Pecados No Inverno - As Quatro Estações do Amor, 3 - Lisa Kleypas

19 de setembro de 2020

Título: Pecados No Inverno - As Quatro Estações do Amor, 3
Autor: Lisa Kleypas
Páginas: 288
Ano: 2016
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance de Época
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:  
Sinopse: Agora é a vez de Evangeline Jenner, a Wallflower mais tímida que também será a mais rica quando receber sua herança. Mas primeiro ela tem que escapar das garras de seus ambiciosos parentes, Evie recorre a Sebastian, visconde de St Vincent, um conhecido mulherengo, com uma proposta incrível: que se case com ela!
A fama de Sebastian é tão perigosa que trinta segundos a sós com ele arruínam o bom nome de qualquer donzela. Mesmo assim, esta cativante jovenzinha se apresenta em sua casa, sem acompanhante, para lhe oferecer sua mão.
Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite da lua-de-mel, o casal não voltará a ter relações íntimas. Evie não deseja torna-se apenas mais uma que Sebastian descarta sem piedade, o que significa que Sebastian simplesmente tem que trabalhar mais duro na sua sedução... ou, talvez entregar seu coração pela primeira vez em nome do verdadeiro amor.


Para ler as resenhas dos dois livros anteriores, clica nas imagens abaixo:


Resenha: 

Terceiro livro da série As Quatro Estações do Amor, em Pecados no Inverno, teremos o casal Eveline e Sebastian. Quem já leu os livros anteriores deve estar se perguntando (como claro, eu me perguntei) como a doce, gaga e tímida Evie foi se envolver com ninguém menos que Sebastian St. Vicent? Que fez a maldade que fez com a Lillian no livro anterior? Eu passei a detestar ele depois disso!

Várias reviravoltas no livro de Lillian não é mesmo? Acredito que você, também odiou Sebastian com todas as suas forças, e ele mereceu. Mas nesse livro conhecemos a fundo o devasso e aos poucos vamos nos apaixonando por ele.

 Evie vive sob constante pressão pela família dela, se é que podemos chamar de família, ela é maltratada de diversas formas. É possível saber dos detalhes de tudo que fazem com ela, e olha que menina forte! Um dos motivos da gagueira de Evie fica bem claro.

Evie decide então tomar as rédeas de sua vida e vai atrás de Sebastian, um homem que está louco por alguém que o tire da lama. Ela toma medidas drásticas procurando-o, já sabendo de toda a sua devassidão, mas não se importa,  só quer se livrar do controle da família, e dos maus tratos constantes!

Sebastian é um vilão no livro anterior, mas aqui ele é nada mais nada menos que um herói.


" Não admirava que tantas mulheres tivessem sucumbido a este homem, jogado fora sua reputação e honra por ele. Sebastian era a personificação da sensualidade."

Evie apesar de não mostrar muito sua personalidade nos livros anteriores, é muito geniosa, forte e decidida. Ela deixa Sebastian em suas mãos e ele sequer percebe. Algo que me encantou muito foi a mudança drástica de Sebastian. De libertino sem escrúpulos, ele se torna um homem responsável e carinhoso. Sempre zelando por sua esposa. As parte eróticas foram mais evidentes nesse livro. Não podíamos esperar menos de Sebastian não é mesmo?

Após a morte do pai de Evie, as coisas começam a ficar mais quentes, um ex funcionário nutre um ódio imenso por Evie. Sebastian não pode deixar de proteger sua esposa e faz coisas que jamais imaginaríamos para que ela esteja feliz e segura.

Apesar de relutante no incio da leitura, por causa do Sebastian, claro, me encantei de diversas maneiras por esse livro. Que vai a fundo no tema violência doméstica. Evie aos poucos vai desabrochando, a química entre o casal é inegável.

" Não ligo a mínima se alguém nos vir. Você é minha esposa. - Ele sorriu. - Com certeza minha melhor metade."

Um livro muito doce e romântico, onde percebemos que o amor é capaz de curar feridas profundas. E tornar o mais libertinos dos homens em alguém responsável e apaixonado. Além de conter sempre uma dosezinha de ação e suspense, como nos anteriores, um sequestro, um incêndio....

Não deixe de ler!

Quotes & Citações: Sol da Meia-Noite - Crepúsculo, 5 - Stephenie Meyer

18 de setembro de 2020

 

Eu li o esperado livro da série Crepúsculo, contando a famosa historia do primeiro livro pelo ponto de vista do leitor de mentes e vampiro para sempre adolescente Edward cullen, e essa experiência foi compartilhada com amigas em duas leituras coletivas, uma com o Tracinhas EPL, que vocês poderão ler em breve aqui.

Nós já temos resenha do livro, caso queiram ler nossas impressões dessas leituras basta clicar na imagem abaixo:

                                                                   


Como sempre eu estarei trazendo algumas citações escolhidas durante a leitura e minha reação básica a elas...

Se preparem hahaha

“Bella Swan passou pela corrente de ar quente que saia da ventilação. Seu cheiro me atingiu como um aríete, como uma granada. Não havia imagem violenta o suficiente para descrever a força do que senti naquele momento.”

Um relacionamento que começa com o mais puro ódio e aversão, o que poderia dar errado não? Nada como uma morte iminente...

