Nevernight – A sombra do Corvo - Crônicas da Quasinoite - Jay Kristoff

27 de outubro de 2018

Título: Nevernight – A sombra do Corvo - Crônicas da Quasinoite - Volume 01
Autor: Jay Kristoff
Páginas: 608
Ano:2017
Editora: Plataforma 21
Gênero: Ficção Juvenil, Suspense, Fantasia
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota:  
Sinopse: Há histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la. Quando ela era criança, Darius Corvere – seu pai – foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam “traidor, traidor, traidor”... No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram.  Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha – o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato... O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar.
Resenha:

“Quem invoca a escuridão, acabará invocado por ela.”
Sempre gostei livros de fantasia, mas ultimamente não vinha dando muita sorte com o gênero! Porém, meus caros amigos, a maré de leituras sofríveis foi embora e simplesmente me deliciei com Nevernight. Para ser perfeitamente honesta, eu me joguei de cabeça na leitura e fui amplamente recompensada.
“Nunca deixe seu rosto revelar um segredo que seus lábios mantêm guardados.”
Conheçam então Mia Corvere, uma menina nascida e criada na mais alta classe social na capital da República da Itreya, Godsgrave. Tudo estava bem, até que nos seus 10 anos, seu pai, Darius Corvere é acusado de insurreição contra a República. Apontado como um dos líderes de uma revolução, a Faz-Rei, ele e seus companheiros são presos e executados em plena praça principal de GodsGrave. O seu querido e carinhoso pai, justicus Darius é então enforcado para servir de exemplo aos demais.
“Às vezes a fraqueza é uma arma. Se você for inteligente o bastante para usá-la.”
 “Nem todos os mortos morrem de verdade.”
Além de ter proclamado a morte de Darius, o Cônsul Julius Scaeva toma a propriedade da família Corvere, aprisionando sua mãe e irmão. Ainda nova, Mia teve que lutar contra uma tentativa de assassinato enquanto o que restava de sua família era levada para a Pedra Filosofal, uma prisão de Godgrave. Abalada com tantas perdas, é resgatada do mesmo destino inglório de sua família pelas sombras. Tendo como aliado o Senhor Simpático, um não-gato composto por essas sombras, ela finalmente encontra guarita com o Velho Mercurio, dono de uma loja de penhora na cidade de Godsgraveum, um Shahiid da Igreja Vermelha.
“Quanto mais brilhante a luz, mais profunda a sombra.”
A Igreja Vermelha era na verdade uma escola dos mais temidos e inclementes assassinos da República e por seis anos Mia é treinada para entrar nesse local. Motivada única e exclusivamente para vingar as pessoas que arruinaram sua família, a Igreja Vermelha era sua melhor chance dela se tornar uma verdadeira assassina.


Apesar de todos os quilômetros e todos os anos, a vingança não era motivo suficiente para tornar-se o monstro que ela própria caçava.”
Aos dezesseis anos, Mia segue em direção a Igreja Vermelha junto com seu sacrifício a Nossa Senhora do Bendito Assassinato, completamente pronta e determinada para mostrar sua utilidade e assim, iniciar sua jornada.  Ao longo dessa viagem, ela conhece Tric, um dweymeris, jovem que como ela, também deseja se tornar um facínora sanguinário. Juntos na longa caminhada, eles passam por dificuldades ao longo do deserto, enfrentando monstros, ladrões e acabam se tornando amigos. Após tantos anos, Mia por fim passa a confiar em alguém além do Senhor Simpático e seu mentor, o Senhor Mercúrio.
- Receio que jamais saberá o meu nome – ela disse. Eu ando pelas sombras. Sou um murmúrio. Um suspiro. O pensamento que faz os bastardos deste mundo acordarem suando na veratreva.”
Por fim eles chegam na sede da Igreja vermelha e acabam observando que não será tarefa das mais fáceis se tornar uma Lâmina de Nossa Senhora do Bendito Assassinato. A escola tem como único objetivo criar assassinos letais, e lá eles aprendem a arte da sedução, a morte por envenenamento, o roubo como uma redenção, a habilidade de técnicas de combate corporal e o domínio total sobre uma luta.
“Um aroma familiar a levou de volta a viragens melhores: aninhada no seu quarto em cima da loja de Mercurio, rodeada por montanhas de seus melhores amigos. Os amigos que a tiraram da dor e da escandalosa luz dos sóis e da lembrança da mãe e do irmão trancafiados numa cela sem luz.”
Outros estudantes fazem parte dessa união improvável, Ashlin, Oski, Shiu, Jessamine, Diamo e Carlotta. Eles vão aprender que mesmo aprendendo juntos, sentimentos como amizade, lealdade e amor não faz parte do currículo. Eles estão lá por motivos pessoais e futilidades não são bem-vindas.
“Você jura servir à Mãe da Noite? Jura aprender a morte em todas as suas cores e a levar em nome dela a quem a merecer e a quem não a merecer? Jura tornar-se uma acólita de Niah e instrumento terreno da escuridão entre as estrelas?”
Kristoff construiu um mundo excepcional, no entanto, sua imersão não é a das mais fáceis. Li comentários negativos sobre sua linguagem demasiadamente descritiva e figurada. Não acho de todo complicado essa expressividade na narrativa, tornando mais amplo o significado de uma palavra ou expressão, mas é realmente uma questão de gosto. Com certeza, o leitor notará essa linguagem fora do comum, repleta de expressões modificadoras e analogias inusitadas, mas garanto que é até bem divertido depois que nos acostumamos.


