A Expansão (The Hatching, 2) - Ezekiel Boone

24 de agosto de 2018

Título: A Expansão - The Hatching, 2
Autor: Ezekiel Boone
Páginas: 285
Ano: 2017
Editora: Suma das Letras
Gênero: Ficção científica, Terror, Literatura Estrangeira
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon
Nota: 
Sinopse: Elas despertaram, famintas. Agora, enquanto o mundo afunda no caos, e pessoas são devoradas nas próprias camas, nada parece capaz de conter a expansão. Segundo livro da trilogia que começou com a A colônia.
Ao receber um pacote em seu laboratório, em Washington, a dra. Melanie Guyer não poderia prever que, de um dia para o outro, a espécie ancestral de aranhas que eclodiu daquela bolsa de ovos causaria o caos no mundo inteiro. Em Los Angeles, cidadãos desesperados furam a quarentena. No Japão, uma bolsa de ovos gigantesca pulsa e brilha na escuridão. Enquanto Espingarda e Gordon tentam criar uma arma capaz de conter as aranhas, a presidente Stephanie Pilgrim é pressionada a tomar decisões com consequências catastróficas. Milhões de pessoas estão mortas. Outras milhares foram feitas de hospedeiras. Aranhas devoradoras de carne marcham por todo lugar, e a expansão está só começando. Ninguém está a salvo.

Resenha: Segundo livro da série, que eu li rapidinho e agora tenho que esperar para ler o terceiro livro, sacanagem!

"Milhões de pessoas estão mortas. Outras milhares foram feitas de hospedeiras. Aranhas devoradoras de carne marcham por todo lugar, e a expansão está só começando. Ninguém está a salvo."

Ah, o primeiro livro A Colônia tem resenha aqui!

Lá no primeiro livro, depois que as aranhas invadiram, mataram milhares de pessoas e depois simplesmente morreram, sem mais nem menos, as pessoas por um breve momento acharam que tudo tinha acabado. Mas não, claro que não!

A Expansão começa dias depois dos acontecimentos do anterior e agora a população enfrenta algo muito maior e pior, porque ainda é desconhecido. Milhares de locais estão infestados de ovos de aranhas e a única maneira de eliminá-los é incendiando tudo. Cada prédio, cada casa, cada lugar onde são encontrados os ovos é destruído pelo fogo, o que causa uma destruição monumental nas cidades.

Além disso, as pessoas estão fugindo das cidades invadidas. Acontece que agora todos sabem que as aranhas podem ter colocado ovos nas pessoas, mas não sabem quais pessoas estão infestadas, fazendo com que os ovos viagem muito mais rápido e possam ir muito mais longe.

A animosidade é grande, ninguém confia em ninguém e um simples arranhão pode causar a morte de alguém, visto que, por um simples arranhão, a aranha entra no ser humano e o infesta com ovos.

O tempo passa, o mundo está se degradando. A Presidente dos Estados Unidos, depois de muito ser pressionada para jogar bombas atômicas no território americano, tenta uma última cartada, destruir quaisquer ponte, rodovia ou o que seja que ligue as cidades, a fim de conter seus habitantes. A destruição é enorme, mas nada consegue segurar a proliferação dos ovos e então, eles começam a eclodir, revelando então outro tipo de aranha, mais letal ainda que as anteriores.

“Interromper as oportunidades de movimento, quebrar o país na maior quantidade possível de pedaços para que, se a expansão das aranhas não pudesse ser interrompida, pelo menos poderia ser refreada.”

Enquanto isso, os núcleos de personagens que eu havia falado na resenha anterior, vão tentando o que podem.

Mike acaba preso na sua cidade com a sua família, não houve tempo para sua fuga e agora ele está a mercê da sorte.

Melanie, a cientista, ainda tenta descobrir como parar com a infestação antes que o mundo acabe.

Espingarda, um sobrevivencialista, extremamente inteligente e absurdamente rico, que vive num bunker com seu marido e outro casal de amigos, e nas horas vagas faz consultoria para o governos, inventou uma arma que, parece, deixa as aranhas "meio bobas".

