A Cinco Passos de Você - Rachael Lippincott, Mikki Daughtry e Tobias Iaconis

12 de abril de 2019

Título: A Cinco Passos de Você
Autor: Rachael Lippincott, Mikki Daughtry e Tobias Iaconis
Páginas: 288
Ano: 2019
Editora: Globo Alt
Gênero: Romance, Drama
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Saraiva
Nota:  
Sinopse: Stella Grant gosta de estar no controle. Ela parece ser uma adolescente típica, mas em sua rotina há listas de tarefas e inúmeros remédios que ela deve tomar para controlar a fibrose cística, uma doença crônica que impede que seus pulmões funcionem como deveriam. Suas prioridades são manter seus pais felizes e conseguir um transplante – e uma coisa não existe sem a outra. Mas para ganhar pulmões novos, Stella precisa seguir seu tratamento à risca e eliminar qualquer chance de infecção, o que significa que ela não pode ficar a menos que dois metros de distância – ou seis passos – de outros pacientes com a doença.
O primeiro item é fácil para ela, mas o segundo pode se provar mais difícil do que ela esperava. O único controle que Will Newman deseja é o de sua própria vida. Ele não dá a mínima para o novo tratamento experimental para o qual foi selecionado e não aguenta mais a pressão de sua mãe para que melhore.
Prestes a completar dezoito anos, ele mal pode esperar para finalmente se livrar das máquinas e hospitais, usando o pouco de vida que ainda lhe resta para conhecer o mundo. Stella e Will são muito diferentes.
Ao mesmo tempo, a doença que os une não é a única coisa que têm em comum. Eles têm que ficar a seis passos um do outro, mas, conforme a conexão entre os dois aumenta, a vontade de burlar a distância física parece insuportável. Um grande amor vale um passo roubado?

Resenha: 

Encontrar livros sobre doenças é algo cada vez mais comum na vida de leitores, principalmente quando se trata de câncer. Um amor pra recordar e A culpa é das estrelas são obras que provam o sucesso e a popularidade deste tema no universo literário. Porém, A cinco Passos de Você dá um enfoque, com riqueza de detalhes, na fibrose cística.

"Há uma simplicidade nisso tudo. Um tipo de liberdade que faz a s pontas dos meus dedos coçarem."

O livro traz como protagonistas Stella Grant e Will Newman, dois pacientes diagnosticados com fibrose cística. Ambos estão sendo cuidados e tratados no mesmo quarto, possuem a mesma doença e tem as mesma frustrações. No entanto, suas atitudes e personalidades colocam-os de início em pé de guerra.

"Passei a vida inteira morrendo. Comemoramos todos os meus aniversários como se fossem os últimos."

Stella é uma amada filha, uma amiga incrível e uma ótima paciente. Organizada e positiva ela se dedica completamente aos medicamentos de controle da fibrose cística, tendo como objetivo conseguir um transplante para manter seus pais felizes. Para isso acontecer ela precisa se manter afastada de qualquer risco e se comprometer ainda mais com o tratamento necessário, precisando se manter a distância de outros pacientes com a mesma doença.

"Ele é tão bonito que acho que minha função pulmonar deve ter caído mais de dez por cento."

Já Will não tem controle nem sobre sua própria vida, uma vez que sua mãe o arrasta para diferentes hospitais a procura de um tratamento que o salve. Ele pouco se importa em n o novo tratamento experimental no qual foi selecionado, pois planeja abandonar tudo assim que completar dezoito anos. Entre seus planos está aproveitar o pouco tempo, que ainda resta, conhecendo alguns lugares no mundo com seu amigo.

"Alimentar esperanças quando se tem um hospital no meio da história não me parece boa ideia."


"Precisamos desse contato de quem amamos, quase tanto quanto precisamos de ar pra respirar."

Will e Stella acabam por se encontrar e criar uma relação de companheirismo e amor. No entanto, seis passos é o mais próximo que um pode ficar do outro. Cada vez mais íntimos, a regra se torna muito difícil ser seguida.

"Essa doença é uma bosta de uma prisão! Queria poder te abraçar."
"Cada lembrança é mais preciosa que a outra."

Primeiramente, se faz necessário esclarecer o que é fibrose cística: é uma doença genética que faz com que o corpo acumule secreções pegajosas nos pulmões, na pâncreas e em outras partes do corpo. Na obra, é ressaltado que, a doença faz com que seja produzido um muco que dificulta a passagem de ar nas vias respiratórias, causando infecções pulmonares e colocando a vida da pessoa em risco. Infelizmente não há cura para doença e sim tratamentos para melhorar a qualidade de vida e proporcionar mais tempo.

"Nos olhamos por um momento, os seis passos entre nós parecendo quilômetros e mais quilômetros."


"Vai acabar antes que a gente se dê conta."

A partir disso, o leitor já inicia o livro rezando pra que aconteça um milagre ou uma mudança inesperada. Mas, acima de tudo, o mais admirável é o quanto a autora é realista. O medo aumenta a cada virar de páginas, fazendo com que as esperanças diminuam quanto mais próximo do final.

