rapidinha, apesar de possuir muitas aventuras e reviravoltas. Foi um dos livros mais divertidos, apesar de trágico, porém, até então o meu favorito continua sendo o livro Dois.

Chegando ao terceiro livro e finalizando mais uma história, percebi uma coisa bem legal e lamento não ter percebido antes, amigos, mas eu queria tanto saber sobre as crianças, que não atentei que cada livro trás uma espécie de “excesso” dos adultos, que resultam em desastres.

Se vocês querem perceber os pontos dos livros por si, não leia aqui em baixo, certo?
No livro Um, o desastre não teve (pelo menos não até o Livro Três, pois Olaf deixa no ar algo sobre incêndio...) uma razão para ocorrer. Porém, no livro Dois e Três, cada adulto possuía alguma característica que fazia com que os alertas das crianças fossem ignorados.

O tio Montgomery era um cara bem instruído, porém vaidoso. Sua vaidade não permitiu que ele percebesse que as crianças não estavam falando sobre ele, ou sobre o risco que sua pesquisa podia correr, sim as suas próprias vidas.

No livro Três, o medo excessivo de tia Josephine fez com que mais um desastre ocorresse.

Logo, os adultos dessa história é que precisam se corrigir para que as crianças parem de sofrer, não é verdade?

Porém, cada reviravolta na história, cada superação e planos que as crianças põem em prática trazem uma série de sentimentos positivos ao leitor.

Sendo assim, acrescento: não importa quantos Condes Olafs apareçam em sua vida, ou quanto adultos te neglicenciem, você precisa ser forte e inteligente para lutar suas guerras e as guerras causadas pelos outros! Certo?

Bjs e boa leitura :*

3 comentários

  1. Oi, Jéssica!!
    Parece que as crianças Baudelaire, não tem sorte mesmo, não é? E sinceramente Violet, Klaus e Sunny sofrem muito, mesmo sendo crianças superinteligentes!! E Sr. Poe é um verdadeiro paspalho e Conde Olaf esse não suporto!!
    Bjos

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  2. Jéssica!
    E acredito que a fórmula não mudará até o final...
    As crianças continuarão sofrendo na mão do Conde Olaf, mas como são inteligentes, conseguem sempre se safar, mesmo após todos os sofrimento.
    Não é à toa que é Desventuras, concorda?
    Desejo um novo ano de realizações, saúde e muito amor! Que possamos estar juntos em 2019 com boas leituras!
    “Que a paz, a saúde e o amor estejam presentes em todos os dias deste novo ano que se inicia. Feliz Ano Novo!” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  3. Olá! Acho que esse aviso só aumenta ainda mais a vontade em querer ler essa série, que apesar de voltada mais para o público infantojuvenil, me vejo a cada dia com mais NECESSIDADE em ler todos os livros e sofrer junto com os personagens todas essas desventuras (que não são poucas hein).

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