“Continuei encarando-a nos olhos, sentindo que finalmente tive meu primeiro vislumbre verdadeiro de sua alma... ela era altruísta. Ao perceber isso, o mistério da pessoa escondida dentro daquela mente silenciosa começou a clarear um pouco.”

Os detalhes que conectam as pessoas umas as outras sempre são interessantes.

“Ensino médio. Não mais um purgatório, e sim um verdadeiro inferno. Suplício e fogo... sim, eu tinha o pacote completo.”

Sinceramente! Um pouco dramático não? Vindo de alguém que tem poderes e muitas vantagens na vida, o ensino médio não pode ser comparado a o inferno... deve ser horrível ser um adolescente dramático por toda uma existência secular. hahahaha

“... percebi como seria fácil me apaixonar por Bella. Seria como cair, não era preciso esforço. Não me permitir amar Bella seria o oposto...”

Como se fosse possível controlar por quem nos apaixonamos... tão limitado emocionalmente este vampiro...

“E pensar que eu tinha chegado a esse ponto! Estava totalmente obcecado pelos dramas insignificantes de adolescente que eu tanto desprezava...”

E me perguntam porque eu desprezo esse personagem.... aqui tem um exemplo de cretinice, esnobismo...

“No que você está pensando agora?”

Ai está o verdadeiro motivo dele gostar da Bella, ele precisa se esforçar finalmente por algo na vida! Isso ai Bella, não deixe fácil.

“Eu era o vilão, o pesadelo. Como ela poderia me ver de outra forma? Se ela soubesse a verdade a meu respeito, sentiria medo e repulsa...”

Vontade de dar um espelho para ele...

“Poderia um coração congelado e morto se partir? Parecia que o meu sim.”

Até meu suposto coração gelado se enterneceu um pouco.

“Estava sonhando comigo. Poderia um coração congelado e morto voltar a bater? Parecia que o meu estava prestes a fazê-lo...”

Se não fosse horrível ele está invadindo o espaço pessoal dela sem o consentimento e um momento que ela estava vulnerável, eu até poderia gostar um pouco mais disso...

“Minha vida era uma meia-noite constante e interminável. por necessidade, sempre seria meia-noite para mim. Então como era possível que o sol estivesse raiando em meio a minha meia-noite?”

Os mistérios da vida...

“Quando uma mudança acontecia para um de nós, tratava-se de uma coisa perene e rara. Vi acontecer com Carlisle, e uma década depois com Rosalie. O amor os transformara de maneira eterna, de forma que nunca desvaneceria.”

Isso acontece com humanos também, caro ser esnobe vampiresco!

“Observei seu rosto inconsciente, sentindo meu amor por ela se instalar em cada parte do meu corpo pétreo... Comecei a fazer planos. Eu a amava.”

Tudo errado sobre as ações que levaram a esse momento... será que realmente a autora não viu que isso é perturbador? Fica o questionamento.

“... Por um segundo eu vi Perséfone com a romã na mão, condenando-se ao submundo. Aquele seria eu? O próprio Hades cobiçando a primavera, roubando-a, condenando-a a noite sem fim... Cada palavra que dizíamos, cada uma delas era mais uma semente de romã...”

Gosto quando os elementos da capa aparecem no livro. E sobre a metáfora em si, extremamente inteligente... mas Edward precisa comer muito feijão com arroz para chegar aos pés do rei do submundo...

“Eu poderia rir durante um século da ideia de me cansar dela. Ou chorar por um milênio.”

As maravilhas dos sentimentos contraditórios...

“- Eu amo você mais do que qualquer coisa no mundo. Isso não basta?
- Sim, basta – garanti. – basta para sempre.”

O amor sempre vai bastar não é mesmo...

"E foi assim que o leão se apaixonou pelo cordeiro..."

Até a próxima.

Era Uma Vez No Outono - As quatro estações do Amor, 2 - Lisa Kleypas

17 de setembro de 2020

Título: Era Uma Vez No Outono - As quatro estações do Amor, 2
Autor: Lisa Kleypas
Páginas: 288
Ano: 2016
Editora: Arqueiro
Gênero: Ficção, Literatura Estrangeira, Romance
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:  
Sinopse: A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa.

Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar.

Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?


Resenha:

Segundo livro da série  As Quatro Estações do Amor, Era uma vez no Outono, conseguiu superar o primeiro, não que o primeiro livro seja ruim, eu o adorei. Mas esse é diferente, é incrível como a autora conseguiu elevar mais as expectativas e também construiu uma história belíssima!

Para ler a resenha do primeiro livro, clique na imagem:

                                                                 

O plano para casar todas as amigas ainda continua firme e forte, e agora é a vez de Lillian! Que tem uma língua afiadíssima e de longe se parece com as moças recatadas e doces que os cavalheiros ingleses estão acostumados,ela odeia e acha totalmente desnecessário toda a pompa dos ingleses. Ela ignora a maioria das regras de etiqueta e não pensa duas vezes antes de falar. Enquanto Annabelle - protagonista do livro anterior e agora casada - era um doce, Lillian está bem longe de se parecer com a amiga.

Lillian tem um dom especial, consegue distinguir cheiros que poucas pessoas sabem existir. Enquanto ela e sua irmã estão comprando alguns itens com um boticário, Lillian compra um perfume especial.