"Sinto como se meu coração fosse explodir, de tantas coisas que estou sentindo ao mesmo tempo."

O livro intercala os pontos de vista de Will e Stella, mas também conta com personagens secundários esplêndidos. É quase impossível não se envolver com eles e toda a história, tornando tudo ainda mais doloroso. A relação entre as famílias também são um ponto que merecem atenção durante a leitura, apontando a necessidade de valorizar o amor que há. A lealdade e dedicação nas amizades merecem total reconhecimento, mostrando a importância do apoio.

"Sorrimos um para o outro e, embora haja um milhão de motivos pelos quais eu não deva, não consigo negar que estou me apaixonando por ela."

O foco principal do livro é a conscientização da é a conscientização da fibrose cística. Faz-se fato que poucas pessoas realmente conhece tal doença e como as pessoas que possuem vivem. A obra traz de forma simplificada a gravidade e a verdade da doença, sem romantizar ou minimizar suas consequências.

"Porque ele tem medo. Medo da distância. Medo de deixar alguém participar da bagunça que é a bida de um portador de fibrose cística."
"O sono vai e volta, meus próprios soluços me acordando várias vezes e me trazendo para uma realidade dolorosa demais de acreditar."

O livro é baseado no roteiro escrito por Mikki Daughtry, Rachael Lippincott e Tobias Iaconis. O longa já teve sua estreia aqui no Brasil. A trágica e linda história promete arrancar emocionar e encantar muita gente, leia e assista essas excelentes obras.

"Mas se a morte é o começo e o fim ao mesmo tempo, qual é o verdadeiro começo, então?"

7 comentários

  1. Eu ainda não li o livro mas já assisti ao filme. E, apesar de ter notado algumas coisas que não forma incluídas no filme, quando eu assisti me emocionei demais. Aliás, a menina que estava sentada ao meu lado, eu fiquei realmente preocupada achando que ela iria ter um colapso de tanto que chorava convulsivamente.
    Acredito que, como sempre, o livro tenha alguns detalhes que não foram inclusos no filme e que, com certeza, vão emocionar mais ainda.
    Quero muito ler. Mas prefiro a capa original.

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  2. Ainda não li o livro ou vi o filme, mas a expectativa é de muita emoção com essa história e fico feliz em saber que os autores souberam conduzir a trama e envolver o leitor. Não conhecia nada dessa doença até ouvir falar do filme inicialmente e depois do livro e assim, o fato desse ser o foco é importante, conscientizar e informar sobre ela também. Gostei da resenha e espero gostar muito dessa história também, ainda não decidi a ordem, livro/ filme ou filme/ livro, mas espero fazê-lo em breve ;)

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  3. Esse tipo de história romantizando doença chega até a ser clichê. Mas gostei dela porque parece falar bem dessa doença que vi tão pouco. Já tinha lido um livro com algo assim, mas sem muito enfoque nisso, era romantizando a situação mesmo e isso é ruim. Gostei porque parece dar uma ideia bem real do que é a vida da pessoa com isso e como é lidar com os relacionamentos e essas coisas tão normais da vida que a gente às vezes nem dá aquele devido valor. Um livro pra arrancar lágrimas, mas pra conscientizar também. Achei isso interessante nele.

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  4. Andressa!
    Embora tenha me emocionado com A culpa é das estrelas, achei que faltou uma explanação melhor sobre a doença e os tratamentos, o que torna esse livro muito mais interessante, porque a protagonista consegue mostrar tudo isso e ainda sem se vitimizar, sem ser a coitadinha .
    Bem curiosa em poder ler.
    cheirinhos
    Rudy

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  5. Olá Andressa!
    Se com a resenha já estou sentindo um aperto o coração, imagina com o livro. Claro que fiquei sabendo da história pelo filme mas ainda não assisti. Eu não conhecia a doença e sua severidade e acho importante sermos inseridos nesse universo, afinal é uma maneira prática de adquirir conhecimento sobre esse assunto. É impossível não achar algumas semelhanças com A culpa é das estrelas e Tudo e todas as coisas mas a trama tem o brilho próprio. Achei a capa original MARAVILHOSA, essas flores formando os pulmões estão demais. Mal posso esperar para ler.
    Beijos

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  6. Andressa, a pergunta que não quer calar: Vou chorar muito ou demais lendo esse livro/vendo esse filme?

    Eu passei um tempo evitando esse tipo de literatura porque as emoções sempre ganham e acabo ficando muito triste, porém, gosto de saber que temos um livro com esse enfoque. Definitivamente importante.

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  7. Olá! Primeiro preciso dizer que aa capa original é bem mais bonita que a do filme (não entendo porque as editoras fazem isso). A princípio achei que a história fosse mais do mesmo de A culpa é das estrelas, afinal até filme temos, mas depois da resenha deu para perceber que a história é bem mais que um romance, é uma grande lição de vida e não só para quem tem a doença.

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