E por aí vai, não dá pra falar de todos os núcleos, o que eu posso dizer é que, de repente, quase todos se encontram, seja por ter descoberto um padrão na movimentação das aranhas, como Teddy, uma repórter novata, seja por ter inventado uma arma, ser cientista ou Presidente americana. Eles acabam precisando uns dos outros e aí eu entendi porque o autor nos apresentou tanta gente lá no primeiro livro. Sim, eles seriam importantes!

Mas isso não quer dizer que o autor não queira nos fazer sofrer. As vezes ele nos traz um personagem novo, nos apresenta sua vida, suas dúvidas, seus anseios, só para, poucas páginas depois, transformá-lo em comida de aranha. Sério, isso é muita maldade!

"Alguém é mordido e aí, umas cinco horas depois, a pessoa se rasga e sai um monte de aranhas como se fosse um saco de ervilhas? Se elas eclodem rápido assim, um ciclo vital supercondensado que incluí uma morte rápida também é crível. E dá para aceitar que, quanto mais rápido elas se dispersam e crescem, mais rápido é esse ciclo vital."

Enfim, mais um livro que eu gostei demais! Deixa eu contar que eu odeio com todas as minhas forças esses bichos nojentos que são as aranhas! Sério, não posso ver essas coisas que preciso eliminá-las, mas não fiquei com nenhum tipo de receio por ler o livro, com medo, nojo ou seja lá o que for. Principalmente porque o livro tem uma trama extremamente bem elaborada, fazendo com que mesmo que as aranhas sejam o foco, acabem não sendo o foco! É incrível, mas foi bem assim que eu vi a leitura! Não vejo a hora de ler o último livro, tomara que saia logo!

"Aquela foi a noite em que as aranhas voltaram.
Meia-noite, e Los Angeles, o parque de diversões dos ricos e famosos, exibiu sua verdadeira face. Los Angeles se tornou um banquete. Aranhas pretas com uma listra vermelha nas costas emergiram de porões e garagens, de estacionamentos e ônibus, das profundezes de uma oficina de troca de óleo.Elas marcharam por ruas e calçadas, por jardins bem cuidados e becos cheios de sujeira e mato. Subiram pelas paredes de edifícios comerciais e rastejaram por dutos de ventilação e poços de elevador, espremeram-se por fendas para entrega de correspondência e janelas que tinham sido ligeiramente abertas para entrar um pouco de ar.
Para onde quer que fossem, as aranhas deixavam um rastro de teia macia e diáfana, que se grudava em árvores e arbustos e envolvia homens, mulheres e crianças que se viram incapazes de se mexer, incapazes até de gritar."



4 comentários

  1. Oi, Denise,

    É inegável a originalidade do autor em criar uma trama como essa, tão submersa. Afinal, nesse cenário aterrorizante, há muito o que explorar. E, esse temor causado na população, também causa uma certa apreensão no leitor. O que é bom.

    Durante a leitura, eu com certeza ficaria bastante aflita, pois tenho medo de aranhas, mas ainda assim, por ver todos esses elementos inseridos pelo autor (que formam um belo enredo), eu o leria, por ser algo inovador e uma história movimentada.

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  2. Olá! Imaginei mesmo que algo bem pior estava vindo por ai (socorro). Também não sou fã de aranhas e é muito bom saber que elas acabam se tornando coadjuvantes num enredo tão bacana e diferente. E sei bem como são esses autores que nos apresentam a personagens interessantes, só para acabar com o nosso psicológico depois (risos).

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  3. Oi Denise!
    Ainda não tive oportunidade de ler, mas parece que o enredo é bom, confesso que a capa não me chamou muita atenção, mas lendo resenhas me deixou curiosa para conhecer.
    Bjs!

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  4. Ola!
    Eu obtenho o primeiro livro mais ainda não li sei que a história é muito boa. Esse tem uma premissa ótima e já estou bem curiosa sobre ele.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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