"- Algumas pessoas acreditam que os perfumes são mágicos. O cheiro de qualquer coisa é sua essência mais pura. E certas fragrâncias podem despertar fantasmas de amores passados, as mais doces lembranças."


A família Bowman é convidada para Stony Cross Park, para alguns eventos da família de lorde Westcliff.

Lillian não suporta o conde, pois o acha incrivelmente arrogante, controlador e sarcástico. E ele é nada mais nada menos que o solteiro mais cobiçado de Londres. Aliás, como tem solteiro mais cobiçado de Londres né? Esse mocinhos dos livros de época sempre são.... Westcliff também não suporta a intransigente filha mais velha de Bowman, mas terá de aguentá-la nas próximas semanas, afinal só convidou a família para que possa tratar de negócios.

Marcus é um homem muito culto, bonito e educado. O perfeito aristocrata!

Macus tenta manter distância pois percebe o quanto Lillian o encanta. É impressionante a mudança dele nesse livro, pois no primeiro ele é meio chato e bastante arrogante.

Esse livro também é mais sensual que o primeiro, nada demais, mas as interações do casal são mais explosivas.

"Nesta vida e na próxima, você é minha única esperança de felicidade."

Lillian tenta não se sentir atraída por Marcus e acaba aceitando as investidas de St. Vicent . Não é novidade para ninguém que ele está à beira da falência e precisa de uma esposa rica. Sebastian decide que essa mulher será Lilian. Ele cheira a encrenca e por vezes fiquei irritada com ele e com a burrice de Lilian por não perceber o que de fato ele queria. Apesar de ele sempre se mostrar um cavalheiro com ela. Cavalheiro até demais!

A mãe de Marcus é uma mulher insuportável e acaba "amadrinhando" as irmãs Bowman, que de jeito nenhum abaixam a cabeça para víbora.

Apesar de tentar de várias formas esquecer Lillian, Marcus percebe que é em vão. Ele acaba confrontando St. Vicent, avisando que Lilian não está mais disponível e promete para a mulher por quem está apaixonado que irão se casar.

Mas a mãe dele tem outros planos e de maneira alguma deixará que o nome de sua família seja jogado na lama. Ela não aceita Lillian e a partir daí as coisas começam a esquentar.

"- Por que você precisa de mim - respondeu, prendendo a respiração quando ela se contorceu contra ele. - Como eu preciso de você. - Ele pressionou sua boca contra a de Lilian. - Eu preciso de você há anos."

Incrivelmente encantador! Estou adorando os livros! Não deixe de conferir essa história romântica e divertida!

A Casa dos Espíritos - Isabel Allende

16 de setembro de 2020

Título: A Casa dos Espíritos
Autor: Isabel Allende
Páginas: 446
Ano: 1982
Editora: Bertrand Brasil
Gênero: Realismo Mágico
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:  
Sinopse: O maior sucesso de Isabel Allende, agora com novo projeto gráfico. A casa dos espíritos é tanto uma emblemática saga familiar quanto um relato acerca de um período turbulento na história de um país latino-americano indefinido. Isabel Allende constrói um mundo conduzido pelos espíritos e o enche de habitantes expressivos e muito humanos, incluindo Esteban, o patriarca, um homem volátil e orgulhoso, cujo desejo por terra é lendário e que vive assombrado pela paixão tirânica que sente pela esposa que nunca pode ter por completo; Clara, a matriarca, evasiva e misteriosa, que prevê a tragédia familiar e molda o destino da casa e dos Trueba; Blanca, sua filha, de fala suave, mas rebelde, cujo amor chocante pelo filho do capataz de seu pai alimenta o eterno desprezo de Esteban, mesmo quando resulta na neta que ele tanto adora; e Alba, o fruto do amor proibido de Blanca, uma mulher ardente, obstinada e dotada de luminosa beleza. As paixões, lutas e segredos da família Trueba abrangem três gerações e um século de transformações violentas, que culminaram em uma crise que levam o patriarca e sua amada neta para lados opostos das barricadas. Em um pano de fundo de revolução e contrarrevolução, Isabel Allende traz à vida uma família cujos laços privados de amor e ódio são mais complexos e duradouros do que as lealdades políticas que os colocam uns contra os outros.

Resenha:
Resolvi começar a falar dessa história de um jeito diferente do que normalmente faço. Ela pede isso. Começarei pelo próprio trecho ressaltado na contracapa do livro:


“Em alguns momentos tenho a impressão de que já vivi isto e que já escrevi estas mesmas palavras, mas compreendo que não sou eu, mas outra mulher, que anotou em seus cadernos para que eu deles me servisse. Escrevo, ela escreveu, que a memória é frágil, e o transcurso de uma vida, muito breve, e tudo acontece tão depressa que não conseguimos ver a relação entre os acontecimentos, não podemos medir a consequência dos atos, acreditamos na ficção do tempo, no presente, no passado e no futuro, mas também pode ser que tudo aconteça simultaneamente.”

Quanta delicadeza nesse breve parágrafo. O livro é todo assim, com essa escrita doce e profunda, que parece cantar nos nossos ouvidos. Uma escrita que me faz identificar com a minha própria, que conversa comigo de um jeito tão particular e íntimo. Isabel Allende desenha as imagens de sua história com as palavras. Ela fala de amor, dor, solidão, sofrimento e perdão. Fala de vidas tão reais, com um toque do “sobrenatural”, que torna impossível não nos relacionarmos com todos os personagens pelo menos em algum momento. São extremamente humanas as vidas que saem da ponta do lápis de Isabel.