"Nunca trema. - Um sussurro frio no ouvido. - Nunca tema. E nunca, jamais, esqueça."
Outro ponto diferente, que é notório nessa narrativa, é o uso constante de notas de rodapé. Acho um recurso chato, utilizado quando o autor não consegue se expressar com clareza, além claro, de mudar o ritmo quando se está lendo uma história. No entanto, mesmo tendo essa rejeição, achei que foi necessário para dar o ar de contexto histórico necessário na construção de mundo à obra.
“Você começa do nada. Não possui nada. Não sabe nada. É nada.”
Decididamente a história é para quem tem a mente aberta. A narrativa apresenta temas sérios, linguajar mais chulo e conteúdo sexual que pode chocar os mais pudicos. Não tive grandes problemas em relação a isso, mas com certeza é uma situação pessoal.

“Somos todos matadores. Cada morte que causamos é uma oração. Todas, para o nosso conhecimento e dádiva ao mundo. O lobo não sente pena do cordeiro. A tormenta não pede desculpas ao afogado.”
Em geral, Nevernight tem praticamente tudo que eu desejo e aprecio em uma boa história de fantasia. Pra que melhor do que se deparar com uma jovem pretendente à assassina e sua missão de vingança? Já li a sequência, Godsgrave – O espetáculo sangrento e mal posso esperar para vir contar pra vocês!

5 comentários

  1. Oi, Nádya,

    Não conhecia a fundo a premissa do livro, porém fiquei encantada com os elementos introduzidos pelo autor. Nota-se que é um livro fabuloso, e os amplos ensinamentos - nesse meio caminho andado pela personagem - podem proporcionar ao leitor diversos momentos devastadores. É uma das minhas próximas leituras!

    ResponderExcluir
  2. Eu já ouvi comentários extremamente positivos com relação a esse livro e confesso que, a partir da premissa dele, fica difícil não sentir vontade de conferir a leitura. Eu gosto muito do gênero literário fantástico e fico encantada com universos inteiros e complexos que os autores são capazes de criar. Não teria problemas com a linguagem e o conteúdo sexual, acredito inclusive que, dada a proposta da obra, eles seriam esperados, ou pelo menos bem aceitáveis. Acho a capa maravilhosa e tô curiosa para realizar a leitura.

    ResponderExcluir
  3. Oi Nádya!
    Tô doida pra ler esse livro, li pouco sobre o enredo mais me despertou um grande interesse em conhecer a história.
    Adorei a capa tbm.
    Bjs!

    ResponderExcluir
  4. Olá! Essa capa está bem chamativa, confesso que não conhecia o livro, mas gostei bastante do enredo, amo esse mundo de fantasia e o livro traz uma história bem diferente do que acompanho no gênero. E toda a resenha já me deixou bem curiosa para descobrir o que acontece e conhecer melhor esses personagens.

    ResponderExcluir
  5. Olá!
    Amei o livro, tem uma premissa ótima e uma trama bem envolvente. A capa é maravilhosa e me chamou muito atenção, já estou querendo ler!

    Meu blog:
    Tempos Literários

    ResponderExcluir