Godsgrave: O Espetáculo Sangrento - Jay Kristoff

30 de novembro de 2018

Título: Godsgrave: O Espetáculo Sangrento – Crônicas da Quasinoite – Livro 02
Autor: Jay Kristoff
Páginas: 592
Ano: 2018
Editora: Plataforma 21
Gênero: Fantasia
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:  
Sinopse: Nascimento. Vida. E morte. É assim que cantamos a jornada de personagens heroicos. Porém, a dona desta trama, não é uma heroína com a qual se está acostumado. Mia Corvere – o pequeno corvo – é a encarnação da vingança. Nas viragens passadas, ela era apenas uma discípula da seita de assassinos mais temida da República de Itreya. E, embora tenha falhado no teste final, foi a única capaz de resgatar o ministério da Igreja Vermelha do golpe traiçoeiro dado pelos legionários luminatii. Mia, enfim, foi ungida Lâmina. Agora ela é uma serva da Mãe da Noite. E cada vida que executa é uma oração para a Nossa Senhora do Bendito Assassinato. Mas não pensem que a garota se esqueceu daqueles que destruíram sua família, e cujo sangue realmente quer ter em suas mãos. Para saciar sua sede de vingança, a assassina será capaz de sair do caminho que a Igreja trilhou para ela, e seguir sua própria vontade. Usando de suas artimanhas, Mia Corvere fará de tudo para se tornar uma gladiatii – escravos de lutas que batalham até à morte. Com demônios feitos de sombras ao seu lado, nosso pequeno corvo vai decorar as arenas de vermelho e vísceras. Por sangue e glória, os louros de cada vitória vão aproximá-la ainda mais dos algozes de seu pai e do espetáculo sangrento com o qual ela sempre sonhou. Em Godsgrave, a República está prestes a cair.

Resenha:


“Em breve, o próprio céu vai conhecer o meu nome”.
Meses se passaram desde o desfecho de Nevernight, e Mia Corvere agora é uma Lâmina da Igreja da Nossa Senhora do Bendito Assassinato. Ela cumpre sua tarefa com precisão e cumpre seus assassinatos de maneira impecável. Ela está cada fez mais forte e letal, no entanto a Igreja Vermelha não gosta de sua busca por vingança.
“Sua vingança é como os sóis Mia Corvere. Só serve para cegar.”
Tudo fica mais obscuro quando Mia descobre que seus últimos pedidos de assassinatos partiram de uma mesma pessoa e que esse indivíduo tem uma nova incumbência para ela. Nesta nova missão Mia acaba reencontrando Jessamine e Shio, membros da igreja que sobreviveram à noite sangrenta e que agora estão trabalhando em Godsgrave. Um velho inimigo também reaparece e vai suscitar em Mia suspeitas em relação a Igreja Vermelha sobre a real motivação em não permitir que Mia mate Scaeva e Duomo, seus grandes inimigos e responsáveis pela morte de sua família.

Mia desafia a Igreja e acaba se vendendo a um colégio de gladiadores para se tornar uma grande campeã. Ela deseja lutar nos grandes torneios em Godsgrave. Geralmente Scaeva e Duomo estão presentes nessas lutas e seria a ocasião perfeita para Mia exterminar os dois.


E o plano de Mia, por mais bizarro que possa parecer, gera grandes reviravoltas na trama. Na arena, Mia derrama mais sangue do que nunca, e o leitor pode aguardar mortes bem sangrentas. Em contrapartida a tanto selvageria, Mia também faz aliados inesperados. Sua crescente urgência por vingança rivaliza com sua responsabilidade e suas concepções. Ela acabará descobrindo verdades que nunca imaginou serem possíveis, e que mudarão completamente a sua existência.
“Não havia tempo para orgulho. Nem para dor. Apenas para aço. E sangue. E glória”.
Mia é completamente fascinante e complexa. Ela é brilhante, corajosa, ousada e mostra uma vulnerabilidade diferente de todas as outras. Ela se mostra fria e resistente como o aço e é inflexível em seus objetivos. Os personagens secundários acabam renegados a último plano e de verdade só queremos conhecer mais da protagonista.  Esse segundo livro gira mais em torno dos conflitos internos que a protagonista atravessa para encontrar um equilíbrio entre crueldade e compaixão e o leitor irá descobrir de qual material Mia Corvere é feita.


Mesmo sendo um livro extenso, a ação é uma constante e deixa o leitor ligado no início ao fim. Achei o primeiro livro da saga, Nevernight, mais interessante por conta dos personagens terem tido uma participação mais efetiva, no entanto, Godsgrave, consegue ser mais sangrento e por mais louco que possa parecer, mais divertido.
“Não importava quem empunhava a lâmina, só que houvesse o pescoço de alguém para encontrá-la”.
Eu recomendo este livro par um público mais adulto, afinal é uma série em que há muito conteúdo explícito (mutilações, assassinatos e sexo).

4 comentários

  1. Olá! O primeiro livro já tinha chamado minha atenção e a continuação parece ser ainda mais interessante, afinal teremos mais ação, mais mortes (eita). Fiquei curiosa em relação ao rumo que a história vem tomando e qual será os novos desafios de Mia.

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  2. Gosto muito livros de fantasia e faz pouco muito tempo que conheci esses os livros da série Crônicas da Quasinoite. E acho interessante que essa série apresenta apresenta um conteúdo mais adulto, enfim é uma história que quero muito conhecer.
    Bjos

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  3. Oi Nádya,
    Mia é o tipo de protagonista que eu adoro nesse gênero, completamente destemida, é do tipo dela que precisamos.
    Gostei desse clima todo mortal, e como ela se rebelou contra os que tentavam controlar ela.
    Eu gostei do primeiro livro, pouco, mas esse me ganhou!
    Beijos

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  4. Eu acho essa capa lindíssima e embora tenha um pé atrás com a tematemáde luta/mortes violentas e fantasia estou lendo no momento Dias de sangue e estrelas e estou amando. Achei o universo dos dois muito parecidos e realmente não consigo imaginar a história dessa guerreira, que em meio a tanto sangue possa se encaixar cenas de sexo como tu mencionou. Quem sabe eu sabendo um pouco mais do primeiro volume eu me ache nessa história

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