Clara, Blanca e Alba, as mulheres Trueba, são o fio condutor da história. As três ganham seu quinhão de protagonismo e afetam o curso da história de Esteban Trueba, o marido, pai, avô. Alguns outros personagens ganham mais destaque também, cada qual com sua importância, participando da vida desses quatro grandes espíritos. A narrativa acompanha desde a infância de Clara até o momento em que Esteban deixa o mundo (não é spoiler se ele anuncia isso desde o momento que fala pela primeira vez) e sobra Alba, a última dos Truebas, destinada a eternizar os acontecimentos que amarraram a vida daqueles que ela tanto ama e amou.

Clara, a clarividente, que conversa com espíritos e move os objetos com sua mente, teve uma infância tocada pelo sobrenatural, pela excentricidade e por muito silêncio. É impossível descrever a liberdade do espírito de Clara e a paz que ela transmite. A meu ver, ela é o grande centro da história, pois ela influenciou, não importa de que plano da vida, o decorrer de todos os acontecimentos. Era esposa, mãe, avó. Era uma mulher com tanta força que descrevê-la parece-me uma tarefa um tanto quanto injusta.

Blanca é filha de Clara e puxou a força da mãe em intensidade. E ainda que ambas fossem mulheres extremamente fortes, o modo como a vida as tratou foi bem diferente. Clara vivia em seu própria mundo, de modo que os impactos que sofreu foram todos absorvidos pela convicção em uma verdade mundo além do que a vida material era capaz de prover (não que isso invalidasse seus sentimentos e dificuldades, claro). Já Blanca vivia no mundo real e sofreu todos os baques que a vida de uma mulher no começo do século XX dava. Ela demonstra resiliência, aceitação e renúncia. Precisou se submeter a situações que, além de humilhantes, muito anularam a essência de quem ela era. Precisou se reinventar a duras penas, levada pelo amor sentido por sua filha.

Alba, é um espírito tão livre quanto a vó. Porém, com uma inquietação e uma incerteza maior sobre as coisas que faz. Ela tem mais dúvida. Clara tinha plena convicção de seus atos e se manteve firme até o final. Alba foi muito influenciada pela paixão que sentia por Miguel, portanto demorou para encontrar a razão que a movia e isso fez com que muitas das suas ações fossem inseguras. Ela ainda não tinha certeza sobre si. Mas quando a encontrou, nada foi capaz de a derrubar. Caminhando para o final da história, quando a ditadura militar do Chile está em seu pleno auge, ela enfrenta situações que muitas de nós desejamos nunca desejar enfrentar, mas encontra a força das mulheres Truebas dentro de si. O personagem dela foi o que mais amadureceu ao longo da história e acompanhar isso foi incrível. O amor que ela sente pelo avô, ainda que ele fosse o retrato exato do que ela lutava contra, é um dos sentimentos mais sólidos do livro e eu torci com tudo que tinha dentro de mim para que eles não brigassem, como Esteban fez com todas as outras mulheres de sua vida.

Esteban. Ah Esteban. O homem que derrubou tantas no pantanal. O homem de crenças tão sólidas e tão fiéis a elas. O retrato claro da sociedade patriarcal e opressora que existia na época (e ainda existe até hoje vamos ser bem sinceras). E ao mesmo tempo um homem que sentia até o âmago de seu ser. Acho que esse foi um conflito muito grande por ele, ter que ser sempre duro e “homem” e ao mesmo tempo sentir com tanta intensidade. Esteban Trueba é o fruto de seu tempo. Ele marcou a vida de literalmente todas as pessoas que cruzaram seu caminho, teve inúmeras oportunidades de mudar e fazer o bem e sofreu muito com as consequências de suas escolhas. Ainda assim, no fundo eu torci para que ele não terminasse a vida sozinho. A amor dele por Alba foi um dos poucos sentimentos, junto com o seu amor por Clara, que ele se permitiu mostrar.

Poderia me perder por horas falando dessa história. Ela me deixou em uma ressaca literária por alguns dias, me sugou ao extremo. Ainda hoje, algumas semanas depois de ter terminado de ler, não consigo nomear tudo que a história representou para mim. Posso dizer que algumas imagens ficaram gravadas em minha memória. O silêncio. O tempo. A mudança. Tudo isso destrinchado em pessoas humanas e em vidas que são uma metáfora da realidade. Sei que muito aprendi com as palavras escolhidas para contar essa história. Aprendi sobre os laços de família e como a história se reinventa nas gerações que passam. Aprendi sobre a redenção e o perdão e principalmente aprendi sobre força.

Isabel Allende constrói sua narrativa de maneira singular, com muito mais narração do que diálogos. Os acontecimentos são descritos pelo narrador da história, desconhecido até o epílogo do livro. Um narrador que reveza com o relato do próprio Trueba, autor de algumas das passagens. A partir dessa troca de perspectiva, conseguimos entrar um pouco mais a fundo nos sentimentos internos deste homem que nos desperta tantos sentimentos contrários. Ele abre seu coração e se mostra humano, passível de falhas e muita teimosia, pois até suas próprias palavras estavam salpicadas de orgulho e egoísmo, o impedindo de reconhecer seus erros.

