




Sinopse: Todos os dias, Millie limpa a casa de Nina e Andrew Winchester de cima a baixo. Pega a filha deles na escola. Prepara refeições deliciosas para a família toda antes de poder se recolher e enfim comer o próprio jantar, sozinha em seu quarto minúsculo e claustrofóbico no sótão.
Quando Nina passa a sujar todos os cômodos de propósito só para assisti-la limpar, Millie tenta não perder a cabeça. Quando ela conta mentiras perturbadoras sobre a própria filha e tortura psicologicamente o marido, que parece mais e mais fragilizado, Millie tenta ignorar.
Afinal, com seu passado problemático, ela tem mais é que agradecer por ter conseguido esse emprego.
No entanto, ao olhar bem dentro dos lindos e doces olhos de Andrew e ver o sofrimento contido neles, Millie não consegue deixar de imaginar como seria ter a vida de Nina. O closet cheio de roupas, o carro elegante, o marido perfeito.
Logo os Winchesters vão descobrir que não fazem a menor ideia de quem Millie é de verdade. Nem do que ela é capaz de fazer...
Resenha:
Fazia tempo que eu queria ler A Empregada, um dos primeiros livros da Freida McFadden, e acabei escolhendo esse momento justamente por causa do filme, que já passou pelos cinemas e em breve chega aos streamings. Os trailers chamaram minha atenção, então resolvi finalmente conhecer a história que despertou tanta curiosidade. O livro é dividido em três partes, e logo adianto: a experiência de leitura muda completamente de uma para outra.
Na primeira parte, confesso que achei a narrativa bem arrastada. Acompanhamos Millie sendo contratada para trabalhar na casa de Nina e Andrew, e praticamente tudo gira em torno do comportamento instável de Nina, que maltrata a funcionária, age de forma confusa e parece cada vez mais desequilibrada. Andrew, por sua vez, causa estranheza pela forma excessivamente submissa com que se comporta, algo que não parece combinar com o fato de ser um homem que trabalha fora, é financeiramente independente e aparenta ter autonomia sobre a própria vida. Essa dinâmica incomoda, irrita e levanta muitas perguntas, mas poucas respostas.
Ao longo desse início, também chama atenção a transformação de Nina. De uma mulher impecável e elegante, ela passa a se descuidar completamente, tanto da aparência quanto das atitudes. Suas ações são contraditórias, ela nega coisas que acabou de fazer ou dizer, e tudo nela parece reforçar a imagem de alguém fora de si. A sensação constante é de que algo está muito errado, mas não fica claro exatamente o quê.
É a partir da segunda parte, e principalmente na terceira, que a história realmente engrena. Sem entrar em spoilers, posso dizer que o livro muda de tom, ganha ritmo e nos obriga a rever tudo o que parecia óbvio no começo. As peças começam a se encaixar, os personagens ganham novas camadas e a leitura se torna envolvente, daquelas difíceis de largar. A Empregada é exatamente o tipo de livro que prova que, às vezes, a paciência com um início lento vale muito a pena.




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