Isabel jogou com uma diferença de escrita para os relatos de Esteban e para a narração da história, algo memorável e muito difícil de se fazer. Não é à toa que a autora tem o destaque e o reconhecimento que tem. Muito merecido. Ela aprofundou muito bem na personalidade de cada personagem. Dissecou seus sentimentos e os expôs ao leitor de uma forma que só não entende quem não quer. Sem falar na sutileza de contar sobre momentos tão sofridos como a ditadura do Chile sem nunca dizer um nome verdadeiro, seja de alguma figura de destaque, partido ou outra coisa.

Tenho a dizer, porém, que a escolha narrativa de Isabel por vezes se mostra um pouco cansativa. Como são poucos os diálogos e os acontecimentos são narrados pelo narrador, como uma contação de histórias mesmo, a leitura não tem uma dinâmica muito fluída. Esta característica, somada às 446 páginas do livro, me fizeram demorar um pouco mais do que o costume para terminar a história. O engraçado é que apesar disso, não passou pela minha cabeça hora nenhuma em interromper a leitura. Alguns leitores podem se cansar rapidamente, ainda mais por se tratar de uma narrativa que se envolve tão profundamente em sentimentos e relações humanas, mas eu recomendo que persistam, porque ao fim da obra compreendemos a grandeza dela. Todas as peças se encaixam. Vão por mim. 

Dentro do Bosque - Projeto Cápsula Morro Branco, 04 - Ryunosuke Akutagawa

15 de setembro de 2020


Título: Dentro do Bosque
Autor: Ryunosuke Akutagawa
Páginas: 26
Ano: 2020
Editora: Morro Branco
Gênero: Contos, Literatura Estrangeira, ficção.
Adicione: Skoob
Onde Ler: Morro Branco
Nota:  
Sinopse: Nesta obra-prima de Ryunosuke Akutagawa, exaltada como um dos melhores contos da literatura japonesa de todos os tempos, acompanhamos sete relatos sobre a morte de um samurai, cujo corpo foi encontrado em um bosque de bambus perto de Kyoto. Há verdade em cada um dos relatos, mas qual das versões realmente aconteceu?
Ryunosuke Akutagawa é um dos grandes nomes da literatura japonesa, tendo um prêmio com o seu nome que mesmo hoje, após 85 anos, é tido como o maior prêmio literário japonês.
Seus contos “Dentro do Bosque” e “Rashomon” foram a base para o multipremiado filme “Rashomon” dirigido por Akira Kurosawa.


Este livro foi cedido pela Editora Morro Branco, porém as opiniões são completamente sinceras. Não sofremos nenhum tipo de intervenção por parte da Editora. 

Resenha:

“Ah, o que é a vida de um ser humano? Uma gota de orvalho, o brilho de um raio? Isso é tão, tão triste. O que mais posso dizer?”

O Projeto Cápsula é uma plataforma totalmente gratuita, onde a cada mês a editora Morro Branco, disponibiliza um conto de um dos autores do seu estelar catalogo. 

O quarto conto é Dentro do Bosque do escritor japonês Ryunosuke Akutagawa, ele é um dos grandes representantes da literatura japonesa, conhecido por ter sido o primeiro autor a trazer a influencia do estilo oriental para a literatura nacional japonesa. Ele apesar de ter tido uma breve carreira, já que faleceu muito jovem foi um autor de mais de 150 contos.

Eu adorei este conto, temos uma morte e saberemos detalhes sobre ela através de pontos de vistas de vários personagens, cada um nos dando uma história única.

Não pude deixar de imaginar o quão isso reflete sobre os relacionamentos humanos, o quanto cada um de nós interpreta o mesmo evento de forma totalmente diferente, e que quando contamos algo, é apenas a nossa verdade, e não necessariamente a realidade.

Eu terminei o conto com a minha própria versão da história contada, a partir do que compreendi do que li. Foi muito interessante.



Como falei em outras resenhas desse projeto, os contos são uma maravilhosa maneira de conhecermos autores diferentes. E a Morro Branco está arrasando, cada um dos autores escolhidos, trouxeram um estilo de literatura e escrita.
Estou fascinada pelo projeto e já aguardo os próximos contos.

Para quem desejar ler esse conto, ele se encontra no site da Morro Branco, com acesso totalmente gratuito. Basta acessa ao site e ir à guia Projeto Cápsula, lá vocês terão acesso a todos os contos já lançados. 
Com uma linda tradução e diagramação.

E nós temos aqui as resenhas dos três contos já lançados, caso desejem conhecer um pouco deles, basta clicar nas imagens abaixo:

                                

Até a próxima.




Lançamentos Setembro: Companhia das Letras

14 de setembro de 2020

COMPANHIA DAS LETRAS


Narciso em férias, de Caetano Veloso
Edição avulsa do capítulo de Verdade tropical sobre a ditadura militar brasileira.
Sinopse: Na madrugada do dia 27 de dezembro de 1968, duas semanas depois de o governo decretar o AI-5, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram retirados dos apartamentos onde moravam, no centro de São Paulo, e levados em uma caminhonete ao Rio de Janeiro. Conduzidos por policiais à paisana, eles foram presos sem nenhuma justificativa.
Em Narciso em férias, volume avulso do capítulo homônimo de Verdade tropical, Caetano Veloso relata o impacto brutal que os 54 dias vividos no cárcere deixariam em sua vida -- não apenas pela dimensão política, mas também pela perspectiva psicológica e artística.
Esta edição inclui uma seção com registros do processo aberto pela ditadura militar contra o cantor e compositor. Esses documentos ficaram guardados no Arquivo Nacional e seriam revelados ao artista pela primeira vez cinquenta anos mais tarde, em 2018. No texto inédito de apresentação, Caetano Veloso anuncia: "este, que é meu escrito a que atribuo maior valor, entra na cena atual da vida política brasileira de modo abrasivo".

Para o meu coração num domingo, de Wislawa Szymborska
Terceira coletânea de poemas da vencedora do prêmio Nobel e um dos nomes mais cultuados da literatura polonesa.
Sinopse: Em Depois dos festejados Poemas (2011) e Um amor feliz (2016), Para o meu coração num domingo reúne 85 poemas da voz que encantou o mundo com seus versos afiados, que misturam rigor formal, pitadas de ironia e tom levemente coloquial. No poema que dá título ao livro, Wislawa Szymborska anuncia: "Você tem setenta méritos por minuto./ Cada contração tua/ é como o lançar de uma canoa/ no mar aberto/ numa viagem ao redor do mundo".
Com organização e tradução de Regina Przybycien e Gabriel Borowski, este conjunto de poemas trata de experiências cotidianas, amor, sonhos, morte, filosofia, mitologia, história e antropologia, sempre com o olhar curioso, generoso e bem-humorado de uma das poetas mais extraordinárias do século XX.

De quem é esta história?, de Rebecca Solnit
Sinopse: Uma das ensaístas e feministas mais relevantes da atualidade, Rebecca Solnit examina os principais temas que permeiam o debate contemporâneo -- do assédio sexual à crise climática.
Quem escreve as narrativas de nossos tempos? Em cada debate, uma batalha está sendo travada: de um lado, mulheres e pessoas não brancas, não binárias e não heterossexuais finalmente podem contar a história com sua própria voz; de outro, pessoas brancas -- sobretudo do gênero masculino -- se apegam às versões de sempre, que contribuem para manter seu poder e status quo.
Em vinte ensaios atualíssimos, a autora de Os homens explicam tudo para mim e A mãe de todas as perguntas avalia essas discussões, por que elas importam e quais são os desafios que temos pela frente.
"Rebecca Solnit é a voz da resistência." -- The New York Times Magazine
"Em meio à recente turbulência política, a sabedoria e a clareza dos textos de Rebecca Solnit são um bálsamo. De quem é esta história? é uma coletânea extremamente inteligente sobre a luta pelo controle das narrativas na era da internet." -- The Guardian

Notas sobre a pandemia, de Yuval Noah Harari
Nesta coletânea inédita de artigos e entrevistas, Harari debate o impacto e as consequências da pandemia de covid-19.

Sinopse: O historiador israelense Yuval Noah Harari examina os dilemas da encruzilhada histórica provocada pela pandemia do novo coronavírus nos artigos e entrevistas reunidos nesta coletânea inédita. Publicados originalmente em veículos como a revista Time e os jornais Financial Times e The Guardian, eles exploram temas como a disputa ideológica entre isolacionismo nacionalista e cooperação global, o risco da ascensão de estados totalitários na esteira das novas tecnologias de monitoramento em massa e os possíveis impactos do vírus na concepção contemporânea da morte.
Harari desenvolve seus argumentos com a clareza de visão e de estilo que o consagrou, entrelaçando os caminhos e descaminhos da humanidade entre passado, presente e futuro. A boa notícia, ele ressalta, é que a maior parte do planeta concorda em concentrar os esforços nos avanços científicos em busca da cura e de uma vacina para o covid-19 - porém isso acontecerá apenas se a cooperação entre as nações for a prioridade dos líderes atuais.


Notas de um filho nativo, de James Baldwin
A obra-prima de não ficção de um dos escritores mais brilhantes do século XX sobre raça e identidade.

Sinopse: Na nota introdutória deste volume, James Baldwin, aos 31 anos, se dá conta do momento mais importante de sua formação, quando se viu obrigado a perceber que a linha do seu passado não levava à Europa, e sim à África. Foi então que ele se deparou com uma revelação chocante: Shakespeare, Bach e Rembrandt não eram criações "realmente minhas, não abrigavam minha história; seria inútil procurar nelas algum reflexo de mim. Eu era um intruso; aquele legado não era meu".
Publicada originalmente em 1955, esta reunião de ensaios escritos entre as décadas de 1940 e 1950 é a primeira obra de não ficção do autor de O quarto de Giovanni. O que mais impressiona nesses testemunhos -- narrados com inteligência, sensibilidade e estilo extraordinário -- é sua atualidade. Ao usar como matéria-prima sua própria experiência para refletir sobre o que representa ser um escritor negro e homossexual nos Estados Unidos, seu país de origem, e em Paris, cidade onde viveu por muitos anos, Baldwin oferece um poderoso e urgente depoimento sobre direitos civis.
O volume inclui o prefácio à edição de 1984, assinado por Edward P. Jones, posfácios de Teju Cole e Paulo Roberto Pires e um alentado "Sobre o autor", por Marcio Macedo.


Autobiografia precoce, de Pagu
Sinopse: Único texto autobiográfico deixado por Patrícia Galvão, Autobiografia precoce é um relato emocionante sobre a vida de uma mulher forte, revolucionária e única.
Escrito em 1940, após uma das 23 vezes que Pagu sai da prisão, Autobiografia precoce fala sobre a militância política, os filhos, os relacionamentos e várias outras camadas da vida de uma das mulheres mais emblemáticas do Brasil.
O texto mostra Pagu sem subterfúgios, de forma sincera e corajosa. Do lado pessoal, ela relata sua iniciação sexual precoce e o conturbado casamento com Oswald de Andrade; da vida pública, ela conta sobre a militância no Partido Comunista e o desencanto com o regime soviético.
Patrícia Galvão quase sempre foi vista pela lente masculina: seja por seus relacionamentos ou por como sua arte se comparava à de homens da época. Em Autobiografia precoce, não existem intermediários: temos acesso a uma Pagu que escreve sobre si. Um livro essencial para se compreender uma das personagens mais intrigantes da história brasileira.

COMPANHIA DAS LETRINHAS


As aventuras do superbebê fraldinha, de Dav Pilkey
Sinopse: Do mesmo autor de Capitão Cueca e Homem-Cão, esse super-herói vai salvar o mundo antes mesmo de aprender a falar!
Jorge Beard e Haroldo Hutchins não foram responsáveis apenas pelo surgimento do Capitão Cueca, o grande herói sem calças que salva o mundo dos mais perigosos vilões. Eles também criaram personagens pra lá de incríveis como o Superbebê Fraldinha!
Quando o sr. Krupp proíbe os garotos de fazer quadrinhos sobre o Capitão e os obriga a redigir um longo texto sobre boa cidadania, eles têm a ideia desse novo herói. Ele é astuto, ágil e nunca deixa as fraldas em casa. Quando um vilão um tanto quanto fedorento e muito mau surge, o Superbebê Fraldinha mostra todo o seu poder -- mesmo que ainda não tenha aprendido a falar direito.
Livro indicado para leitores a partir de 6 anos.

PARALELA


Guardei no armário, de Samuel Gomes
Sinopse: O relato de como um jovem nascido na periferia de São Paulo superou o racismo e a homofobia para lutar pelos próprios direitos -- e de muitos outros como ele --, acompanhado de diversas entrevistas com personalidades LGBTQIA+.
Samuel Gomes teve uma infância parecida com a de vários outros meninos nascidos na periferia das grandes cidades brasileiras: dividia o quintal de sua casa com muitos parentes, estudava em uma escola do bairro e via seus pais batalharem para dar um futuro melhor a ele e à sua irmã. Porém, logo começou a perceber que era diferente daqueles que o cercavam: ele sentia atração por outros meninos. Assim, o medo de ser quem é foi um fio condutor do seu amadurecimento, ainda mais por ser negro e fazer parte de uma família extremamente evangélica. Além das várias situações de racismo e discriminação que teve que enfrentar, tinha a Igreja, que não era apenas um lugar que frequentava aos domingos com sua família, mas sim uma instância onipresente em sua vida, que ditava seu modo de vestir, de se comportar, de pensar e de viver.
Foram longos anos até que pudesse entender que a vida não precisava se resumir à realidade em que nasceu, e que o que sentia não era errado nem "anormal". Sua luta por estudo, autodescoberta e autoaceitação é narrada neste livro, junto a reflexões que ele tece sobre ser um homem negro e homossexual no Brasil. Além da história de Samuca, o livro conta com entrevistas que ele fez com personalidades LGBTQIA+ brasileiras, que abriram seus armários e compartilharam suas trajetórias para fora deles.
"Samuel Gomes contém em si multidões. Neste livro, o escritor desnuda todos as camadas do que significa ser um homem negro, gay, de família evangélica no Brasil de hoje. Samuel nos permite, por meio de sua história contada em primeira pessoa, conhecer o humano por trás de tudo que ele guardou em seu armário. Engana-se quem espera deste livro uma história ou de uma vítima, ou de um herói: Samuel humaniza a si e a tantos outros e outras que entrevista neste livro ao contar a história mais comum de todas: a luta para ser feliz. Amor, família, autoaceitação, ativismo, risos e choros: estão todos aqui. Samuel nos lembra, por meio deste livro, que não estamos sós. Nunca estivemos." -- Thiago Amparo

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Heroínas negras brasileiras, de Jarid Arraes
Sinopse: Em nova edição, esta coletânea resgata -- e celebra -- a memória de quinze mulheres negras que marcaram nossa história, em formato de cordel.
Compre na pré-venda e ganhe o livro autografado e um marcador de PVC transparente com ilustração de Gabriela Pires.
Talvez você já tenha ouvido falar de Dandara e Carolina Maria de Jesus. Mas e Eva Maria do Bonsucesso? Luisa Mahin? Na Agontimé? Tia Ciata? Essas (e tantas outras) mulheres negras foram verdadeiras heroínas brasileiras, mas pouco se fala delas, seja na escola ou nos meios de comunicação. Diante desse apagamento, há anos a escritora Jarid Arraes tem se dedicado a recuperar -- e recontar -- suas histórias.
O resultado é uma coleção de cordéis que resgata a memória dessas personagens, que lutaram pela sua liberdade e seus direitos, reivindicaram seu espaço na política e nas artes, levantaram sua voz contra a injustiça e a opressão. A multiplicidade de histórias revela as mais diversas estratégias de sobrevivência e resistência, seja na linha de frente -- como Tereza de Benguela, que liderou o quilombo de Quariterê -- ou pelas brechas -- como a quituteira Luisa Mahin, que transmitia bilhetes secretos durante a Revolta dos Malês.
Este livro reúne quinze dessas histórias impressionantes, ilustradas por Gabriela Pires. Agora, cabe a você conhecê-las, espalhá-las, celebrá-las. Para que as próximas gerações possam crescer com seu próprio panteão de heroínas negras brasileiras.
Conheça a história de: Antonieta de Barros - Aqualtune - Carolina Maria de Jesus - Dandara - Esperança Garcia - Eva Maria do Bonsucesso - Laudelina de Campos - Luisa Mahin - Maria Felipa - Maria Firmina - Mariana Crioula - Na Agontimé - Tereza de Benguela - Tia Ciata - Zacimba Gaba


O timbre, de Neal Shusterman
Sinopse: No aguardado desfecho da trilogia Scythe, ditadores, profetas e novas tensões sociais surgem no suposto planeta perfeito. Será que a humanidade será dilacerada justamente por causa da imortalidade que conquistou?
A humanidade alcançou um mundo ideal em que não há fome, doenças, guerras, miséria... nem morte. Mas, mesmo com todo o esforço da inteligência artificial da Nimbo-Cúmulo, parece que alguns problemas humanos, como a corrupção e a sede de poder, também são imortais. Desde que o ceifador Goddard começou a ganhar seguidores da nova ordem, entusiastas do prazer de matar, a Nimbo-Cúmulo decidiu se silenciar, deixando o mundo cada vez mais de volta às mãos dos humanos.
Depois de três anos que Citra e Rowan desapareceram e Perdura afundou, parece que não existe mais nada no caminho de Goddard rumo à dominação absoluta da Ceifa -- e do mundo. Mas reverberações das mudanças na Ceifa e da Grande Ressonância ainda estremecem o planeta, e uma pergunta permanece: será que sobrou alguém capaz de detê-lo?
A resposta talvez esteja na nova e misteriosa tríade de tonistas: o Tom, o Timbre e a Trovoada.


SUMA



Com sangue, de Stephen King
Sinopse: Do mestre do terror, uma nova coleção de contos que levará os leitores a momentos aterrorizantes da vida... e da morte.
Brilhante em narrativas curtas, King já escreveu alguns contos que viraram sucesso em todo o mundo, como as histórias que inspiraram os filmes Conta comigo e Um sonho de liberdade. Neste livro, assim como em Quatro estações e Escuridão total sem estrelas, ele cria uma coleção única e emocionante, demonstrando mais uma vez por que é considerado um dos maiores contadores de histórias de todos os tempos.
Este é um livro sobre amor, amizade, talento e justiça... em suas formas mais deturpadas. Em Com sangue, Stephen King reúne quatro contos com protagonistas inteligentes e complexos, que têm sua vida comum transformada por algum elemento inexplicável.
"Claro que King ainda é o melhor quando falamos de terror, mas nesta coletânea o leitor se verá envolvido em quatro histórias sobre nossos maiores sonhos e vulnerabilidades." -- USA Today
"King continua produzindo histórias ricas e variadas, e seu trabalho permanece profundamente sensível e envolvente." -- The Washington Post
"Stephen King obviamente ama seus personagens, e o cuidado com que ele desenvolve suas personalidades atrai o leitor para experiências perturbadoras." -- Publishers Weekly


ALFAGUARA



O caçador, de Lars Kepler
Sinopse: Do mesmo autor de O homem de areia e Stalker, mais um excepcional thriller da série Joona Linna. Sucesso em dezenas de países, O caçador é um conto moderno sobre vingança e obsessão.
O detetive Joona Linna passou dois anos em uma prisão de segurança máxima quando recebeu uma inesperada visita. A polícia precisa de sua ajuda para deter um misterioso assassino: o chamam de O Caçador de Coelhos, pois a única conexão entre suas vítimas é que ouvem uma canção de ninar sobre coelhos antes de morrer. Joona agora tem a chance de sair da prisão para, com a policial Saga Bauer, tentar desvendar quem é esse misterioso caçador e salvar seus próximos alvos. Mas o que aparentemente parece ter motivações terroristas se transforma em um dos casos mais complexos de sua carreira.
Em O caçador, o romance mais vendido da Suécia e da Noruega em 2016, Lars Kepler apresenta novamente sua fórmula imbatível: ritmo frenético, situações limite e personagens impagáveis.
"Com um detetive cativante, um assassino em série hediondo e muito suspense, O caçador confirma Kepler como o mestre dos romances policiais psicológicos, mostrando o lado sombrio da humanidade." -- Library Journal
"O caçador segura o leitor desde o início. O livro se desenrola em ritmo alucinante e parece ter sido feito para a tela do cinema." -- Bookpage